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	<title>iemai.com.br</title>
	
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	<pubDate>Thu, 13 Nov 2008 17:29:17 +0000</pubDate>
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		<title>Procura-se minha Esperança</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Nov 2008 17:25:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Iemai</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Fantástico mundo da Emi]]></category>

		<category><![CDATA[crônicas e contos]]></category>

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		<description><![CDATA[Começou como um conto de fadas. A brisa leve entrava pela janela, movia o cata-vento em cima da escrivaninha e acabou trazendo consigo um barulho de asas. A princípio achei que era minha imaginação, mas repetiu-se e repetiu-se&#8230; Foi assim. Ela entrou pela janela numa noite em que eu não estava muito bem. Lá estava [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Começou como um conto de fadas. A brisa leve entrava pela janela, movia o cata-vento em cima da escrivaninha e acabou trazendo consigo um barulho de asas. A princípio achei que era minha imaginação, mas repetiu-se e repetiu-se&#8230; Foi assim. Ela entrou pela janela numa noite em que eu não estava muito bem. Lá estava eu, com minha fé machucada, enquanto ela pulava agitadamente pelos espaços do meu quarto. Talvez quisesse chamar minha atenção. A minha descrença e a solidão já eram tamanhas que resolvi dar um pouco do que pedia.</p>
<p>Sorri por alguns segundos, dizem que a esperança traz consigo soluções. Acreditei por alguns minutos até perceber o quanto ela era pequena, frágil e, de tão inquieta, deduzi que não estava bem. Lamentei comigo mesma. Era isso&#8230; Tudo estava tão errado que até a esperança que me havia sido enviada estava machucada.</p>
<p>Podia ter tido qualquer reação. Podia ignorá-la, espantá-la, tentar incorporá-la completamente. E tudo que consegui fazer foi ficar olhando, olhando, até começarmos a conversar. Não que ela fosse de muitas palavras, pra ser sincera, não disse nada. Mas entendi que seu silêncio era diferente de muitos outros silêncios aos quais me habituei. Ela me ouviu atentamente até que entendi o que devia ser feito. Eu tinha que ajudá-la, tinha que fazer com que ao menos aquela esperança conseguisse sobreviver. Tarefa grande demais pra mim, talvez.</p>
<p><span id="more-411"></span>Estudei um pouco sua espécie, sua raça, seu credo. Fui tão longe que até retirei da minha própria lembrança alguns nomes estranhos pra uma esperança tão fraca. Ofereci alimento, ela precisava ficar forte. Não aceitou. Continuamos a conversar até que ela, para o meu espanto, começou a deliciar-se com o banquete de forças. Chorei. Foi bonito, meio sublime. As lágrimas simplesmente despencaram. Não sei se chorava por mim ou pela mágica. Não faz muita diferença.</p>
<p>Tive uma companheira pela noite. E, no dia seguinte, tiramos fotos, nos divertimos, rimos e compartilhamos alguns medos.</p>
<p>Certo é que naquele meio-tempo tive uma força que não tinha há muito. Depois de fitar o céu por horas a fio, escrevi tudo que vinha a minha cabeça, esvaziei muitos e muitos pensamentos. Deixei alguns guardados, mas sei que, quando fui dormir, lá estava ela ao lado da minha cama&#8230; Lá estava minha esperança&#8230;</p>
<p>Adormeci. Sonhei muitas coisas das quais não me lembro e acordei com um som diferente de tudo que eu já ouvi. Era baixo, triste, melancólico. Por alguns segundos eu pensei comigo que aquele era o som que definia exatamente todo o meu ânimo nos últimos dias. Se existisse a Fênix, acredito que seu canto seria como aquele. Mas só me dei conta de que tudo aquilo era real alguns segundos depois e, no choque de realidade, levantei-me assustada pensando se minha esperança estava bem, se era ela que estava cantando, se eu não estava machucando-a. O som cessou exatamente na hora em que levantei. Sumiu.</p>
<p>Minha esperança havia desaparecido.</p>
<p>O quarto estava fechado, sem nenhum espaço pelo qual alguém daquele tamanho poderia fugir. E ela não estava em lugar algum. Não adiantou procurar, não adiantou chamá-la. Ela simplesmente sumiu. Sumiu como seu canto.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://i83.photobucket.com/albums/j312/iwannabefruits/posts/2007abr12.jpg" alt="Esperança" /></p>
<p>Seu nome foi Elyan.</p>
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		<title>O exército de um homem só I</title>
		<link>http://iemai.com.br/blog/2008/10/29/o-exercito-de-um-homem-so-i/</link>
		<comments>http://iemai.com.br/blog/2008/10/29/o-exercito-de-um-homem-so-i/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 29 Oct 2008 17:27:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Iemai</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Fotos para a eternidade]]></category>

