
É vergonhoso admitir, mas morro de preguiça de blogs com muito texto (e eu sei que você também). Esse era o primeiro motivo para deixar de escrever mais, ou sempre foi o que eu pensei… Até que Bárbaras, Deborahs, Julianas, Natálias, Sâmias e Layses fizeram com que eu percebesse que não era nada disso. Tenho preguiça é de gente que escreve coisa que não me interessa.
De tanto topar com os blogs errados, acabei criando o gesto automático de descer a barra de rolagem, dar uma olhada nas imagens e fechar a aba enquanto aquele bolo de letrinhas fica turvo. Só de vez em quando, por acaso, por indicação ou por um pouquinho a mais de coragem descobri pessoas como essas que eu citei, que fizeram com que eu quisesse escrever também.
Depois veio o segundo motivo. Eu achava que podia ir pra frente. Sabe como é, eu podia ter um blog de moda. Blogs de moda fazem sucesso. Ou podia me aprofundar mais nessa área de tutoriais e freebies. Os paraquedistas do Google adoram. Mas e a preguiça retada que sempre batia depois de duas semanas de entusiasmo? Não é melhor nadar logo com a minha própria maré e fazer o que eu sei fazer: postar, postar, postar e postar sem precisar de propósito nenhum? Será que pode existir a linha editorial “escrever pra gente que gosta do mesmo que eu”?
Aí foi a vez do terceiro motivo. Eu não sou cult o suficiente para ter referências legais e nem vivida o bastante para ter realmente sobre o que escrever. Até que o Jack White voltou diretamente da minha adolescência para ficar cantarolando na minha cabeça: “Every single one’s got a story to tell” e eu devo ter bolado uns 50 textos mentais em 50 minutos de trajeto do ônibus. Pena que eu não lembro mais de nenhum deles.



























