
Algumas pessoas são bonitas, outras têm facilidade com a escrita e há quem tenha o poder da eloquência. Algumas são ricas, outras são bem dispostas. Umas são simpáticas, outras são corajosas. Há as criativas, as habilidosas, as práticas, as decididas, as divertidas. Há quem seja bom com as palavras, há quem seja bom com os números e há quem seja bom com as pessoas. Os estudiosos, os inteligentes, os esforçados, os sortudos, os misturados…
Inúmeros adjetivos e inúmeras habilidades distribuídas aleatoriamente entre os bilhões de indivíduos. E deve estar certo quem disse que apreciamos nos outros o que falta em nós mesmos.
O difícil é ter consciência de si.






O mais engraçado quando eu escrevo é que muitas vezes depois de pronto, quando leio o que escrevi, parece que não fui eu que fiz aquilo. Principalmente textos que fiz já há algum tempo. Olho para eles e digo “Porra, não acredito que fui eu quem disse isso!”. Não dá pra saber de onde surgiram, nem se estiveram durante todo o tempo ali mesmo dentro da minha cabeça. Até penso que alguns professores meus devem ter achado que eu copiei uns desavisados por aí. Ainda bem que existem as provas pra provar que não, hein.

