		<category><![CDATA[Fotos]]></category>

		<category><![CDATA[fotos famosas]]></category>

		<category><![CDATA[violência]]></category>

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		<description><![CDATA[
&#8220;Não interessa o que bom senso diz
não interessa o que diz o rei
(se no jogo não há juiz
não há jogada fora da lei)
não interessa o que diz o ditado
não interessa o que o estado diz
nós falamos outra língua
moramos em outro país&#8221;
engenheiros do hawaii
Como falar de fotos famosas sem citar o protesto do jovem anônimo no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-395 centerborda aligncenter" title="Rebelde anônimo enfrenta tanques de guerra na Praça da Paz Celestial (Tiananmen). Beijing, China, 4 de Junho 1989." src="http://iemai.com.br/blog/wp-content/uploads/2008/10/08out28.jpg" alt="Rebelde anônimo enfrenta tanques de guerra na Praça da Paz Celestial (Tiananmen). Beijing, China, 4 de Junho 1989." width="450" height="288" /></p>
<p style="text-align: center;">&#8220;Não interessa o que bom senso diz<br />
não interessa o que diz o rei<br />
(se no jogo não há juiz<br />
não há jogada fora da lei)<br />
não interessa o que diz o ditado<br />
não interessa o que o estado diz<br />
nós falamos outra língua<br />
moramos em outro país&#8221;<br />
<em>engenheiros do hawaii</em></p>
<p>Como falar de fotos famosas sem citar o protesto do jovem anônimo no caminho para a Cidade Proibida?</p>
<p><span id="more-390"></span>Em 1989, chineses insatisfeitos fizeram manifestações contra o governo e sua situação econômica. O cenário culminou no episódio que ficou conhecido como &#8220;O massacre da Praça da Paz Celestial&#8221;, onde os rebeldes presentes na principal praça de Beijing foram controlados com o uso da força, assentida pela declaração da Lei Marcial. Ainda que, à época, o New York Times tenha noticiado 800 mortes, fala-se que o número chegou a dois mil mortos e uma contagem ainda maior de feridos.</p>
<p>Provavelmente este sangrento acontecimento teria sido mais um esquecido pelo resto do mundo se não fosse por um anônimo rapaz que ousou ir mais além: sozinho, o &#8220;Rebelde Desconhecido&#8221; interpôs-se à fileira de tanques de guerra, e questionou. O condutor poderia ter passado por cima do homem, afinal, era isso que o exército chinês vinha fazendo desde que o poder lhe fora entregue. E é por isso que, hoje, comenta-se a coragem dos dois anônimos.</p>
<p>Era 4 de Junho de 1989. O chinês parou. Carregava uma sacola em uma de suas mãos, e uma blusa na outra. O tanque tentou desviar para o lado, ele moveu-se na direção. O tanque desviou-se para o outro, ele foi novamente. O tanque parou. Ele subiu no carro de combate, falou algo e desceu. Venceu por segundos, que lhe garantiram a vitória do eterno reconhecimento. Só depois, o imenso exército constituído de um único homem foi arrancado de sua tarefa. Apesar dos muitos boatos, nunca soubemos o nome ou o destino de nenhum dos envolvidos neste caso. As câmeras, no entanto, eternizaram o momento, e, mais tarde, a Time (1998) viria a eleger o &#8220;Homem-tanque&#8221; como uma das pessoas mais influentes do século XX.</p>
<p>A foto que figura este post é de autoria de Charlie Cole. Na época, foi publicada na Newsweek. Ganhadora do World Press Photo de 1989 e do Prêmio Pulitzer de 1990, é uma das principais fotos de uma das cenas mais conhecidas de todos os tempos. No site do <a href="http://www.worldpressphoto.org/index.php?option=com_photogallery&amp;task=view&amp;id=191&amp;Itemid=115" target="_blank">WPP</a>, o pensamento de Cole naquele momento acompanha a imagem: &#8220;<em>If this kid&#8217;s going to give his life in protest I have a responsibility to nail the shot</em>.&#8221;</p>
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		<title>1o Manifesto Misturista</title>
		<link>http://iemai.com.br/blog/2008/10/24/1o-manifesto-misturista/</link>
		<comments>http://iemai.com.br/blog/2008/10/24/1o-manifesto-misturista/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 24 Oct 2008 14:18:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Iemai</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Fantástico mundo da Emi]]></category>

