Posts com a tag: infancia

12
out
2010

Anos atrás


Quando eu era criança, passava horas imaginando coisas. Fazia desenhos e me imaginava dentro deles; olhava revistas de design de interior e me imaginava morando naquelas casas; parava na frente da parede e imaginava passagens para um mundo secreto; ia deitar e imaginava diálogos, ações e conversas por horas e horas.

Era diferente do que eu faço hoje em dia… Era tão fácil se perder nas coisas.

Ia tomar banho e inventava uma música que durava o banho todo; ia para o quintal e observava as formigas por horas; dividia o quintal com giz e arrumava todos os brinquedos como se fosse uma casinha de verdade – pra depois desistir de brincar. Fazia os bonecos falarem, falava com as coisas e podia passar horas fazendo coisas simples serem grandiosas.

Eu só queria muito conseguir mergulhar em tudo como fazia naquela época.

Ontem meu Fotolog completou 7 anos. :D

Fantástico mundo da Emi
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14
jan
2009

Pretérito mais-que-perfeito

Tudo me condena. Cada pedacinho que já foi meu fez com que eu chegasse ao que sou hoje. Se as modas passaram, se os costumes mudaram, se os musos envelheceram e as músicas simplificaram-se: nenhuma culpa tenho eu. Meu passado me condena, sim, a ser feliz, por ter sido tudo que passou ou que ficou.

Não tenho vergonha de ter sido algo menor, se melhorei. Não tenho vergonha de ter gostado do que hoje é criticado, se os gostos de hoje, amanhã também o serão. Não quero ser o que já fui, mas também não gostaria de nunca ter sido. Nada no meu passado me condena pejorativamente: a única coisa que poderia me condenar seria desrespeitá-lo. Meu pretérito é mais que perfeito. Sou feliz pelo que já fui, pelo que sou e pela fé no que serei.

Não é a toa que o Gessinger canta: Se eu soubesse antes o que sei agora, erraria tudo exatamente igual.

Tudo de Blog. Pauta: O que no seu passado lhe condena?

Fantástico mundo da Emi
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07
jan
2009

Eu era uma super heroína

A hora da estrelaNa verdade, parece que todas as férias que eu tinha quando era menor se unem em uma só. Um belo truque da memória, é verdade, mas dá para subdividir em algumas… A minha preferida, vou chamar de férias de super heroína. Aqui, em Conquista, lá, em Minas, ou na praia, em Serra Grande; não importava o lugar, quando os adultos e os “deveres” nos libertavam, era hora de vestir os uniformes e ir defender o mundo. As toalhas viravam capas e os quintais viravam as arenas.

Em um dia podíamos ser Power Rangers (que nheca de rosa! eu queria ser a amarela!), mas no outro éramos nossas próprias criações. A minha preferida e mais constante, era a Mulher Coração. Uma heroína solitária, com sua bela capa grená bordada com sua marca. Eu podia nos defender de todo o mal e desbravar os mais incríveis locais. Sozinha, lá na área. Meio autista, né?

Também embaixo do pé de maracujá, eu e meus primos éramos heróis. Meu poder de cristais nunca falhava, nem o da água. O quintal da minha tia, inegavelmente, sempre foi muito perigoso, infestado de vilões. Nós tínhamos, de fato, que salvar o mundo. Fico me perguntando se ainda teria havido futuro se não tivéssemos derrotado todos aqueles maledetos. Ah, como as férias eram cansativas!

Tudo de Blog. Pauta: Férias: qual a melhor de suas vidas?

Cotidianês
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