Posts com a tag: literatura
abr
2012

fev
2011
Ando tão aplicada com o blog que fiquei uma semana sem postar e já estou achando um absurdo. E que semana cheia! Eventos com Zico no VC (que foram divertidos e só estão nessa lista porque fazem parte dos motivos do “agito”), TPM, viagem que não deu certo, conexão morta-viva, dor de cabeça, Maria lÃder (mwaeha o pior da semana!) etc… Mas está tudo bem e voltamos com gás! :)
Enquanto minha conexão não funcionava, aproveitei para terminar de ler Os Três Mosqueteiros. Queria fazer sempre um post dedicado aos livros que eu for lendo esse ano, mas meu ritmo de leitura anda terrÃvel e tudo que eu li até agora foi isso (ameniza o pecado o fato dele ter mais de 500 páginas?). De qualquer jeito, já senti que não vou ler tanto quanto ano passado. :/
O livro é maravilhoso. Meu irmão comprou há algum tempo num sebo e eu nunca li porque tinha a impressão de que a linguagem era pesada e difÃcil. Num dia em que eu ia enfrentar uma espera gigante e não tinha nenhum outro livro, resolvi dar uma chance a ele.
Se eu soubesse, teria lido antes. A linguagem é uma delÃcia e eu tive a sensação de que eram vários livros. Juro que a história poderia acabar em várias etapas e já teria um final foda. Só que acho que o que mais me fez gostar dele foi o final. Sei lá, achei o melhor epÃlogo que já li. Detesto quando autores escrevem o “depois” da história, mas dessa vez foi tão vida real que eu fiquei tocada por horas depois de ler.
Enfim, dei cinco estrelinha lá no Skoob. Fiquei com vontade de ler outros clássicos. :)
dez
2010
Minha meta de leitura foi a única resolução de ano novo que eu realmente consegui cumprir. :P Triste, uh? Nada de aprender a dirigir, nada de fazer um bando de viagens, nada de ficar rica (hello?). haha Pelo menos uma já é algo pra quem nunca consegue cumprir nada!
O objetivo era ler 20 livros. Li 30 e tenho esperanças de ler mais ano que vem – até porque está aberta oficialmente a temporada de monografia por aqui, babies! Preparem-se para muito lamento e desespero.
Em alguns momentos não li mais porque não tinha mesmo nenhum livro em mãos e nem paciência pra ebook. :( Apesar disso, dei chance a uns pobres empoeirados aqui de casa, reli toda série do Guia e comecei a ler HP em inglês.
Vou falar um pouco sobre alguns, ou sobre porque resolvi (re)lê-los. Você não precisa ler o post todo nãão! Já fico feliz se só deixar uma sugestão de leitura pro ano que vem! :)
Pra quem gosta da coisa, me adiciona no Skoob! :)






























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out
2010
Eu poderia falar sobre as eleições, comentar os discursos, repetir todos esses padrões e todas as histórias. Eu poderia falar sobre como meu voto não foi a favor de um candidato, mas contra as bandeiras religiosas e preconceituosas que foram levantadas para derrubar sua candidatura. Mas a grande questão nem é essa, é que eu vou sentir falta do Lula. Só de assistir os maçantes minutos de discursos pós-eleição de Dilma e Serra, já comecei a sentir.
Apesar de todos os contras que podem ser levantados, Lula era a figura pública a quem querÃamos bem. Ele, não por ser operário ou o que quer que seja, mas pela pessoa como se construiu, era um cara que fazia com que a maioria dos brasileiros se sentisse bem por tê-lo como presidente.
De resto, deixo o Guia falar por mim:
Havia um clima de enorme empolgação entre eles. Trabalhando em equipe, haviam atingido e ultrapassado os limites últimos das leis fÃsicas, reestruturado a configuração fundamental da matéria, forçado, torcido e partido as leis das possibilidades e impossibilidades, mas apesar disso o que mais os entusiasmava era a oportunidade de conhecer um homem com uma faixa alaranjada em volta do pescoço (o distintivo tradicional do presidente da Galáxia). Talvez até não fizesse muita diferença se eles soubessem exatamente quanto poder exercia o presidente da Galáxia: absolutamente nenhum. [...]
