Posts da categoria: Mundo real

15
ago
2009

A mágica prevalece

Quando os doze artistas sobem ao palco não há outra palavra, senão mágica, que possa descrever o fenômeno. Antes de moda ou bola da vez, O Teatro Mágico é arte pura: baseado numa sinestesia que encanta até mesmo quem nunca ouviu falar da banda, suas apresentações conciliam poesia, música, dança e arte circense.

Ainda que não rendidos ao mainstream das gravadoras, O Teatro Mágico virou assunto nas conversas e nas cidades por onde se apresenta. Seu método, no entanto, passa longe do jabá: a banda conseguiu seu respeito por nada mais do que sua excelência, em arte e posicionamento.

O Teatro Mágico

Apelidando sua música de MPB – Música Para Baixar -, a distribuição dos arquivos facilitou a popularização das faixas e corroborou o movimento que toda uma geração que cresceu juntamente com a internet vem defendendo: compartilhar não é crime. Todas as músicas do T.M. são distribuídas sob uma licença Creative Commons de Atribuição-Uso Não-Comercial, o que quer dizer que, você pode distribuir, copiar e executar a obra como bem entender, contanto que dê os créditos e não haja fins comerciais, para o qual é necessária a devida autorização.

Mundo real
9 comentários
, ,
19
jun
2009

De Stefhany a Susan Boyle

Os fenômenos da internet

Não importa em que roda de conversa você se encaixa, você já ouviu ou logo ouviria falar de ao menos uma delas. Susan Boyle e Stefhany podem ter pouco em comum além da paixão pela música e os milhares de acesso no YouTube, mas também estão classificadas na mesma categoria: fenômenos da internet.

A maioria dos grandes fenômenos na internet nasce como virais. Tendo como base as redes sociais que tomaram a rede mundial de computadores, o viral sustenta-se na capacidade das pessoas disseminarem conteúdos de forma voluntária. Tal como uma epidemia, o viral infecta o indivíduo, que se torna responsável pela posterior transmissão do “vírus”.

Mesmo com a percepção de tendências, a realidade é que não existe uma fórmula ideal para este tipo de propagação. Contaminar milhares de pessoas apenas com um produto, às vezes, pode ser só uma questão de sorte. Apesar dos grandes sucessos premeditados criados por agências de publicidade, muitos dos virais que conduziram as conversas de diversas pessoas no mundo nasceram inesperadamente.

Enquanto Susan Boyle “sonhava um sonho” às custas da ITV (rede de televisão que compete pela liderança da TV aberta no Reino Unido), Stefhany, “linda e absoluta em seu Crossfox”, saiu lá do Piauí e tomou o país sem maiores intervenções iniciais. Fenômenos de 2009, em um curtíssimo espaço de tempo, as duas tornaram-se sucesso, visitaram programas de televisão e foram temas de postagens em centenas de blogs.

Mundo real, Pela internet
7 comentários
25
mar
2009

Via Láctea: Ame-a ou deixe-a

O dia em que a terra parou [6/27]A república federativa da galáxia é um negócio lindo. Segundo constam os relatórios que já conseguimos decifrar, junta-se um bando que teve carisma ou saldo bancário suficiente para se eleger e aí começa o bonito processo de propor, negar, aprovar e analisar leis que, prioritariamente, claro, devem não prejudicar a seus ótimos costumes e aos costumes de seus bons amigos. Depois do jogo de empurra e das belas férias nos lugares mais calmos da Via Láctea, saem, obviamente, os resultados mais desejados pela população que representam. É por isso que o universo anda em paz e o último Big Bang aconteceu há tantos milhares de anos. Não, não porque a república é realmente linda, mas porque o povo realmente tem medo de uma nova explosão.

E segue tudo em paz no reino dos homens…

Mundo real
1 comentário
09
dez
2008

Santa Catarina é aqui

O frio adormece os dedos. O estômago há muito já foi revirado. A chuva que desaba é contínua: tem cheiro de desespero. A correnteza costuma levar não apenas as pequenas posses que ainda sobraram, leva também o resto de esperança de que toda essa situação se converta, ao menos, em algo um pouco pior. Há medo e há choro, há tristeza e há saudade, mas também há salvação.

