Posts da categoria: Blá Blá Blá

13
mai
2012

Falta mais bom senso do que água

Que tal me ajudar votando no processo seletivo para Analista de Mídias Sociais do Ponto Frio? É só ir no meu link, clicar em “Indicar” e preencher o captcha. Rapidinho assim! :)

A pior seca dos últimos 47 anos, é assim que o G1 chama a situação enfrentada pela Bahia atualmente. Hoje, não só o semi-árido baiano, mas também regiões como a Zona da Mata, estão sofrendo com a falta de água.

Em Vitória da Conquista, o racionamento começará na terça-feira. A medida foi tomada devido ao baixo nível de água nas barragens que abastecem a cidade. Apesar da chuva ter voltado a cair nos últimos dias, a previsão de precipitações que possam normalizar o abastecimento existe apenas para novembro.

Não temos uma política pública adequada para esses momentos e estamos à mercê de um sistema muito frágil. Sabemos das tendências das alterações climáticas e pouco é feito para a prevenção de situações como essas. Em momentos assim, começamos a refletir sobre a importância da água e como a utilizamos displicentemente.

A imagem aí embaixo (ilustração de Jack Cook, do Woods Hole Oceanographic Institution) mostra quanta água há no planeta em comparação com o tamanho do mesmo. A esfera azul maior inclui os oceanos, as geleiras, os rios, as lagoas, a água presente na atmosfera e também nos seres vivos. O pontinho azul ao lado mostra a parcela de água doce no mundo.

Mais de 70% da superfície terrestre é coberta por água. Visualizando essa imagem, percebemos o quanto esse número é grande pra caramba e, ainda assim, muito pequeno.

O período atual na história do planeta vem sendo chamado de antropoceno, a época da humanidade. Nele, as ações dos homens alteram diretamente a Terra. Mudamos a atmosfera do planeta, mudamos o curso das águas… O vídeo abaixo é interessantíssimo e fala sobre isso. (A narração é em inglês e não encontrei uma versão legendada, mas, mesmo que você não domine a língua, assista porque as imagens mostram muito.)

Como nos diz Bruno Martini, “Reconhecendo isso, é preciso também admitir como são evidentes os sinais de que não mudamos o planeta apenas para o nosso bem. De fato, o tornamos mais hostil à presença de boa parte das formas de vida, inclusive a nossa. A humanidade – se conseguir se manter viva – precisará rever seu comportamento de força geológica e buscar formas de ocupar ambientes de modo menos agressivo e mais harmonioso, nem que seja apenas por pensar em benefício próprio. Extinções de antigas civilizações humanas por desastres ambientais não são novidade. O Homo sapiens sapiens, como esse nome indica, é uma espécie ‘inteligente’, que entende hoje as relações de causa e efeito: não temos, portanto, a desculpa da ignorância para repetir os mesmos erros.”

Utilizamos o planeta e seus bens como se fôssemos seus donos, e não hóspedes. E é preciso que falte água, que sobre chuva, que nosso bem-estar esteja ameaçado para nos lembrarmos de que, além da nossa casa, a Terra é a nossa mãe – e deve ser tratada e respeitada como tal.

Mundo real
6 comentários
05
abr
2012

Um blogueiro precisa de você

Desistir. Taí um verbo que deve passar pela cabeça de todo blogueiro – do mais famoso ao escritor de diário privado. Todos, cedo ou tarde, vão se perguntar por que blogam. A verdade é que quase nada na vida tem um verdadeiro motivo e, mesmo que haja, ele nunca é bom o suficiente.

Quando essa pergunta surge, a ideia de desistir começa a piscar na mente. As causas podem ser as mais variadas: não era o que você esperava, você não tem assunto, ninguém te lê, pessoas demais te lêem, ninguém gosta do que você faz, pessoas demais só fazem de conta que gostam do que você faz, haters demais criticam tudo o que você posta.

Não importa. A moral, simples e pura, é aquela que todo mundo fala: você deve blogar porque você quer e porque você gosta. Blogar é de você. Mas não adianta mentir; estamos aqui para sermos lidos.

Um comentário pode salvar um blog. É por isso que se você é fã tem que comentar; compartilhar, curtir, tweetar. Todo mundo é movido pela sociedade e fala para a sociedade. A pessoa atrás da tela pode estar precisando de coragem e ânimo. E digo isso com a hipocrisia de quem nem sempre sabe o que falar e constantemente sai sem deixar rastros claros de que passou por aí (ajeita um botão de curtir pra facilitar aí, galera!).

Fica o desafio para mim e para vocês: aparecer um dia para dizer que gostamos do que aquele alguém que a gente admira escreve. Postar um link nos nossos blogs, declarar o encanto no twitter… Não precisa ser sempre, não precisa ser a cada post. Mas vamos deixá-las cientes de que os admiramos.

