Posts com a tag: poesia

07
ago
2010

Simples assim.

Talvez o sentido da vida seja poder dormir mais um poquinho.

Biscoito da sorte
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24
jul
2010

Estamos vivos

Semana cheia, eu super indisposta, com um mau humor doido! O corpo também não anda ajudando. Pra completar, essa vontade de dormir o tempo tooodo intensificada pelo frio… haha

Um “post inútil” só pra mostrar o cactozinho lá da agência florindo… :) Me lembrou a poesia do Leminski que eu comentei no twitter dia desses que gosto muito.


Iceberg - Uma poesia ártica, claro, é isso que eu desejo. Uma prática pálida, três versos de gelo. Uma frase-superfície onde vida-frase alguma não seja mais possível. Frase, não, Nenhuma. Uma lira nula, reduzida ao puro mínimo, um piscar do espírito, a única coisa única. Mas falo. E, ao falar, provoco nuvens de equívocos (ou enxame de monólogos?) Sim, inverno, estamos vivos. - Paulo Mendes Leminski


Grafia alterada pelo Acordo Ortográfico de 1990: cato
Grafia anterior ao Acordo Ortográfico de 1990: cacto
Fotos
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15
fev
2010

Um dia qualquer

José foi comprar pão na venda do João. José foi comprar pão na venda do João. José foi comprar pão na venda do João. José foi comprar pão na venda do João. José foi comprar pão na venda do João. José foi comprar pão na venda do João. Que pena, José / morreu baleado.

Biscoito da sorte
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26
dez
2009

Domingo de manhã

Futebol - Vitória da Conquista - Bairro Petrópolis / Guarani

Joga a bola no baba
Não baba na bola
Que baba com o drible
Quem fica de fora.

Vitória da Conquista
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07
jul
2009

Poema ridículo e nada a acrescentar

Tenho vento no olhar e na alma O resto é mistério desespero de quem não soube amar  Tenho medo do que é puro e direto Sou tormenta barco que naufraga com brisa do mar  Conto dores como quem guarda amores Tenho tão pouco que só me resta    agarrar. com estereotipos e unhas encardidas.  Não sou o que prezo mas sei que nasci para ser  algo. que não me cabe contar.

Biscoito da sorte
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24
out
2008

1o Manifesto Misturista

Ontem a gente viu o presepício
Nos convidando a fundar a Pratocimudade
Mas, derrepentemente, a gente virou Misturista.

Mistura tudo!
A gente mistura conceito com parte
E mistura a arte – que é o que é engraçado -
A gente faz crônica pra tecer comentário.
(e, no fim do mês, o saldo da energia te engole)

A gente mistura o que a gente nem tem
Mistura fé com dinheiro
pandeiro com alaúde
E a gente mistura ginga pra dizer ser brasileiro

A gente misturou idioma
e agora cobra copyright
(E há a mistura gringa pra dizer que é homem)

Fantástico mundo da Emi
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04
ago
2007

Missão Não-Impossível

Os melhores poemas morrem sem saber que um dia existiram. Muitas vezes é fácil encontrá-los, ficam jogados em rimas nas feiras ao ar livre ou descansam em simples cantigas de ninar.

Vários dos verdadeiros poetas têm mãos calejadas, que nem ao menos saberiam manusear um lápis. Poetas natos, poetas mortos, poetas livres. Tão livres que nem chegam a perceber que são poetas.

Poetas da vida real criam poemas de consolo aos amigos quando eles choram, criam poemas em músicas enquanto a água despenca do chuveiro, criam poemas em receitas enquanto cozinham. Rimam sem precisar rimar e escrevem com pensamentos.

Poemas cotidianos e, ainda assim, espetaculares. São o que são e são o que fazem. Jorram sem saber que jorram, existem sem saber que existem e encantam sem nem mesmo despertar a percepção de sua beleza. Desaparecem em segundos, fazendo de conta que nunca existiram.

Você precisar estar sempre pronto, sempre alerta, pra descobrir um poema semi-morto.
Essa é a tarefa que fica para cada um: achar um novo poema a cada dia.

Fantástico mundo da Emi
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17
jul
2007

Amálgama

Todos os grandes poetas escrevem a dor
os cantos de paz ficam ao vento, são sensações fugazes
é sempre preciso que um homem tropece; caia; estoure; torne-se cacos
Assim faz-se história
é sempre preciso que se tenha ritmo; trilhas; sonoras; trincheiras
Assim faz-se história
O homem é poeta da dor – ama doer-se;
Fragmenta linhas para que as sinta partindo-se: poemas
Corta pedaços de carne, de letras, de signos
O sangue que jorra é a emoção no seu auge
está pronto o poema
mais um sorriso sacrificado em benefício da história
A imortalidade é sofrível,
tão poucos os homens que cresceram com ode à paz
Desfragmentemos as linhas. É preciso mais que dor e abismo para construir grandes mitos assim como os grandes heróis sempre triunfam após tantas quedas é necessário que cada poeta possa respirar aliviado no triunfo final da sua dor sentir-se imortal não pelo que chorou em palavras e escorreu em papéis mas pelo que transbordou para acalmar seu leito assim como fazem todas as grandes tempestades nos pequenos copos de água assim como faz o mundo;

Fantástico mundo da Emi
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