Posts com a tag: citações
abr
2012
fev
2011
Ando tão aplicada com o blog que fiquei uma semana sem postar e já estou achando um absurdo. E que semana cheia! Eventos com Zico no VC (que foram divertidos e só estão nessa lista porque fazem parte dos motivos do “agito”), TPM, viagem que não deu certo, conexão morta-viva, dor de cabeça, Maria lÃder (mwaeha o pior da semana!) etc… Mas está tudo bem e voltamos com gás! :)
Enquanto minha conexão não funcionava, aproveitei para terminar de ler Os Três Mosqueteiros. Queria fazer sempre um post dedicado aos livros que eu for lendo esse ano, mas meu ritmo de leitura anda terrÃvel e tudo que eu li até agora foi isso (ameniza o pecado o fato dele ter mais de 500 páginas?). De qualquer jeito, já senti que não vou ler tanto quanto ano passado. :/
O livro é maravilhoso. Meu irmão comprou há algum tempo num sebo e eu nunca li porque tinha a impressão de que a linguagem era pesada e difÃcil. Num dia em que eu ia enfrentar uma espera gigante e não tinha nenhum outro livro, resolvi dar uma chance a ele.
Se eu soubesse, teria lido antes. A linguagem é uma delÃcia e eu tive a sensação de que eram vários livros. Juro que a história poderia acabar em várias etapas e já teria um final foda. Só que acho que o que mais me fez gostar dele foi o final. Sei lá, achei o melhor epÃlogo que já li. Detesto quando autores escrevem o “depois” da história, mas dessa vez foi tão vida real que eu fiquei tocada por horas depois de ler.
Enfim, dei cinco estrelinha lá no Skoob. Fiquei com vontade de ler outros clássicos. :)
out
2010
Eu poderia falar sobre as eleições, comentar os discursos, repetir todos esses padrões e todas as histórias. Eu poderia falar sobre como meu voto não foi a favor de um candidato, mas contra as bandeiras religiosas e preconceituosas que foram levantadas para derrubar sua candidatura. Mas a grande questão nem é essa, é que eu vou sentir falta do Lula. Só de assistir os maçantes minutos de discursos pós-eleição de Dilma e Serra, já comecei a sentir.
Apesar de todos os contras que podem ser levantados, Lula era a figura pública a quem querÃamos bem. Ele, não por ser operário ou o que quer que seja, mas pela pessoa como se construiu, era um cara que fazia com que a maioria dos brasileiros se sentisse bem por tê-lo como presidente.
De resto, deixo o Guia falar por mim:
Havia um clima de enorme empolgação entre eles. Trabalhando em equipe, haviam atingido e ultrapassado os limites últimos das leis fÃsicas, reestruturado a configuração fundamental da matéria, forçado, torcido e partido as leis das possibilidades e impossibilidades, mas apesar disso o que mais os entusiasmava era a oportunidade de conhecer um homem com uma faixa alaranjada em volta do pescoço (o distintivo tradicional do presidente da Galáxia). Talvez até não fizesse muita diferença se eles soubessem exatamente quanto poder exercia o presidente da Galáxia: absolutamente nenhum. [...]
O presidente, em particular, é simplesmente uma figura pública: não detém nenhum poder. Ele é aparentemente escolhido pelo governo, mas as qualidades que ele deve exibir nada têm a ver com liderança. Ele deve é possuir um sutil talento para provocar indignação. Por esse motivo, o presidente é sempre uma figura polêmica, sempre uma personalidade irritante, porém fascinante ao mesmo tempo. Não cabe a ele exercer o poder, e sim desviar a atenção do poder. [...]
PouquÃssimas pessoas sabem que o presidente e o governo praticamente não têm nenhum poder, e, dessas pouquÃssimas pessoas, apenas seis sabem onde é, de fato, exercido o verdadeiro poder polÃtico. A maioria das outras está convencida de que, em última instância, o poder é exercido por um computador. Elas não poderiam estar mais erradas.
Douglas Adams, O Guia do Mochileiro das Galáxias
[editado] Sobre a onda xenófoba no twitter, eu gostaria de acrescentar: se você vivesse abaixo da linha da pobreza, eu queria ver se você estaria falando mal dos nordestinos e das escolhas deles. :) É claro que os ricos vão reclamar daqueles que preferem dar atenção aos pobres. É claro. É a criança mimada chorando porque a mãe deu o brinquedinho quebrado pro menino de rua. Como diz a canção: “O Brasil não conhece o Brasil. O Brasil nunca foi ao Brasil.”
jan
2010

- O que me parece – disse ela – é que, basicamente, seu trabalho sobre metassistemas permite calcular o peso de toda a areia de uma praia, pesando um grão de cada vez.
- Basicamente, é isso mesmo.
out
2008
- Ele vem de uma democracia muito antiga, sabe…
- Você está querendo dizer que ele vem de um mundo de lagartos?
- Não – respondeu Ford que, à quelas alturas, já estava um pouco mais racional e coerente do que antes, tendo finalmente sido forçado a tomar uma xÃcara de café -, nada tão trivial. Nada assim tipo isso tão compreensÃvel. No mundo dele, as pessoas são pessoas. Os lÃderes é que são lagartos. As pessoas odeiam os lagartos e os lagartos governam as pessoas.
- Ué – comentou Arthur -, achei que você tinha dito que era uma democracia.
- Eu disse – afirmou Ford. – E é.
- Então – quis saber Arthur, torcendo para não soar ridiculamente estúpido -, por que as pessoas não se livram dos lagartos?
- Isso sinceramente nunca passou pela cabeça delas – disse Ford. – Como elas têm direito de voto, acabam supondo que o governo que elegeram é mais ou menos parecido com o governo que querem.
- Quer dizer que eles realmente votam nos lagartos?
- Ah, sim – disse Ford, dando de ombros -, é claro.
- Mas – perguntou Arthur, sem medo de ser feliz – por quê?
- Porque, se deixam de votar em um lagarto – explicou Ford -, o lagarto errado pode assumir o poder. Você tem gim?
Por Douglas Addams, em “Até mais, e obrigado pelos peixes“.
jul
2008

Até a pé nós iremos
Para o que der e vier
Mas o certo é que nós estaremos
Com o Humberto onde o Humberto estiver
Uma luz se apaga no prédio em frente ao meu. “Sempre em frente” foi o conselho que ele me deu, sem me avisar que iria ficar pra trás… (nada de anormal… amanhã ele vai voltar…)
ago
2007






































