Posts da categoria: Mundo real

26
nov
2008

Incentive e incentive-se

Iemai: 'Uma câmera na cabeça e uma idéia na mão'Fotografia atualmente me faz bem e mal. Minha câmera anda péssima, naqueles estados moribundos: balanço de branco com defeito, fotos desfocadas, fotos “brilhantes” demais, etc. Várias coisas que todo mundo diz que não está vendo, mas que eu vejo. Tem umas que nem o Photoshop resolve mais, ou que eu não tenho mais paciência pra resolver. E essa vontade chata, chata mesmo, de ter uma câmera semi-profissional também incomoda.

Isso me faz pensar nas tantas coisas que queremos e não podemos e, principalmente, que não podemo$. Queria que todo mundo tivesse as mesmas oportunidades. Penso em como eu, que tenho minha linda Enola, já me sinto chateada por não poder agora ter algo melhor, e me sinto péssima por quem não tem nem o que eu tenho. Cansa saber que existem pessoas com talento desperdiçado, por falta de gente pra apoiar, por falta de condições econômicas, por falta de um elogio ou do que quer que seja. Saber que a gente ou tanta gente por aí pode crescer, mas fica impossibilitado por questões tão… inaceitáveis, é terrível.

Talvez seja um pouco difícil de entender, mas é que são várias as coisas que desanimam. Em qualquer área, acredito. E, por mais que seja clichê, se todo mundo fizesse um pouco, tudo seria melhor. É claro que ninguém tem dinheiro para sair distribuindo as câmeras dos sonhos para os aspirantes a fotógrafos, as tintas caras para os que querem ser pintores, etc, mas a gente pode colaborar fazendo coisas que parecem tão ínfimas! Um elogio, um incentivo, uma dica – essas coisas fazem tanta diferença.

Mundo real, Tutoriais e dicas
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21
out
2008

Nós a matamos

Acho vergonhosa a participação da mídia no Caso Eloá. Para mim, toda essa história lembra por demais – e não me importo que soe clichê – o filme O quarto poder (Mad City, 1997, Costa Gravas). Tanto na vida real quanto na ficção, o desfecho trágico do seqüestro ocorre, principalmente, por causa da interferência dos jornalistas e dos envolvidos externamente no caso. A presença de repórteres dialogando com o assassino em potencial, a cobertura escandalizada, o interesse popular sendo aguçado –  são todos elementos passíveis de serem relacionados com a história do filme.

O mais interessante, no entanto, é que aqueles que são em parte causadores de tal desfecho procuram culpados como quem procura ouro: deslumbrados e pretensiosos, muitos jornalistas já culpam a ação da PM sem nem ao mesmo enxergarem as imposições que causaram as suas próprias ações (ou talvez estejam enxergando muito bem e notando a importância de tentar cobrir seu próprio erro usando o possível erro dos outros). Afinal de contas, não é muito mais interessante culpar a polícia e abrir leque para mais uma série de discussões do que culpar de uma vez por todas o “apaixonado” seqüestrador que parecia não ter noção real de seus atos? Não é mais interessante criar suspense em torno dessas perguntas que só serão esclarecidas posteriormente, com as declarações de Nayara?

É impossível não perceber que a necessidade de ampliar o fato, de conduzí-lo para a grande matéria, interfere em toda a situação, inclusive no psicológico do seqüestrador. Assim como Sam Baily, Lindemberg pode ter perdido o controle de si mesmo ao perceber o contexto grandioso que tomava tudo em que havia se envolvido. A constante cobertura da mídia era acompanhada dentro do apartamento em Santo André e, pode tanto ter problematizado ainda mais uma situação que já seria grave, quanto ter criado a maior parte da gravidade dela. Além disso, a presença dos jornalistas e a possível repercussão de qualquer decisão, pode ter também influenciado a ação dos policiais. Todos sairão dessa situação com muitas perdas e bastante envolvidos judicialmente, exceto, é claro, esses “profissionais” que, ao meu ver, participaram ativamente, e, diga-se de passagem, muito irresponsavelmente, no caso.

Mundo real
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15
out
2008

Pobreza – Blog Action Day 2008

Pobreza, meus amigos, é o contrário de liberdade. Isso principalmente porque aposto que Cecília diria sobre este mal: “Há milhões que explicam e ninguém que entenda“.

Acho que o maior problema da pobreza é, exatamente, que ela não é de todo um mal. É mal para quem vive seus infortúnios, sua realidade, e é bem para quem se nutre dela, quem suga a felicidade dos pobres para alcançar e manter sua própria riqueza.