Essa não é a narrativa de uma família do sul do país nos últimos meses. É, na verdade, a realidade constante de milhares de brasileiros. A espera pela mão amiga faz parte do dia-a-dia de todos os mendigos, desabrigados, e de todas as famílias desesperadas que se encolhem nos cantos das nossas cidades. Por que nós precisamos de uma Santa Catarina? Santa Catarina é aqui. É aí, é em todo lugar. Aqui, em cada canto da Bahia, em cada esquina do centro, debaixo dos viadutos, nos bairros periféricos, nas ruas de terra, nas encostas arriscadas. Aqui, em cada drama esquecido, e camuflado pelo cimento ou pela lama. Por que a história dos homens e mulheres mais, ou menos, próximos de nós não consegue nos comover da mesma maneira? Por que nós precisamos de uma Santa Catarina?

Claro que é hora de ajudar os amigos catarinenses, mas não só eles. Os postos de arrecadação da região lotaram rapidamente, enquanto campanhas como o Natal sem fome precisam, cada vez mais, tentar diversas formas de chamar atenção. Que SC sirva de alerta para o que nós podemos fazer por todos os outros: as pessoas mostraram do que são capazes, mas parecem só ser capazes em calamidades de grandes proporções.

Grandes proporções? Se uníssemos todos os nossos famintos e todos os nossos sem-teto, acredite, teríamos ainda mais do que o que você viu nos jornais nas últimas semanas. Só que os caminhões de suprimentos nunca alcançaram os recantos do sertão, nem a rua asfaltada pouco acima da minha. Vocês estão certos, meus amigos, Santa Catarina não é aqui.

Mundo real
9 comentários
,
26
nov
2008

Incentive e incentive-se

Iemai: 'Uma câmera na cabeça e uma idéia na mão'Fotografia atualmente me faz bem e mal. Minha câmera anda péssima, naqueles estados moribundos: balanço de branco com defeito, fotos desfocadas, fotos “brilhantes” demais, etc. Várias coisas que todo mundo diz que não está vendo, mas que eu vejo. Tem umas que nem o Photoshop resolve mais, ou que eu não tenho mais paciência pra resolver. E essa vontade chata, chata mesmo, de ter uma câmera semi-profissional também incomoda.

Isso me faz pensar nas tantas coisas que queremos e não podemos e, principalmente, que não podemo$. Queria que todo mundo tivesse as mesmas oportunidades. Penso em como eu, que tenho minha linda Enola, já me sinto chateada por não poder agora ter algo melhor, e me sinto péssima por quem não tem nem o que eu tenho. Cansa saber que existem pessoas com talento desperdiçado, por falta de gente pra apoiar, por falta de condições econômicas, por falta de um elogio ou do que quer que seja. Saber que a gente ou tanta gente por aí pode crescer, mas fica impossibilitado por questões tão… inaceitáveis, é terrível.

Talvez seja um pouco difícil de entender, mas é que são várias as coisas que desanimam. Em qualquer área, acredito. E, por mais que seja clichê, se todo mundo fizesse um pouco, tudo seria melhor. É claro que ninguém tem dinheiro para sair distribuindo as câmeras dos sonhos para os aspirantes a fotógrafos, as tintas caras para os que querem ser pintores, etc, mas a gente pode colaborar fazendo coisas que parecem tão ínfimas! Um elogio, um incentivo, uma dica – essas coisas fazem tanta diferença.

Mundo real, Tutoriais e dicas
9 comentários
, ,
21
out
2008

Nós a matamos

Acho vergonhosa a participação da mídia no Caso Eloá. Para mim, toda essa história lembra por demais – e não me importo que soe clichê – o filme O quarto poder (Mad City, 1997, Costa Gravas). Tanto na vida real quanto na ficção, o desfecho trágico do seqüestro ocorre, principalmente, por causa da interferência dos jornalistas e dos envolvidos externamente no caso. A presença de repórteres dialogando com o assassino em potencial, a cobertura escandalizada, o interesse popular sendo aguçado –  são todos elementos passíveis de serem relacionados com a história do filme.

O mais interessante, no entanto, é que aqueles que são em parte causadores de tal desfecho procuram culpados como quem procura ouro: deslumbrados e pretensiosos, muitos jornalistas já culpam a ação da PM sem nem ao mesmo enxergarem as imposições que causaram as suas próprias ações (ou talvez estejam enxergando muito bem e notando a importância de tentar cobrir seu próprio erro usando o possível erro dos outros). Afinal de contas, não é muito mais interessante culpar a polícia e abrir leque para mais uma série de discussões do que culpar de uma vez por todas o “apaixonado” seqüestrador que parecia não ter noção real de seus atos? Não é mais interessante criar suspense em torno dessas perguntas que só serão esclarecidas posteriormente, com as declarações de Nayara?

