Crescer é uma palavra muito mais apropriada do que parece. Conforme crescemos, expandem-se nossas vontades, nossos gostos, nossas necessidades. Crescemos à s vezes num ritmo vertiginoso que suga tudo que nos envolve e derrete toda a magia do que quer que seja – mágico ou não.
Todos crescem de formas diferentes, em direções diferentes. Alguns contentam-se a vida inteira com as coisas que os cercam: não por serem acomodados ou cegos, mas por terem crescido por outros meios.
O que bem sei é que cresci de forma tal que não caibo mais aqui. Todas as noites ao pensar no que fazer, todos os dias quando passo pelos mesmos lugares. É só sair de casa para ter certeza: não caibo mais.
Mas enquanto os trajetos ainda são os mesmos e as paisagens vão se desgastando a cada nova olhada, talvez o melhor seja tentar redescobrir esse mundinho pequeno que ainda guarda surpresas.
Num fim de semana desses fui em um canto chamado Choça, na zona rural daqui de Conquista, e tirei algumas fotos. No fim das contas, percebi que há uma coisa que nunca deve cansar em lugar algum, um espetáculo que parece ser um restinho de sanidade que o mundo nos reserva nos momentos de maior saco-cheÃsmo: o céu, é claro, e, principalmente, o pôr-do-sol. :)






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