Posts com a tag: pílulas

05
set
2010

Você também

Algumas pessoas são bonitas, outras têm facilidade com a escrita e há quem tenha o poder da eloquência. Algumas são ricas, outras são bem dispostas. Umas são simpáticas, outras são corajosas. Há as criativas, as habilidosas, as práticas, as decididas, as divertidas. Há quem seja bom com as palavras, há quem seja bom com os números e há quem seja bom com as pessoas. Os estudiosos, os inteligentes, os esforçados, os sortudos, os misturados…

Inúmeros adjetivos e inúmeras habilidades distribuídas aleatoriamente entre os bilhões de indivíduos. E deve estar certo quem disse que apreciamos nos outros o que falta em nós mesmos.

O difícil é ter consciência de si.

Fantástico mundo da Emi
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25
abr
2010

Assim, sem tempo.

Não me achem louca, mas ficar doente às vezes é muito bom. Você sente cada partezinha do seu corpo, até as que você nem lembrava que existiam. Dói, é claro, mas parece um lembrete necessário de que estamos vivos. E isso, às vezes, é o tapa na cara que muita gente precisa.

Fantástico mundo da Emi
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20
ago
2009

Um gesto qualquer

Selfportrait, Porto Seguro - 2008

O pior é sentir-se pequeno pelo que deixam de fazer. Às vezes uma ação, uma reação, algo que fuja o comum ou que, ao menos, seja capaz de estreitar os laços. Afeto é mosaico que a gente junta com os dias, com as fases, com as caras que a lua mostra ou deixa de mostrar. Faz falta aquilo que não é dito, aquilo que não é imprevisto. E só resta o conformismo e o esperar que chegue… Resta o caminhar pela rua sem sentir-se novo ou maior, melhor ou disposto – só caminhar.

Fantástico mundo da Emi
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23
mai
2009

Dose diária de realidade

Segunda, terceira, quarta opção… sempre. Acostumou-se, ainda que não deixasse de lhe doer. Era comum que fosse lembrada, mas nunca a queriam tão bem. Podiam enxergá-la, mas só se aprendia a gostar dela – e aprender lhe demorava, até machucava.

Não era do tipo a ser convidada, nem do tipo a ser notada, nem do tipo a ser escolhida, nem do tipo a ser preferida. Não se esforçava mais, esperava o dia em que alguém a escolhesse simplesmente. Súbito; primeiro; lugar.

Fantástico mundo da Emi
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18
fev
2009

Raio X de uma explosão

O que a gente sente é o que a gente sente. E sentir não é racional. Estamos o tempo todo controlar as emoções, os impulsos e os desejos… Estamos o tempo todo nos culpando por sentir ou por deixar de sentir determinadas coisas. Do que adianta? No fim das contas, somos o conjunto dos momentos memoráveis, e as intercalações entre eles desaparecem com o calendário. Num dia ou outro, talvez o melhor seja realmente se permitir. Num dia ou outro, explodam-se os outros e vivamos nós.

Fantástico mundo da Emi
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07
jan
2009

Resolução no.1

Nem cicuta, nem cachaça. Em 2009 eu preciso é de umas boas doses de amor próprio. Essa história de altruísmo demais, baixa auto-estima, ciúmes e semelhantes tem que ficar para trás. Como é que pode ser tão difícil aprender a amar a si mesma?

Cotidianês
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10
out
2008

Uma dose de realidade

Como é que com tanto desenvolvimento tecnológico e com tanta percepção de mundo a gente ainda pode conviver em paz com a idéia de que tem gente sem nada para comer? Que mundo é esse que leva o homem à Lua e não leva comida na casa ao lado?

Ser feliz às vezes faz a gente se sentir culpado.

Mundo real
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10
jul
2008

Oi,

praia2k7-27.jpg

Eu sou um extraterrestre. Foi a única explicação que eu achei. Até ia escrever sobre isso, mas não dá, sério, só outros extraterrenos para me entender e eles são tão poucos – pelo menos acho que são. Por outro lado, fico feliz, lembro do Alberto Knox passando à Sofia como seria bom se continuássemos a nos maravilhar, na ponta dos pêlos.

Deixa isso para lá. Na verdade, vim comunicar que cansei de deixar isso aqui largado. Quero voltar.

Cotidianês, Fotos
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21
out
2007

Estilo próprio

É bem verdade esse negócio de estilo de cada autor. Já reparou como todo mundo, incluindo seus amigos e pessoas próximas, têm mesmo um estilo de escrever? Nós usamos repetidamente as mesmas palavras, vivemos repetidamente as mesmas formas lingüísticas.

Todo mundo tem um bando de manias e amor pelos seus próprios vícios de linguagem. Isso dá medo. Ando tão presa a mim mesma que tenho medo de que meus textos acabem ficando todos iguais! (tipo as melodias de Los Hermanos LOL)

Cotidianês
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01
jul
2007

Psicografando

Psicografando O mais engraçado quando eu escrevo é que muitas vezes depois de pronto, quando leio o que escrevi, parece que não fui eu que fiz aquilo. Principalmente textos que fiz já há algum tempo. Olho para eles e digo “Porra, não acredito que fui eu quem disse isso!”. Não dá pra saber de onde surgiram, nem se estiveram durante todo o tempo ali mesmo dentro da minha cabeça. Até penso que alguns professores meus devem ter achado que eu copiei uns desavisados por aí. Ainda bem que existem as provas pra provar que não, hein.

Vou começar realmente a analisar se não psicografo algumas coisas…
Vinde a mim, Agatha Christie!

Alguém mais tem essa impressão sobre seus próprios textos?

Cotidianês
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