É impossível não perceber que a necessidade de ampliar o fato, de conduzí-lo para a grande matéria, interfere em toda a situação, inclusive no psicológico do seqüestrador. Assim como Sam Baily, Lindemberg pode ter perdido o controle de si mesmo ao perceber o contexto grandioso que tomava tudo em que havia se envolvido. A constante cobertura da mídia era acompanhada dentro do apartamento em Santo André e, pode tanto ter problematizado ainda mais uma situação que já seria grave, quanto ter criado a maior parte da gravidade dela. Além disso, a presença dos jornalistas e a possível repercussão de qualquer decisão, pode ter também influenciado a ação dos policiais. Todos sairão dessa situação com muitas perdas e bastante envolvidos judicialmente, exceto, é claro, esses “profissionais” que, ao meu ver, participaram ativamente, e, diga-se de passagem, muito irresponsavelmente, no caso.

Mundo real
12 comentários
, , ,
15
out
2008

Pobreza – Blog Action Day 2008

Pobreza, meus amigos, é o contrário de liberdade. Isso principalmente porque aposto que Cecília diria sobre este mal: “Há milhões que explicam e ninguém que entenda“.

Acho que o maior problema da pobreza é, exatamente, que ela não é de todo um mal. É mal para quem vive seus infortúnios, sua realidade, e é bem para quem se nutre dela, quem suga a felicidade dos pobres para alcançar e manter sua própria riqueza.

A pobreza é como a fome que eu citei no post anterior. Assola nossas consciências, nossas noites e nos faz acreditar que é melhor ignorarmos, esquecermos, fazermos de conta que não existe. É uma das coisas que, quando consegue lembrar-nos de sua existência, faz com que nos perguntemos como pode ainda existir. A grande diferença é que, na resposta, a pobreza parece, em nossa concepção capitalista de mundo, ter que existir. A fome não.

Mundo real
2 comentários
,
10
out
2008

Uma dose de realidade

Como é que com tanto desenvolvimento tecnológico e com tanta percepção de mundo a gente ainda pode conviver em paz com a idéia de que tem gente sem nada para comer? Que mundo é esse que leva o homem à Lua e não leva comida na casa ao lado?

Ser feliz às vezes faz a gente se sentir culpado.

Mundo real
13 comentários
,
05
out
2008

Eleições

Até mais, e obrigado pelos peixes- Ele vem de uma democracia muito antiga, sabe…
- Você está querendo dizer que ele vem de um mundo de lagartos?
- Não – respondeu Ford que, àquelas alturas, já estava um pouco mais racional e coerente do que antes, tendo finalmente sido forçado a tomar uma xícara de café -, nada tão trivial. Nada assim tipo isso tão compreensível. No mundo dele, as pessoas são pessoas. Os líderes é que são lagartos. As pessoas odeiam os lagartos e os lagartos governam as pessoas.
- Ué – comentou Arthur -, achei que você tinha dito que era uma democracia.
- Eu disse – afirmou Ford. – E é.
- Então – quis saber Arthur, torcendo para não soar ridiculamente estúpido -, por que as pessoas não se livram dos lagartos?
- Isso sinceramente nunca passou pela cabeça delas – disse Ford. – Como elas têm direito de voto, acabam supondo que o governo que elegeram é mais ou menos parecido com o governo que querem.
- Quer dizer que eles realmente votam nos lagartos?
- Ah, sim – disse Ford, dando de ombros -, é claro.
- Mas – perguntou Arthur, sem medo de ser feliz – por quê?
- Porque, se deixam de votar em um lagarto – explicou Ford -, o lagarto errado pode assumir o poder. Você tem gim?

Por Douglas Addams, em “Até mais, e obrigado pelos peixes“.

Mundo real
7 comentários
,
27
set
2008

Interpretando sonhos

Sonhos

Veja nesse post como usar suas habilidades googlestícas para interpretar sonhos esquisitos que lhe perseguem. Este é um manual incompleto super necessário para solucionar todas as bizarrices que acontecem enquanto você baba e ronca. Acompanhe agora uma detalhada interpretação de um sonho e descubra como isso pode ajudar você a nunca mais tentar interpretá-los novamente.

Mundo real
22 comentários
, ,