		<category><![CDATA[poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Ontem a gente viu o presepício
Nos convidando a fundar a Pratocimudade
Mas, derrepentemente, a gente virou Misturista.
Mistura tudo!
A gente mistura conceito com parte
E mistura a arte - que é o que é engraçado -
A gente faz crônica pra tecer comentário.
(e, no fim do mês, o saldo da energia te engole)
A gente mistura o que a gente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="padding-left: 300px;">Ontem a gente viu o presepício<br />
Nos convidando a fundar a Pratocimudade<br />
Mas, derrepentemente, a gente virou Misturista.</p>
<p>Mistura tudo!<br />
A gente mistura conceito com parte<br />
E mistura a arte - que é o que é engraçado -<br />
A gente faz crônica pra tecer comentário.<br />
(e, no fim do mês, o saldo da energia te engole)</p>
<p>A gente mistura o que a gente nem tem<br />
Mistura fé com dinheiro<br />
pandeiro com alaúde<br />
E a gente mistura ginga pra dizer ser brasileiro</p>
<p>A gente misturou idioma<br />
e agora cobra copyright<br />
(E há a mistura gringa pra dizer que é homem)</p>
<p><span id="more-344"></span>A gente mistura cor pra pintar o cabelo<br />
E também mistura roupa pra criar tribo<br />
eU gRITO: a minha tribo é tupi-guarani!</p>
<p>Agora a gente mistura inglês - e desde quando não misturou? -<br />
E suspira globalização<br />
Já inventaram até aldeia global<br />
Ah,<br />
Mas nem se anime, porque não cabe todo mundo.</p>
<p>A gente diz que quer melhorar tudo<br />
mas a gente somos agente da passiva<br />
A gente olha o erro e fica calado<br />
(senão o ofendido te xinga de mal-amado!</p>
<p>e desde quando não se é hoje em dia?)</p>
<p>A gente usa fotografia como se usasse chinelo<br />
pouca qualidade, muito excreto<br />
Discreto, discreto, surge um herói aqui e ali<br />
midiático.</p>
<p>Talibã católico já se vê hoje em dia<br />
Não há nada que choque<br />
Nem há nada que rime<br />
Poesia é mais necessidade de vazar<br />
sentimento<br />
tormento<br />
ou medo</p>
<p>Fim-do-mês não tem garantia<br />
Salário de carteira é um baixo assinado<br />
(e inversamente proporcional ao meu itinerário)</p>
<p>Pretendo deMonstrar a mistura<br />
de todos os sonetos e técnicas<br />
&#8220;não há mais poesia<br />
mas há artes poéticas&#8221;</p>
<p>Artista de novela da seis não é herói pontual<br />
A gente só escreve novela<br />
(pra ver se me passa no jornal nacional)</p>
<p>A gente mistura escola - literária ou não -<br />
Mistura escória e mistura perfeição<br />
Música é o que bem há no mundo<br />
Há muita criação, pouca difusão<br />
Há muita parabólica pra pouco pão</p>
<p>Mas eis o que quero dizer:<br />
- Foi-se o reinados dos modernistas<br />
Contemporâneo é nome feio<br />
Agora sou misturista.</p>
<p>Faço minhas rimas quando tenho vontade<br />
e chovem subliminares nas nossas criações<br />
(Há quem perDa tempo tentando descobrir)</p>
<p>- Não nascem mais manuéis Bandeiras!<br />
- Nem mesmo carlos drummonds&#8230;<br />
- Não nascem mais Machados de assis!<br />
Dizem os pessimistas</p>
<p>A cada canto escondido<br />
Há um envergonhado poeta<br />
Que só quando mistura dinheiro<br />
Têm reconhecida a arte que excreta.<br />
Estão todos os bons sem serem notados<br />
- sob o manto da individualidade -</p>
<p>Eles misturam economia e sincretismo<br />
Eles misturam aprendizado com vestibular<br />
Eles fazem antropofagia com carne de soja.</p>
<p>Poeta do capitalismo só fala de amor<br />
Apocalipse poético foi o que alguém profetizou</p>
<p>Há muito já quebraram-se ligações com o passado<br />
Há de chegar o dia que quebrem-se as do presente</p>
<p>Ao contar páginas de livros<br />
não há nem sistema binário<br />
Hoje poesia é movida<br />
pelo seu saldo bancário</p>
<p>Prostitutos todos os poetas atuais<br />
Quebremos o quebranto das letras:<br />
Quero a arte por paixão!<br />
a arte new face<br />
a arte que critique, resgate<br />
passado, futuro e até o dadá<br />
Façamos a arte do gosto<br />
Não arte do que vão nos pagar.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Nós a matamos</title>
		<link>http://iemai.com.br/blog/2008/10/21/nos-a-matamos/</link>
		<comments>http://iemai.com.br/blog/2008/10/21/nos-a-matamos/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 21 Oct 2008 19:40:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Iemai</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Mundo real]]></category>