O presidente, em particular, é simplesmente uma figura pública: não detém nenhum poder. Ele é aparentemente escolhido pelo governo, mas as qualidades que ele deve exibir nada têm a ver com liderança. Ele deve é possuir um sutil talento para provocar indignação. Por esse motivo, o presidente é sempre uma figura polêmica, sempre uma personalidade irritante, porém fascinante ao mesmo tempo. Não cabe a ele exercer o poder, e sim desviar a atenção do poder. [...]
PouquÃssimas pessoas sabem que o presidente e o governo praticamente não têm nenhum poder, e, dessas pouquÃssimas pessoas, apenas seis sabem onde é, de fato, exercido o verdadeiro poder polÃtico. A maioria das outras está convencida de que, em última instância, o poder é exercido por um computador. Elas não poderiam estar mais erradas.
Douglas Adams, O Guia do Mochileiro das Galáxias
[editado] Sobre a onda xenófoba no twitter, eu gostaria de acrescentar: se você vivesse abaixo da linha da pobreza, eu queria ver se você estaria falando mal dos nordestinos e das escolhas deles. :) É claro que os ricos vão reclamar daqueles que preferem dar atenção aos pobres. É claro. É a criança mimada chorando porque a mãe deu o brinquedinho quebrado pro menino de rua. Como diz a canção: “O Brasil não conhece o Brasil. O Brasil nunca foi ao Brasil.”
ago
2010
A internet é uma espécie de Vórtice da Perspectiva Total simplificado.
- O que é que isso faz com as pessoas?
- O Universo, toda a infinidade do Universo reunida. Infinitos sóis, infinitas distâncias entre eles e você, um pontinho invisÃvel sobre outro pontinho invisÃvel, infinitamente pequeno.
[...] O homem que inventou o Vórtice da Perspectiva Total o fez basicamente para irritar sua mulher.
Trin Tragula – esse era seu nome – era um sonhador, um pensador, um filósofo ou, como sua mulher o definiria, um idiota.
E ela o enchia sem cessar por conta do tempo absurdamente longo que ele dedicava a observar o espaço, ou a meditar sobre o mecanismo dos alfinetes de segurança, ou a fazer análises espectográficas de pedaços de pão-de-ló.
- Você precisa entender a dimensão das coisas! – dizia ela, umas 38 vezes em um só dia.
E então ele construiu o Vórtice da Perspectiva Total – só para mostrar a ela.
Em uma ponta ele conectou a totalidade da realidade, extrapolada a partir de um pedaço de pão-de-ló, e na outra conectou sua esposa, de modo que, quando ele colocou a máquina para funcionar, ela viu em um único instante toda a infinidade da criação e viu a si mesma em relação a tudo.
Trin Tragula ficou horrorizado ao descobrir que o choque havia destruÃdo completamente o cérebro de sua mulher. Contudo, para sua satisfação, ele compreendeu que tinha provado de uma vez por todas que, se a vida deve existir em um Universo desse tamanho, uma coisa básica que não se pode entender é a dimensão das coisas.Trecho de O Restaurante no Fim do Universo, de Douglas Adams
É isso que a internet faz, de várias maneiras. Ela expande nossa percepção de mundo e nós começamos a nos sentir cada vez mais inúteis e mÃnimos.
A internet está lotada de pessoas mais talentosas, mais bonitas, mais famosas, mais legais, mais simpáticas, mais promissoras… E todas as vezes em que percebemos cada uma delas, anulamos todas as nossas próprias realizações. Não importa nosso crescimento pessoal, nem nada do que somos capazes perto do que enxergamos nos outros.
A verdade é que nos sentimos cada vez mais intimidados.






































