Que fique bem claro desde a primeira linha deste texto: não tenho absolutamente NADA contra o Caio Fernando Abreu. Se você é fã do autor e se sentir atingindo de alguma forma por este artigo, leia e releia cuidadosamente para entender direitinho o que eu quero dizer.
A cada dez tweets da minha timeline, ao menos um é um retweet de alguma frase de Caio Fernando Abreu. E o mesmo acontece no Fotolog: há sempre uma frase do autor em algum caption. No Tumblr, suas idéias são textos soltos ou legendas de fotos. Acho interessante que a juventude tenha encontrado alguém que representou bem os seus sentimentos, mas também acho isso perigoso, muito perigoso.
Primeiro, me pergunto de onde surgiu o fenômeno. Foi praticamente assim: em um dia eu encontrava textos aleatórios e frases construídas pelos próprios autores dos sites; no outro, todos os lugares tinham frases com as mesmas iniciais – CFA.
É quase um vírus, uma febre. E a verdade é que ele escreveu coisas maravilhosas. Mas é um saco, definitivamente UM SACO, entrar em todas as redes sociais das quais você participa e encontrar sempre o mesmo autor.
Se eu quisesse acompanhar citações do Caio Fernando Abreu, eu seguiria os perfis que são dedicados a isso, leria seus livros ou procuraria por suas obras no Google. Simples. Aliás, eu seguia o @caiofabreu até poucas semanas atrás; antes de perceber que eu já seguia umas dez pessoas que tornavam isso completamente desnecessário. Elas já trazem tudo até mim, sem que eu peça, ou que me interesse.


Li “Harry Potter e as Relíquias da Morte” logo depois do lançamento. Essa foi uma decisão que eu tomei depois de ler o sexto livro: ia melhorar meu inglês só pra não ter que esperar a tradução do sétimo. O motivo, claro, é que a gente sempre acaba descobrindo as coisas antes do tempo. Eu sou daquele tipo de pessoa que gosta de surpresas, de quebrar a cara tentando descobrir o que vai acontecer e, por isso, fico muito decepcionada quando topo com alguma informação indesejada.
