		<category><![CDATA[atualidades]]></category>

		<category><![CDATA[filmes]]></category>

		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>

		<category><![CDATA[sociedade]]></category>

		<category><![CDATA[violência]]></category>

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		<description><![CDATA[Acho vergonhosa a participação da mídia no Caso Eloá. Para mim, toda essa história lembra por demais – e não me importo que soe clichê – o filme O quarto poder (Mad City, 1997, Costa Gravas). Tanto na vida real quanto na ficção, o desfecho trágico do seqüestro ocorre, principalmente, por causa da interferência dos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acho vergonhosa a participação da mídia no Caso Eloá. Para mim, toda essa história lembra por demais – e não me importo que soe clichê – o filme <em>O quarto poder</em> (Mad City, 1997, Costa Gravas). Tanto na vida real quanto na ficção, o desfecho trágico do seqüestro ocorre, principalmente, por causa da interferência dos jornalistas e dos envolvidos externamente no caso. A presença de repórteres dialogando com o assassino em potencial, a cobertura escandalizada, o interesse popular sendo aguçado –  são todos elementos passíveis de serem relacionados com a história do filme.</p>
<p>O mais interessante, no entanto, é que aqueles que são em parte causadores de tal desfecho procuram culpados como quem procura ouro: deslumbrados e pretensiosos, muitos jornalistas já culpam a ação da PM sem nem ao mesmo enxergarem as imposições que causaram as suas próprias ações (ou talvez estejam enxergando muito bem e notando a importância de tentar cobrir seu próprio erro usando o possível erro dos outros). Afinal de contas, não é muito mais interessante culpar a polícia e abrir leque para mais uma série de discussões do que culpar de uma vez por todas o “apaixonado” seqüestrador que parecia não ter noção real de seus atos? Não é mais interessante criar suspense em torno dessas perguntas que só serão esclarecidas posteriormente, com as declarações de Nayara?</p>
<p>É impossível não perceber que a necessidade de ampliar o fato, de conduzí-lo para a grande matéria, interfere em toda a situação, inclusive no psicológico do seqüestrador. Assim como Sam Baily, Lindemberg pode ter perdido o controle de si mesmo ao perceber o contexto grandioso que tomava tudo em que havia se envolvido. A constante cobertura da mídia era acompanhada dentro do apartamento em Santo André e, pode tanto ter problematizado ainda mais uma situação que já seria grave, quanto ter criado a maior parte da gravidade dela. Além disso, a presença dos jornalistas e a possível repercussão de qualquer decisão, pode ter também influenciado a ação dos policiais. Todos sairão dessa situação com muitas perdas e bastante envolvidos judicialmente, exceto, é claro, esses &#8220;profissionais&#8221; que, ao meu ver, participaram ativamente, e, diga-se de passagem, muito irresponsavelmente, no caso.</p>
