Posts com a tag: atualidades

15
mai
2010

Os riscos da febre CFA

Que fique bem claro desde a primeira linha deste texto: não tenho absolutamente NADA contra o Caio Fernando Abreu. Se você é fã do autor e se sentir atingindo de alguma forma por este artigo, leia e releia cuidadosamente para entender direitinho o que eu quero dizer.

Morangos Mofados? Não! Idéias! Exercite a sua criatividade ao invés de deixá-la de molho usando citações!A cada dez tweets da minha timeline, ao menos um é um retweet de alguma frase de Caio Fernando Abreu. E o mesmo acontece no Fotolog: há sempre uma frase do autor em algum caption. No Tumblr, suas idéias são textos soltos ou legendas de fotos. Acho interessante que a juventude tenha encontrado alguém que representou bem os seus sentimentos, mas também acho isso perigoso, muito perigoso.

Primeiro, me pergunto de onde surgiu o fenômeno. Foi praticamente assim: em um dia eu encontrava textos aleatórios e frases construídas pelos próprios autores dos sites; no outro, todos os lugares tinham frases com as mesmas iniciais – CFA.

É quase um vírus, uma febre. E a verdade é que ele escreveu coisas maravilhosas. Mas é um saco, definitivamente UM SACO, entrar em todas as redes sociais das quais você participa e encontrar sempre o mesmo autor.

Se eu quisesse acompanhar citações do Caio Fernando Abreu, eu seguiria os perfis que são dedicados a isso, leria seus livros ou procuraria por suas obras no Google. Simples. Aliás, eu seguia o @caiofabreu até poucas semanas atrás; antes de perceber que eu já seguia umas dez pessoas que tornavam isso completamente desnecessário. Elas já trazem tudo até mim, sem que eu peça, ou que me interesse.

Mundo real
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16
jan
2010

Pense no Haiti, Reze pelo Haiti

Pense no Haiti, Reze pelo Haiti - Caetano Veloso

- O que me parece – disse ela – é que, basicamente, seu trabalho sobre metassistemas permite calcular o peso de toda a areia de uma praia, pesando um grão de cada vez.
- Basicamente, é isso mesmo.

Mundo real
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25
mar
2009

Via Láctea: Ame-a ou deixe-a

O dia em que a terra parou [6/27]A república federativa da galáxia é um negócio lindo. Segundo constam os relatórios que já conseguimos decifrar, junta-se um bando que teve carisma ou saldo bancário suficiente para se eleger e aí começa o bonito processo de propor, negar, aprovar e analisar leis que, prioritariamente, claro, devem não prejudicar a seus ótimos costumes e aos costumes de seus bons amigos. Depois do jogo de empurra e das belas férias nos lugares mais calmos da Via Láctea, saem, obviamente, os resultados mais desejados pela população que representam. É por isso que o universo anda em paz e o último Big Bang aconteceu há tantos milhares de anos. Não, não porque a república é realmente linda, mas porque o povo realmente tem medo de uma nova explosão.

E segue tudo em paz no reino dos homens…

Mundo real
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08
mar
2009

O Efeito Garota

Sentou no canto do mundo e, quando se deu conta, era mulher.
Tinha milhões de óvulos para carregar – e esse nem era o maior dos pesos que enfrentaria.

Aproveito a data e o post para falar de algo bem legal que descobri na net :) o Girl Effect, “Efeito Garota”. O Girl Effect propõe uma forma bem interessante de salvar o mundo: ajudando uma garota.

Não é sexismo. A proposta tem a ver com o fato de as meninas serem agentes com grande potencial de mudança por causa de sua posição e de seus papéis na sociedade. Além de transformarem suas vidas, as garotas serão mulheres e participarão ativamente da vida das suas famílias, das suas cidades e, claro, de seus filhos.

Pela internet
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09
dez
2008

Santa Catarina é aqui

O frio adormece os dedos. O estômago há muito já foi revirado. A chuva que desaba é contínua: tem cheiro de desespero. A correnteza costuma levar não apenas as pequenas posses que ainda sobraram, leva também o resto de esperança de que toda essa situação se converta, ao menos, em algo um pouco pior. Há medo e há choro, há tristeza e há saudade, mas também há salvação.

Essa não é a narrativa de uma família do sul do país nos últimos meses. É, na verdade, a realidade constante de milhares de brasileiros. A espera pela mão amiga faz parte do dia-a-dia de todos os mendigos, desabrigados, e de todas as famílias desesperadas que se encolhem nos cantos das nossas cidades. Por que nós precisamos de uma Santa Catarina? Santa Catarina é aqui. É aí, é em todo lugar. Aqui, em cada canto da Bahia, em cada esquina do centro, debaixo dos viadutos, nos bairros periféricos, nas ruas de terra, nas encostas arriscadas. Aqui, em cada drama esquecido, e camuflado pelo cimento ou pela lama. Por que a história dos homens e mulheres mais, ou menos, próximos de nós não consegue nos comover da mesma maneira? Por que nós precisamos de uma Santa Catarina?

Claro que é hora de ajudar os amigos catarinenses, mas não só eles. Os postos de arrecadação da região lotaram rapidamente, enquanto campanhas como o Natal sem fome precisam, cada vez mais, tentar diversas formas de chamar atenção. Que SC sirva de alerta para o que nós podemos fazer por todos os outros: as pessoas mostraram do que são capazes, mas parecem só ser capazes em calamidades de grandes proporções.