Todos os blogueiros precisam da gente.

Esse post é dedicado a pessoas que gosto muito de ler e que estão passando por momentos conturbados.

Aproveitando o embalo, deixa eu fazer um desabafo irritado: “esconder” aqueles que te inspiram faz de você um idiota (a menos que o seu motivo seja porque você o copia, porque aí nem vou comentar, né). Ao invés de ajudar o artista, você está indo contra ele. ;)

Mundo real
111 comentários
19
jan
2012

Pelo conhecimento livre, contra o regresso

Não é hora de acabar com o compartilhamento e com a “pirataria”. É hora de acabar com leis que não fazem mais sentido na sociedade em que vivemos. É, eu poderia dizer muita mais coisa sobre tudo isso, mas hoje prefiro reproduzir um texto, do Djalma Valois, que me marcou muito na época que estava fazendo meu TCC e representa muito bem as minhas ideias. Quem tiver coragem de ler tudo não vai se arrepender.

Copyleft

Amanhecia na aldeia Ventus e, aos primeiros raios de sol, era comum os aldeões partirem para a floresta, iniciando a caça que lhes garantiria o alimento do dia… Como toda aldeia naquela época, os homens mais velhos guiavam os jovens na caçada, apresentavam o uso das armas, ensinavam a preparação das armadilhas e outras atividades que garantiam a segurança e a sobrevivência da aldeia. As mulheres reconheciam ervas e uma variedade enorme de plantas, dava-se sabor com os temperos, receitas e métodos no tratamento das iguarias, que também eram repassadas para as demais jovens. Dessa maneira garantia-se a vida de todos, com uma qualidade que era obtida a partir do conhecimento coletivo.

Mundo real
7 comentários
17
jan
2012

Casos do banheiro do camping

Acampei nesse Ano Novo em Itacaré. Sim, esse meu lado aventureiro vocês não conheciam, hein? Pois então. Eis que num belo dia eu, que tinha tomado banho de manhã logo depois de acordar, chego à noite no acampamento e vou novamente sofrer com a enrola dos outros na fila do banho. É, aquela em que todos os dias nós encontrávamos a Loira do Banheiro – uma capixaba que provavelmente nos perseguia, porque toda vez que íamos tomar banho ela estava lá. Depois chegamos à conclusão de que ela provavelmente achava que nós é que éramos as perseguidoras, porque sempre chegávamos depois. Mas tá, vai ver ela era tipo a Murta-que-Geme do banheiro do camping, né?

Enfim, enquanto a Loira do Banheiro ocupava um dos boxes, e outros seres anônimos tomavam conta dos outros, eu e Mari arrumávamos as coisas na prateleira pra poder tomar o tão almejado banho. Daí que eu vi um negócio que me parecia familiar:

- Sua calcinha é igual a minha, Mari!
- Essa calcinha não é minha não!
- Ah, é igual a minha… Nisso que dá comprar em loja de departamento.

Noto um conhecido tom de azul-Orkut na blusa que estava próxima à calcinha.
Levanto a peça, percebendo que ela foi pisada e nocauteada na lama. Que dó, que dó, que dó:

- Ué, esse pijama é igual o meu também.

(Um minuto de raciocínio porque dei luzes.)

- PERAÍ, ISSO É MEU!

E lá estava eu com meu pijama e minha calcinha pisoteados reafirmando a velha certeza: tem coisa que só acontece comigo.

Cotidianês
16 comentários
,
13
dez
2011

Meus três motivos para não ser uma blogueira assim

É vergonhoso admitir, mas morro de preguiça de blogs com muito texto (e eu sei que você também). Esse era o primeiro motivo para deixar de escrever mais, ou sempre foi o que eu pensei… Até que Bárbaras, Deborahs, Julianas, Natálias, SâmiasLayses fizeram com que eu percebesse que não era nada disso. Tenho preguiça é de gente que escreve coisa que não me interessa.

De tanto topar com os blogs errados, acabei criando o gesto automático de descer a barra de rolagem, dar uma olhada nas imagens e fechar a aba enquanto aquele bolo de letrinhas fica turvo. Só de vez em quando, por acaso, por indicação ou por um pouquinho a mais de coragem descobri pessoas como essas que eu citei, que fizeram com que eu quisesse escrever também.

Depois veio o segundo motivo. Eu achava que podia ir pra frente. Sabe como é, eu podia ter um blog de moda. Blogs de moda fazem sucesso. Ou podia me aprofundar mais nessa área de tutoriais e freebies. Os paraquedistas do Google adoram. Mas e a preguiça retada que sempre batia depois de duas semanas de entusiasmo? Não é melhor nadar logo com a minha própria maré e fazer o que eu sei fazer: postar, postar, postar e postar sem precisar de propósito nenhum? Será que pode existir a linha editorial “escrever pra gente que gosta do mesmo que eu”?