<p><span id="more-365"></span>É, todavia, comum esse tipo de reação tanto da mídia quanto dos que analisam a ação dela perante casos complicados e de grande notabilidade. É comum fazer, e é comum falar mal do que está sendo feito. Os grandes veículos parecem precisar cada vez mais de casos estrondosos, e aqueles que buscam alcançar a sua importância aprendem que esta é a forma única ou mais correta de cobertura. Os jornalistas esperam sedentos, todos os dias, por Isabelas e Nardonis, Elóas e Lindembergs&#8230; E não apenas eles, como também os acadêmicos, os analistas, os críticos ou, simplesmente, os espectadores.</p>
<p>Já é costumeiro: a maioria, de início, procura manter suas imagens de bons moços. Usam nomes fictícios para menores, não exibem fotos e mostram-se frios enquanto, na verdade, sua equipe corre ávida em busca de mais informações para transformar o pequeno em grande. Quando percebem que o assunto está fervendo e que as pessoas estão cada vez mais interessadas, tudo isso vai caindo: o nome aparece, as fotos tornam-se mais um meio de mobilização sentimental e o caso vai tomando dimensões gigantescas.</p>
<p>Claro, há também o extremo dos sensacionalistas que faz o caso crescer mais rápido do que o imaginado, aproveitando-se das características da situação desde o início para tentar construir essa relevância social. Aliás, é perceptível que se tenta, todos os dias, em vários veículos, impor a vários acontecimentos essa mesma importância. Quando conseguem, e foi isto que houve no Caso Eloá, deliciam-se e comemoram; passam páginas, programas, textos, horas e minutos desenrolando a mesma história.</p>
<p>Renato Russo, ao cantar Metrópole, estava certíssimo: “<em>Estão todos satisfeitos com o sucesso do desastre</em>”.</p>
<p style="padding-left: 60px;">PS.: Tente assistir <a href="http://www.youtube.com/watch?v=Y3oTNzkxUQE" target="_blank">isso</a> (entrevista com Lindemberg no A Tarde é sua, da Sônia Abrão) e <a href="http://www.orkut.com.br/CommMsgs.aspx?cmm=12387879&amp;tid=2494846680786336921&amp;kw=quarto+poder&amp;na=3&amp;nid=12387879-2494846680786336921-5211610881486284580&amp;nst=23" target="_blank">isso</a> (O quarto Poder) e depois me diga se você não sentiu o mesmo sentimento de raiva e desespero, não pensou da mesma forma sobre a crise de impunidade da mídia e, principalmente, se não se perguntou &#8220;PQP! Que mundo é esse?&#8221;.</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Começa tudo de novo</title>
		<link>http://iemai.com.br/blog/2008/10/20/comeca-tudo-de-novo/</link>
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		<pubDate>Mon, 20 Oct 2008 21:16:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Iemai</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Tudo de Blog - Capricho]]></category>

