Posts com a tag: humor

31
dez
2007

O estalo

Eu tenho uma mania danada de achar que as pessoas parecem comigo. É como um estalo, sei lá. Eu estou vendo alguma foto ou filme e, de repente, vem na cabeça: “Ela parece comigo!”. Aí, quando eu falo, as pessoas fazem aquela cara de tédio, como quem quer dizer: “Nada a ver, como essa criatura pode ser assim? Será que o cérebro dela funciona de um jeito tão diferente assim do meu?“. Eu acho que o problema não é comigo, sério. Achei ainda mais depois do dia em que me disseram que eu parecia a Devon Aoki, mas a criatura não era muito certa mesmo.

Pois eis que numa bela tarde, eu estava assistindo Escola do Rock pela trigésima quinta vez e veio aquela coisa do fundo da alma, uma vontade subiu de dentro do meu estômago, forte, ameaçadora. Não era vômito, era só O estalo. Olhei para um lado, para o outro e não vi ninguém. Eu levantei repentinamente e gritei para mim mesma, enquanto apontava para tv: “AHÁ! Ela parece comigo!” (teatral, né? :P). Não tinha ninguém para fazer cara de tédio como quem quer dizer aquela coisa grande do primeiro parágrafo, então só voltei a assistir o filme.

Summer, Escola de Rock Muitos minutos depois, meu irmão já está por perto e meu pai chega, senta e começa a ver o filme. Do nada, ele tem o estalo e aponta para a tv: “ESSA MENINA É A CARA DE EMILÃINE! hahahaha”, e começa a rir, “Olha lá, é igualzinha! Só falta o cabelo rosa! hahahahaha”.

Eu sabia que eu não podia estar sempre errada – ou vai ver eu herdei o cérebro do meu pai.

Cotidianês
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12
ago
2007

A Semana em que Minha Mãe Saiu de Férias

A Semana em que Minha Mãe Saiu de Férias

A semana em que minha mãe saiu de férias podia muito bem ser um filme de sucesso, patrocinado pela Sadia. A história toda começa numa Segunda-feira, quando a Mãe sai da cidade para “férias” não-exatamente-compulsórias lá na Paraíba. O contexto é a sociedade informatizada e cheia de liberdade da primeira década do século XXI.

As cenas principais do filme ficam concentradas no território ainda mais maternal da casa: a cozinha. Enquanto a Mãe toma água de coco e se bronzeia nas maravilhosas praias paraibanas, vemos o Pai tentar tomar conta da família. Dois filhos para alimentar e um pouco de – como poderíamos dizer? – falta de dotes culinários se unem ao seu deslumbramento pelo total controle sobre o território, criando um roteiro divertido e dramático.

Fantástico mundo da Emi
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01
jul
2007

Psicografando

Psicografando O mais engraçado quando eu escrevo é que muitas vezes depois de pronto, quando leio o que escrevi, parece que não fui eu que fiz aquilo. Principalmente textos que fiz já há algum tempo. Olho para eles e digo “Porra, não acredito que fui eu quem disse isso!”. Não dá pra saber de onde surgiram, nem se estiveram durante todo o tempo ali mesmo dentro da minha cabeça. Até penso que alguns professores meus devem ter achado que eu copiei uns desavisados por aí. Ainda bem que existem as provas pra provar que não, hein.

Vou começar realmente a analisar se não psicografo algumas coisas…
Vinde a mim, Agatha Christie!

Alguém mais tem essa impressão sobre seus próprios textos?

Cotidianês
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14
jun
2007

Dicas para o (próximo) Dia dos Namorados

Resolveu pedir a opinião de outras pessoas e no fim descobriu que todo mundo também estava perdido que nem você? Acontece! Mas, pelo menos, rende cada pérola!

Por essas e outras, vai aí um mini utilitário com 17 dicas que coletei e que você precisa saber antes de comprar seu presente.

01- Tenha todas as medidas do seu namorado;
“Dá um sapato” “Não sei quanto ele calça” “COMO NÃO SABE!?” “Não sei, ué…” “Que absurdo!”. Não precisa se sentir um et, é só começar a preparar um bloco com todas as medidas. Não se esqueça de perguntar frequentemente se o pé dele cresceu ou quantos quilos ele engordou.

02- Nunca dê uma camisas;
“Dá uma camisa!”, diz alguém. “Camisa não! Dá vontade de chacoalhar a menina: Seja mais criativa, peloamordedeus, criatura!!!!”, responde outra pessoa. Portanto, nunca dê uma camisa a menos que queira correr o risco de virar suco.

03- Descubra se seu namorado tem tendências alcoólicas;
“Seu namorado bebe? Dá um cantil de whisky pra ele!” Mais tarde acabei descobrindo que um vendedor de uma loja famosa deu essa sugestão pra metade da cidade. Não culpem suas namoradas.

Mundo real
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06
jun
2007

Falada Língua

A última crise de falta do que fazer me levou a folhear uma gramática. As primeiras páginas trouxeram à tona a alfabetização e me fizeram pensar sobre como a gente interioriza tudo, passa a fazer certo sem precisar questionar se está ou não dentro das normas. Só que o que me deixou chocada foi tudo aquilo que aprendi sem aprender.

Vou ser mais específica. As páginas da gramática descrevem o que chamam de classificação das vogais e consoantes. Uma dessas classificações é determinada pela zona de articulação. Pra deixar a coisa mais confusa vou citar um trecho da Gramática Ilustrada de Hildebrando André:

“Som produzido quando a língua se conserva quase em repouso, baixa, a boca aberta e o véu palatino (palato mole) se levanta, impedindo a passagem da corrente de ar para as fossas nasais;”

MASCOMOASSIM? Sim, amigo, essa enrola toda é o que você conhece apenas por letra A.

Cotidianês
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