Aí foi a vez do terceiro motivo. Eu não sou cult o suficiente para ter referências legais e nem vivida o bastante para ter realmente sobre o que escrever. Até que o Jack White voltou diretamente da minha adolescência para ficar cantarolando na minha cabeça: “Every single one’s got a story to tell” e eu devo ter bolado uns 50 textos mentais em 50 minutos de trajeto do ônibus. Pena que eu não lembro mais de nenhum deles.

Cotidianês
28 comentários
19
out
2011

Enjôo de cupcakes e afins

Tem uma coisa que me irrita, mas que ainda não conseguiu me convencer de que eu estou correta em sentir isso. Só que essa irritação é tão perturbadora que eu sabia que cedo ou tarde ia vir falar disso aqui. Me cansa e me enche o saco: gente das fotos todas iguais.

Agora venha você, pessoa normal – leia-se: alguém com média abaixo de 20 comentários por postagem em qualquer rede social e com bem menos seguidores abaixo de um ser considerado “popular” –, me dizer que você também não fica se perguntando por que faz tanto sucesso gente tão entediante.

Acredito que, exceto quando também endossa a puxação de saco, você deve se perguntar por que quinhentas fotos de cupcakes, duzentas fotos de bokehs, trinta de flores e setenta de pingentes geram tanta comoção popular. Mais ainda se estiver em tons pasteis. Pode até ser tudo feito com muita qualidade, pode até ser tudo muito bonito, mas chega um ponto em que satura tanta falta de criatividade, tanto mais do mesmo.

E não, eu não sou exemplo de algo muito diferente disso. E também entro diariamente, toda deslumbrada, em vários blogs que caberiam exatamente nessa definição. Mas volta e meia isso me irrita: dá vontade de chacoalhar o monitor e mandar o dito cujo ir fotografar frieiras e joanetes para tentar ser um pouco mais original. Juro que não é TPM… será que tem lógica?

P.S.: “E tudo aquilo contra o que sempre lutam é exatamente tudo aquilo que eles são…”

Biscoito da sorte, Cotidianês
61 comentários
29
set
2011

Agora acabou

Mas o que importa é que a minha greve acabou. Livre, leve e aprovada com nota máxima, o que mais eu podia pedir? :) Claro que antes de deixar vocês livres desse assunto, eu tinha que fazer meus comentários finais aqui e deixar um conselho: nunca, jamais, ria ou ache que é besteira quando alguém estiver nesse desespero por causa do TCC. (Sim, eu já fiz isso. mwuahea) Papai do Céu castiga e o monstro maligno vai te perseguir também.

Apesar de só falar disso nos últimos meses, eu juro que nunca me desesperei – exceto na última semana do prazo e no dia da defesa, em que eu quase surtei, mas aí tava liberado mwaheu. Eu sempre soube que ia conseguir fazer tudo, mas a questão nunca foi essa. Enquanto você não vê aquele produto trabalhoso saindo das suas mãos e indo pras mãos da banca, o TCC é um fantasma que fica te assombrando o tempo todo. Você está assistindo TV e ele grita: “Buh! Você devia estar estudando!”. Você está se divertindo com os amigos e ele grita: “Buh! Você devia estar escrevendo!”. E assim vai. Por meses você fica com esses gritinhos infelizes na sua mente, não importa se você é do tipo que seguiu o cronograma ou do tipo que faz o TCC nos últimos quinze dias.

Daí que no fim da saga tem gente que expulsa o fantasminha aos chutes e tem gente que fica segurando nas pontinhas dos dedos com pena de deixar o amigo-monstro ir embora. Às vezes a gente se apega, juro, se apega mesmo. Mas agora acabou. (Ou seja, é hora de começar a surtar com a formatura.)

Biscoito da sorte, Cotidianês
23 comentários
,
04
ago
2011

August break

Não, não aqui no blog. E também não tem nada a ver com férias. Quero continuar postando por aqui, mas para dar conta das coisas vou dar uma pausa nos trabalhos e uma sumida nas redes sociais.

Alguns já devem ter percebido minha ausência no Twitter ou o meu atraso com os e-mails. O post passado é o retrato do desespero da pessoa aqui, que deixou todo o TCC para ser feito em cima da hora e cuja crise de consciência veio agora com tudo. Quem já foi formando pelo menos uma vez na vida sabe qual é a minha situação. hahah Enquanto ponho a bendita monografia para andar de verdade, pretendo finalizar as outras pendências essa semana. A quem eu não der a devida atenção, saiba que não é por falta de educação ou metidês, é só desespero mesmo. rs

Agosto vai ser um mês loucamente corrido, mas tem tudo para ser muito bom também. Calmaria e tempo, só depois da metade de setembro. Até lá… Allons-y!


Cotidianês
16 comentários