Posts com a tag: poesia
ago
2010
jul
2010
Semana cheia, eu super indisposta, com um mau humor doido! O corpo também não anda ajudando. Pra completar, essa vontade de dormir o tempo tooodo intensificada pelo frio… haha
Um “post inútil” só pra mostrar o cactozinho lá da agência florindo… :) Me lembrou a poesia do Leminski que eu comentei no twitter dia desses que gosto muito.







dez
2009

Joga a bola no baba
Não baba na bola
Que baba com o drible
Quem fica de fora.
out
2008
Ontem a gente viu o presepício
Nos convidando a fundar a Pratocimudade
Mas, derrepentemente, a gente virou Misturista.
Mistura tudo!
A gente mistura conceito com parte
E mistura a arte – que é o que é engraçado -
A gente faz crônica pra tecer comentário.
(e, no fim do mês, o saldo da energia te engole)
A gente mistura o que a gente nem tem
Mistura fé com dinheiro
pandeiro com alaúde
E a gente mistura ginga pra dizer ser brasileiro
A gente misturou idioma
e agora cobra copyright
(E há a mistura gringa pra dizer que é homem)
ago
2007
Os melhores poemas morrem sem saber que um dia existiram. Muitas vezes é fácil encontrá-los, ficam jogados em rimas nas feiras ao ar livre ou descansam em simples cantigas de ninar.
Vários dos verdadeiros poetas têm mãos calejadas, que nem ao menos saberiam manusear um lápis. Poetas natos, poetas mortos, poetas livres. Tão livres que nem chegam a perceber que são poetas.
Poetas da vida real criam poemas de consolo aos amigos quando eles choram, criam poemas em músicas enquanto a água despenca do chuveiro, criam poemas em receitas enquanto cozinham. Rimam sem precisar rimar e escrevem com pensamentos.
Poemas cotidianos e, ainda assim, espetaculares. São o que são e são o que fazem. Jorram sem saber que jorram, existem sem saber que existem e encantam sem nem mesmo despertar a percepção de sua beleza. Desaparecem em segundos, fazendo de conta que nunca existiram.
Você precisar estar sempre pronto, sempre alerta, pra descobrir um poema semi-morto.
Essa é a tarefa que fica para cada um: achar um novo poema a cada dia.
jul
2007
Todos os grandes poetas escrevem a dor
os cantos de paz ficam ao vento, são sensações fugazes
é sempre preciso que um homem tropece; caia; estoure; torne-se cacos
Assim faz-se história
é sempre preciso que se tenha ritmo; trilhas; sonoras; trincheiras
Assim faz-se história
O homem é poeta da dor – ama doer-se;
Fragmenta linhas para que as sinta partindo-se: poemas
Corta pedaços de carne, de letras, de signos
O sangue que jorra é a emoção no seu auge
está pronto o poema
mais um sorriso sacrificado em benefício da história
A imortalidade é sofrível,
tão poucos os homens que cresceram com ode à paz
Desfragmentemos as linhas. É preciso mais que dor e abismo para construir grandes mitos assim como os grandes heróis sempre triunfam após tantas quedas é necessário que cada poeta possa respirar aliviado no triunfo final da sua dor sentir-se imortal não pelo que chorou em palavras e escorreu em papéis mas pelo que transbordou para acalmar seu leito assim como fazem todas as grandes tempestades nos pequenos copos de água assim como faz o mundo;





















