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28
set
2007

“Cabeça vazia, oficina do diabo”

pst 2007set28 2Essa semana voltei para a universidade. É estranho, depois de tantos meses de pura vagabundagem, ter que voltar à ativa. É o fim da vida boa de acordar depois de meio-dia, não ter que me preocupar com o que estudar e poder passar horas no computador tentando encontrar algo para fazer. Essa última parte reflete o lado bom da vida pseudo-ocupada: ter o que fazer.

É ótimo ter obrigações e também é ótimo ter uma espécie de “convivência forçada” com pessoas. Uso esse termo porque, na reclusão dos últimos meses, posso garantir, a minha vida social virou uma espécie de nicho bem delimitado. Conheci pouquíssimas pessoas, mas acho que curti bem as que já conhecia. Posso dizer que foi uma fase de colocar as coisas em ordem, principalmente os pensamentos, os planos, as idéias. Sabe aquela história de “Cabeça vazia, oficina do diabo”?

Loucura é encarar a, digamos, vida real e perceber que talvez os pensamentos, os planos e as idéias não se encaixem exatamente como era esperado. Encontrar pessoas, descobrir pessoas, lutar para manter pessoas. Tudo isso tendo que acordar antes das seis da manhã, enfrentar ônibus lotado e conviver com a alternância entre o calor chato e o frio gostoso do final de Setembro. Isso que é vida! (ou não?)

Sim ou não, creio que a partir de agora vou (ter que) manter minha cabeça bem cheia, bem cheia mesmo, mas deixando sempre o espacinho vazio para que a danada da oficina continue a funcionar. É que, sabe, esse tempo todo de nadismo me fez perceber que a gente acaba esquecendo de pensar besteiras quando as coisas estão cheias demais, e é das besteiras que nascem muitas das coisas que frutificam depois.

Que venham as reclamações, as encheções de saco, os dias insuportáveis, o cansaço e que, ainda assim, o monte de diabinhos possa continuar seu trabalho! (6)

Cotidianês
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10
ago
2007

A incrível indecisão

Ou o incrível comodismo, depende muito do ponto de vista.

Eu estava observando uma complexa mania que eu sempre tive: Todas as vezes em que eu começavam as aulas, eu começava a reclamar por férias. Provavelmente você achou isso muito normal, eu sei. A diferença comigo é que sempre que chegava perto das férias eu não queria mais que elas chegassem! Passava a não querer que as aulas acabassem, mas como o calendário letivo nunca seguiu a minha predisposição, as férias chegavam, querendo ou não.

Então, logo no começo das férias eu passava a reclamar por aulas. O mais complexo da história toda é que, quando chegava na metade das férias, eu já não queria aula de maneira alguma.

E cá estou eu, sofrendo novamente desse mal. Comecei essas “férias” reclamando que queria estudar, passei metade dela pedindo por aulas e agora, sabendo que vai acabar, não quero que acabe de maneira alguma.

Como é que pode?

Cotidianês
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07
ago
2007

Fim da greve na UESB

Na tarde de hoje os professores da UESB votaram pelo fim da greve, que já durava 84 dias. Segundo o Jornal A Tarde, foram 65 votos a favor, 62 contra e uma abstenção.

As reivindicações dos professores não foram atendidas e ainda não há data prevista para o retorno das atividades.

Mundo real
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