		<category><![CDATA[comemorações]]></category>

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		<description><![CDATA[É possível mudar. E, na cabeça da gente, parece que a hora certa é o Ano Novo. Nada melhor que um dia fixo para saber que tudo pode ser diferente. A passagem de ano é como um sopro de coragem: infla a esperança e nos encoraja a fazer e ser o que quisermos.
É que, às [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É possível mudar. E, na cabeça da gente, parece que a hora certa é o Ano Novo. Nada melhor que um dia fixo para saber que tudo pode ser diferente. A passagem de ano é como um sopro de coragem: infla a esperança e nos encoraja a fazer e ser o que quisermos.</p>
<p>É que, às vezes, nós passamos todos os 365 dias tentando nos renovar. Cortamos o cabelo, compramos roupas novas, doamos roupas antigas, prometemos que vamos começar a malhar ou que vamos falar mais baixo, que vamos estudar mais ou reclamar menos. Só que ou alguém questiona a mudança ou você fica paranóico, e desiste.</p>
<p>O início de um ano é a carta de liberação, o aval. Você pode, agora, recomeçar, se quiser. Surgem os pedidos, as promessas e as vitórias. Sim, as vitórias, afinal de contas, ainda que a maioria daquilo fique só na teoria de 1º de Janeiro, um itemzinho que a gente consegue conquistar dá o triunfo e o ar para tentar de novo ano que vem.</p>
<p>Por isso, para não ficar só na promessa, prometo cumprir todas as promessas que fizer neste reveillon. E prometo, mais ainda, ter um Ano Novo sempre que eu precisar, só pra mim.</p>
<p style="padding-left: 30px;"><a href="http://capricho.abril.com.br/tudodeblog/" target="_blank">Tudo de Blog</a>. Pauta 1061: <strong>Promessa de ano novo cola?</strong></p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Pela janela do ônibus</title>
		<link>http://iemai.com.br/blog/2008/10/19/pela-janela-do-onibus/</link>
		<comments>http://iemai.com.br/blog/2008/10/19/pela-janela-do-onibus/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 19 Oct 2008 16:13:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Iemai</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Fotos]]></category>

		<category><![CDATA[Minha Terra]]></category>

		<category><![CDATA[vitória da conquista]]></category>

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		<description><![CDATA[
Quem pega um Vila Serrana para ir para o Shopping constantemente acaba enjoado de tanta volta sem lógica que o ônibus dá, mas, de quebra, pode topar com uns belos espetáculos de luzes e cores pelo caminho :)
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="centerborda size-full wp-image-347" title="Vitória da Conquista - Ônibus indo para o Conquista Sul" src="http://iemai.com.br/blog/wp-content/uploads/2008/10/08out19.jpg" alt="Vitória da Conquista - Ônibus indo para o Conquista Sul" width="500" height="375" /></p>
<p>Quem pega um Vila Serrana para ir para o Shopping constantemente acaba enjoado de tanta volta sem lógica que o ônibus dá, mas, de quebra, pode topar com uns belos espetáculos de luzes e cores pelo caminho :)</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://iemai.com.br/blog/2008/10/19/pela-janela-do-onibus/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Galeria de fotos</title>
		<link>http://iemai.com.br/blog/2008/10/16/galeria-de-fotos/</link>
		<comments>http://iemai.com.br/blog/2008/10/16/galeria-de-fotos/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 16 Oct 2008 18:33:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Iemai</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Fantástico mundo da Emi]]></category>

		<category><![CDATA[Fotos]]></category>

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		<description><![CDATA[Por acaso, há alguns dias coloquei a galeria de fotos aqui e nem avisei. Quem quiser dar uma olhada em algumas das fotos que já coloquei por lá é só entrar&#8230; Só tem self-portrait por enquanto, mas em breve colocarei mais outras :D
  