Grandes proporções? Se uníssemos todos os nossos famintos e todos os nossos sem-teto, acredite, teríamos ainda mais do que o que você viu nos jornais nas últimas semanas. Só que os caminhões de suprimentos nunca alcançaram os recantos do sertão, nem a rua asfaltada pouco acima da minha. Vocês estão certos, meus amigos, Santa Catarina não é aqui.

Mundo real
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21
out
2008

Nós a matamos

Acho vergonhosa a participação da mídia no Caso Eloá. Para mim, toda essa história lembra por demais – e não me importo que soe clichê – o filme O quarto poder (Mad City, 1997, Costa Gravas). Tanto na vida real quanto na ficção, o desfecho trágico do seqüestro ocorre, principalmente, por causa da interferência dos jornalistas e dos envolvidos externamente no caso. A presença de repórteres dialogando com o assassino em potencial, a cobertura escandalizada, o interesse popular sendo aguçado –  são todos elementos passíveis de serem relacionados com a história do filme.

O mais interessante, no entanto, é que aqueles que são em parte causadores de tal desfecho procuram culpados como quem procura ouro: deslumbrados e pretensiosos, muitos jornalistas já culpam a ação da PM sem nem ao mesmo enxergarem as imposições que causaram as suas próprias ações (ou talvez estejam enxergando muito bem e notando a importância de tentar cobrir seu próprio erro usando o possível erro dos outros). Afinal de contas, não é muito mais interessante culpar a polícia e abrir leque para mais uma série de discussões do que culpar de uma vez por todas o “apaixonado” seqüestrador que parecia não ter noção real de seus atos? Não é mais interessante criar suspense em torno dessas perguntas que só serão esclarecidas posteriormente, com as declarações de Nayara?

É impossível não perceber que a necessidade de ampliar o fato, de conduzí-lo para a grande matéria, interfere em toda a situação, inclusive no psicológico do seqüestrador. Assim como Sam Baily, Lindemberg pode ter perdido o controle de si mesmo ao perceber o contexto grandioso que tomava tudo em que havia se envolvido. A constante cobertura da mídia era acompanhada dentro do apartamento em Santo André e, pode tanto ter problematizado ainda mais uma situação que já seria grave, quanto ter criado a maior parte da gravidade dela. Além disso, a presença dos jornalistas e a possível repercussão de qualquer decisão, pode ter também influenciado a ação dos policiais. Todos sairão dessa situação com muitas perdas e bastante envolvidos judicialmente, exceto, é claro, esses “profissionais” que, ao meu ver, participaram ativamente, e, diga-se de passagem, muito irresponsavelmente, no caso.

Mundo real
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21
set
2007

Todo dia é dia de salvar o mundo

Here comes the spring…Como hoje é dia da Árvore pensei em indicar o ClickÁrvore e ver todo mundo plantando suas árvores lá. Porém, quando ia escrever isso, vi que valia um post maior. Aqui vai uma lista de sites “Click-to-donate” que eu costumo visitar diariamente e pelos quais acho que todo mundo podia passar também :) Todas as doações são pagas pelos patrocinadores e colaboradores do site.

Então, que tal, pelo menos por hoje, você separar um pouquinho do seu tempo para sair clicando por aí e ajudar várias causas de graça?

Pela internet
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07
ago
2007

Fim da greve na UESB

Na tarde de hoje os professores da UESB votaram pelo fim da greve, que já durava 84 dias. Segundo o Jornal A Tarde, foram 65 votos a favor, 62 contra e uma abstenção.

As reivindicações dos professores não foram atendidas e ainda não há data prevista para o retorno das atividades.

Mundo real
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31
jul
2007

A vida não pára: o automóvel, sim

A Terra surgiu muito antes dos homens e já foi palco de inúmeras formas de vida. Com a aparição das interferências antropogênicas a constância das transformações no planeta multiplicou-se e ampliou seus patamares de ação. O mundo mudou de cara e mudou de comportamentos. O ser humano, apesar de sempre dependente do meio, age unicamente em benefício da própria espécie. O aquecimento global é apenas uma das conseqüências mais visíveis dessas interferências.

O efeito estufa, responsável pela possibilidade da vida, é agora uma das maiores ameaças à humanidade. E, ironicamente, suas principais causas estão justamente nas ações das pessoas. O planeta, como um corpo febril, aqueceu-se sob a ação dos gases poluentes, das mudanças nas vegetações e da criação das ilhas de calor.

Considerarmos que o planeta comporta-se como um organismo vivo que depende de todas as ações é tanto clichê quanto real. A teoria do caos é um pleno exemplo de como a ação dos homens acaba por influenciar também outras formas de vida. Se uma borboleta pode causar um tufão em outra parte do mundo, imaginemos, por exemplo, a proporção das conseqüências da emissão diária de toneladas de gases poluentes na nossa atmosfera.

Mundo real
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20
jul
2007

Vôo 3054

Atrasada, né? Nem vou usar minhas palavras, hoje não. Hoje deixo por conta do Renato Russo:

‘É sangue mesmo, não é mertiolate.’ E todos querem ver e comentar a novidade. ‘Ó tão emocionante um acidente de verdade.’. Estão todos satisfeitos com o sucesso do desastre: ‘- Vai passar na televisão.’ [...] ‘Entendo seu problema mas não posso resolver: É contra o regulamento, está bem aqui, pode ver.” Ordens são ordens. [...](Metrópole por Legião Urbana)

Mundo real
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