A pobreza é como a fome que eu citei no post anterior. Assola nossas consciências, nossas noites e nos faz acreditar que é melhor ignorarmos, esquecermos, fazermos de conta que não existe. É uma das coisas que, quando consegue lembrar-nos de sua existência, faz com que nos perguntemos como pode ainda existir. A grande diferença é que, na resposta, a pobreza parece, em nossa concepção capitalista de mundo, ter que existir. A fome não.

Mundo real
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10
out
2008

Uma dose de realidade

Como é que com tanto desenvolvimento tecnológico e com tanta percepção de mundo a gente ainda pode conviver em paz com a idéia de que tem gente sem nada para comer? Que mundo é esse que leva o homem à Lua e não leva comida na casa ao lado?

Ser feliz às vezes faz a gente se sentir culpado.

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05
out
2008

Eleições

Até mais, e obrigado pelos peixes- Ele vem de uma democracia muito antiga, sabe…
- Você está querendo dizer que ele vem de um mundo de lagartos?
- Não – respondeu Ford que, àquelas alturas, já estava um pouco mais racional e coerente do que antes, tendo finalmente sido forçado a tomar uma xícara de café -, nada tão trivial. Nada assim tipo isso tão compreensível. No mundo dele, as pessoas são pessoas. Os líderes é que são lagartos. As pessoas odeiam os lagartos e os lagartos governam as pessoas.
- Ué – comentou Arthur -, achei que você tinha dito que era uma democracia.
- Eu disse – afirmou Ford. – E é.
- Então – quis saber Arthur, torcendo para não soar ridiculamente estúpido -, por que as pessoas não se livram dos lagartos?
- Isso sinceramente nunca passou pela cabeça delas – disse Ford. – Como elas têm direito de voto, acabam supondo que o governo que elegeram é mais ou menos parecido com o governo que querem.
- Quer dizer que eles realmente votam nos lagartos?
- Ah, sim – disse Ford, dando de ombros -, é claro.
- Mas – perguntou Arthur, sem medo de ser feliz – por quê?
- Porque, se deixam de votar em um lagarto – explicou Ford -, o lagarto errado pode assumir o poder. Você tem gim?

Por Douglas Addams, em “Até mais, e obrigado pelos peixes“.

Mundo real
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27
set
2008

Interpretando sonhos

Sonhos

Veja nesse post como usar suas habilidades googlestícas para interpretar sonhos esquisitos que lhe perseguem. Este é um manual incompleto super necessário para solucionar todas as bizarrices que acontecem enquanto você baba e ronca. Acompanhe agora uma detalhada interpretação de um sonho e descubra como isso pode ajudar você a nunca mais tentar interpretá-los novamente.

Mundo real
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20
set
2008

Voz para todos

Grite - Liberdade de Expressão

Liberdade de expressão. Taí uma luta para todos nós. Liberdade mesmo, não essa mentirinha limitada por interesses comerciais. Queremos nos libertar porque quem tem voz grita, protesta, age. Quem age consegue mudar as coisas. Queremos que os fatos, todos eles, sejam contados e que o seja como eles são, para que a verdade incomode alguém, cutuque, faça alguém se mover.

Queremos a palavra como a palavra. A palavra crua, áspera. Porque quem sente dor sabe que dor não é incômodo, é pura e simplesmente dor. Quem sente fome sabe que fome não é vazio, é fome.

Queremos jornais, tvs, rádios, blogs, panfletos, cartazes, rabiscos, grafites. Queremos o direito de falar. E, mais que isso, de falar a verdade não-amenizada, na esperança de impulsionarmos alguma melhora. Nós também condenamos o eufemismo, mas aplaudimos a sinonímia.

Tudo de Blog. Pauta 1055: Qual é a sua causa?

Mundo real
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04
set
2008

Alguém tem que agir

Esse alguém não vou ser eu. Taí o problema.

Estudo numa universidade pública, óbvio que você deve saber que, apesar dos benefícios, isso é sinônimo de problemas, reclamações e de muitos alunos querendo fazer revolução, principalmente em alguns cursos como o meu. Desde o meu primeiro dia em Comunicação ouvi um monte de gente fazendo discursos sobre a necessidade de mudança, de envolvimento no movimento estudantil e de ação. Desde o meu primeiro dia em Comunicação eu saquei que aquilo não era pra mim.

Lembro de comentar, desde aquela primeira semana, que eu tinha entrado, sem querer, em um curso de Política com ênfase em Jornalismo. Mais tarde descobri que eu tinha entrado em um pseudo-curso de qualquer-coisa-só-pra-ganhar-diploma e que ninguém estava mesmo preocupado como tinha parecido. O primeiro semestre até serviu para algo, mas juro que não aprendi nada no semestre passado. Claro, a culpa foi minha.

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