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por acaso, há alguns dias coloquei a galeria de fotos aqui e nem avisei. Quem quiser dar uma olhada em algumas das fotos que já coloquei por lá é só <a href="http://iemai.com.br/blog/fotos/">entrar</a>&#8230; Só tem <em>self-portrait</em> por enquanto, mas em breve colocarei mais outras :D</p>
<p style="text-align: center;"><a title="Sou do princípio ao fim" href="http://iemai.com.br/blog/fotos/"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3283/2858148276_8dae1da1e6_m.jpg" alt="Sou do princípio ao fim" width="180" height="240" class="centerborda" /></a> <a title="A hora da estrela by escutegarota" href="http://iemai.com.br/blog/fotos/"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3204/2829772648_9580a71f2e_m.jpg" alt="A hora da estrela" width="180" height="240" class="centerborda" /></a> <a title="a la Brigitte Bardot" href="http://www.flickr.com/photos/escutegarota/2559871224/"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3070/2559871224_187d884b10_m.jpg" alt="a la Brigitte Bardot" width="180" height="240" class="centerborda" /></a></p>
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		<title>Pobreza - Blog Action Day 2008</title>
		<link>http://iemai.com.br/blog/2008/10/15/pobreza-blog-action-day-2008/</link>
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		<pubDate>Wed, 15 Oct 2008 22:11:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Iemai</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Mundo real]]></category>

		<category><![CDATA[atualidades]]></category>

		<category><![CDATA[blog action day]]></category>

		<category><![CDATA[sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[Pobreza, meus amigos, é o contrário de liberdade. Isso principalmente porque aposto que Cecília diria sobre este mal: &#8220;Há milhões que explicam e ninguém que entenda&#8220;.
Acho que o maior problema da pobreza é, exatamente, que ela não é de todo um mal. É mal para quem vive seus infortúnios, sua realidade, e é bem para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pobreza, meus amigos, é o contrário de liberdade. Isso principalmente porque aposto que Cecília diria sobre este <em>mal</em>: &#8220;<a href="http://iemai.com.br/blog/2007/06/27/ninguem-que-explique-e-nnguem-que-nao-entenda/">Há milhões que explicam e ninguém que entenda</a>&#8220;.</p>
<p>Acho que o maior problema da pobreza é, exatamente, que ela não é de todo um mal. É mal para quem vive seus infortúnios, sua realidade, e é bem para quem se nutre dela, quem suga a felicidade dos pobres para alcançar e manter sua própria riqueza.</p>
<p>A pobreza é como a fome que eu citei no post anterior. Assola nossas consciências, nossas noites e nos faz acreditar que é melhor ignorarmos, esquecermos, fazermos de conta que não existe. É uma das coisas que, quando consegue lembrar-nos de sua existência, faz com que nos perguntemos como pode ainda existir. A grande diferença é que, na resposta, a pobreza parece, em nossa concepção capitalista de mundo, <em>ter</em> que existir. A fome não.</p>
<p><span id="more-303"></span>A gente pode matar a fome de todo mundo, contanto que ainda existam os pobres, para que haja diferenciação de consumo, para que haja subalternos e empregados. Nossos empregados não podem estar famintos, pois assim não trabalharão, mas devem estar ainda abaixo de nós para que continuemos com a política dos baixos salários.</p>
<p>Não podemos acreditar nisso. As consequências da pobreza envolvem o nosso cotidiano e a qualidade de vida de todo mundo. A gente já sabe: nossos pobres são mais pobres, nossos ricos são mais ricos. Não precisa ser do jeito que está e não dá para ficar esperando que as coisas mudem. Mas, céus, o que podemos fazer se tudo que nos agrada é ficar sentado na frente desse tal &#8220;computador&#8221;?</p>
<p style="padding-left: 30px;"><a href="http://www.google.com.br/url?sa=t&amp;source=web&amp;ct=res&amp;cd=1&amp;url=http%3A%2F%2Fblogactionday.org%2F&amp;ei=jYP3SJvrDJ-OvAWs3ojqDw&amp;usg=AFQjCNE8Id9uwBV9WwPzodTvvBIshbVR9g&amp;sig2=fCPFkCW1OoT_AypozxhppQ" target="_blank">Blog Action Day 2008 - Tema: Pobreza</a>.</p>
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		<title>Uma dose de realidade</title>
		<link>http://iemai.com.br/blog/2008/10/10/uma-dose-de-realidade/</link>
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		<pubDate>Sat, 11 Oct 2008 01:54:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Iemai</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Mundo real]]></category>

		<category><![CDATA[reflexão]]></category>

		<category><![CDATA[sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[Como é que com tanto desenvolvimento tecnológico e com tanta percepção de mundo a gente ainda pode conviver em paz com a idéia de que tem gente sem nada para comer? Que mundo é esse que leva o homem à Lua e não leva comida na casa ao lado?
Ser feliz às vezes faz a gente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como é que com tanto desenvolvimento tecnológico e com tanta percepção de mundo a gente ainda pode conviver em paz com a idéia de que tem gente sem nada para comer? Que mundo é esse que leva o homem à Lua e não leva comida na casa ao lado?</p>
<p>Ser feliz às vezes faz a gente se sentir culpado.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Eleições</title>
		<link>http://iemai.com.br/blog/2008/10/05/eleicoes/</link>
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		<pubDate>Sun, 05 Oct 2008 16:07:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Iemai</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Cotidianês]]></category>

		<category><![CDATA[citações]]></category>

		<category><![CDATA[livros]]></category>

		<category><![CDATA[sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[- Ele vem de uma democracia muito antiga, sabe&#8230;
- Você está querendo dizer que ele vem de um mundo de lagartos?
- Não - respondeu Ford que, àquelas alturas, já estava um pouco mais racional e coerente do que antes, tendo finalmente sido forçado a tomar uma xícara de café -, nada tão trivial. Nada assim [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="wp-image-292 alignright rightborda" title="'Até mais, e obrigado pelos peixes', da série 'O Guia do Mochileiro das Galáxias'" src="http://iemai.com.br/blog/wp-content/uploads/2008/10/08out05-2.jpg" alt="Até mais, e obrigado pelos peixes" width="120" height="180" />- Ele vem de uma democracia muito antiga, sabe&#8230;<br />
- Você está querendo dizer que ele vem de um mundo de lagartos?<br />
- Não - respondeu Ford que, àquelas alturas, já estava um pouco mais racional e coerente do que antes, tendo finalmente sido forçado a tomar uma xícara de café -, nada tão trivial. Nada assim tipo isso tão compreensível. No mundo dele, as pessoas são pessoas. Os líderes é que são lagartos. As pessoas odeiam os lagartos e os lagartos governam as pessoas.<br />
- Ué - comentou Arthur -, achei que você tinha dito que era uma democracia.<br />
- Eu disse - afirmou Ford. - E é.<br />
- Então - quis saber Arthur, torcendo para não soar ridiculamente estúpido -, por que as pessoas não se livram dos lagartos?<br />
- Isso sinceramente nunca passou pela cabeça delas - disse Ford. - Como elas têm direito de voto, acabam supondo que o governo que elegeram é mais ou menos parecido com o governo que querem.<br />
- Quer dizer que eles realmente votam nos lagartos?<br />
- Ah, sim - disse Ford, dando de ombros -, é claro.<br />
- Mas - perguntou Arthur, sem medo de ser feliz - por quê?<br />
- Porque, se deixam de votar em um lagarto - explicou Ford -, o lagarto errado pode assumir o poder. Você tem gim?</p>
<p style="padding-left: 30px;"><strong>Por Douglas Addams, em &#8220;<a title="da série 'O Guia do Mochileiro das Galáxias'" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/So_Long,_and_Thanks_For_All_the_Fish" target="_blank">Até mais, e obrigado pelos peixes</a>&#8220;.</strong></p>
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