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	<title>iemai &#187; Fotos para a eternidade</title>
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	<description>Fotografia, webdesign e arte.</description>
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		<title>O Senhor da Guerra não gosta de criança</title>
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		<pubDate>Sun, 11 Apr 2010 17:12:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>iemai</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fotos para a eternidade]]></category>
		<category><![CDATA[fotos famosas]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[A história da pequena Paige Bennethum se confunde com a de milhares de outras famílias pelo mundo que foram separadas pelas guerras. Foi vendo os posts no dashboard do Tumblr que me deparei com essa imagem pela primeira vez: ia descendo, quando voltei para olhar de novo a imagem postada pela Juh. Fiquei tão curiosa que fui atrás da história. Em julho de 2009, Brett Bennethum, pai de Paige – &#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="alignnone size-full wp-image-3016 centerborda" title="Paige Bennethum, a pequena soldada" src="http://iemai.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/10abr11.jpg" alt="" width="500" height="375" /></p>
<p>A história da pequena Paige Bennethum se confunde com a de milhares de outras famílias pelo mundo que foram separadas pelas guerras. Foi vendo os posts no dashboard do Tumblr que me deparei com essa imagem pela primeira vez: ia descendo, quando voltei para olhar de novo a imagem postada pela <a href="http://www.candytear.com">Juh</a>. Fiquei tão curiosa que fui atrás da história.</p>
<p><span id="more-3014"></span>Em julho de 2009, Brett Bennethum, pai de Paige – que na época ia completar quatro anos -, deixou os Estados Unidos para servir no Iraque. A foto do dia em que os soldados deixaram o país foi tirada pela mãe de Paige, Abby, e enviada para o jornal da cidade por uma tia da garota.</p>
<p>Abby, na época grávida de seu terceiro filho, contou para o jornal que ela e as filhas chegaram na base poucos minutos antes de o comandante ordenar que os soldados ficassem em linha. O pai se despediu da família, e não notou quando a pequena Paige o seguiu.</p>
<p>Quando Brett entrou em formação, a menina agarrou sua mão e não quis deixá-lo. Abby conta que, sem retorno, chamou pela a garota várias vezes. Se o comando viu Paige e não disse nada ou se eles não a viram, a mãe não sabia informar.</p>
<p>Após a publicação da imagem, a história da garota ficou conhecida. Abby, que na matéria havia contado que não podia entrar em contato com o marido pela internet porque o computador não estava funcionando, recebeu ajuda e o computador foi consertado. Pela internet, várias pessoas enviaram mensagens para ela mostrando-se solidárias ao que a família estavam vivendo, fazendo orações e oferecendo mais ajuda.</p>
<p>A saudade, por sua vez, deve continuar até julho, mês para o qual o retorno de Brett está previsto. Quanto à Paige, ela declarou no início do ano para a <a href="http://www.nbcphiladelphia.com/news/local-beat/Little-Soldier-Girl-Didnt-Want-to-Let-Go-63629627.html" target="_blank"><em>NBC Philadelphia</em></a>: &#8220;<em>I just miss my dad right now</em>&#8220;.</p>
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		<title>A pálida bola azul</title>
		<link>http://iemai.com.br/blog/2010/01/24/a-bola-azul/</link>
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		<pubDate>Sun, 24 Jan 2010 21:03:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>iemai</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fotos para a eternidade]]></category>
		<category><![CDATA[fotos famosas]]></category>

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		<description><![CDATA[A sexta das fotos que eu nomeio como “para a eternidade” pode ter um monte de significados: lembrar-nos de onde estamos, de como somos pequenos, do quanto somos parte de um todo, do quanto devemos admirar esse todo e de que nossa &#8220;nave&#8221;, apesar de redonda, tem limites. A fotografia mais conhecida do planeta Terra (com toda a ambigüidade da frase) é intitulada “The Blue Marble”, ou, na versão em &#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A sexta das fotos que eu nomeio como “<a href="http://iemai.com.br/blog/category/fotos-para-a-eternidade/" target="_blank">para a eternidade</a>” pode ter um monte de significados: lembrar-nos de onde estamos, de como somos pequenos, do quanto somos parte de um todo, do quanto devemos admirar esse todo e de que nossa &#8220;nave&#8221;, apesar de redonda, tem limites.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="alignnone size-full wp-image-2008 centerborda" title="A Bolinha Azul, The Blue Marble" src="http://iemai.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/01/10jan24.jpg" alt="A Bolinha Azul, The Blue Marble" width="400" height="400" /></p>
<p>A fotografia mais conhecida do planeta Terra (com toda a ambigüidade da frase) é intitulada “The Blue Marble”, ou, na versão em português, “A Bolinha Azul”, e foi tirada em 7 de dezembro de 1972, a partir da Apollo 17.</p>
<p><span id="more-2002"></span>Graças ao posicionamento da nave em frente ao sol e à aproximação do solstício de dezembro, esta foi a primeira fotografia a mostrar a face da Terra completamente iluminada. Era também a primeira vez em uma missão Apollo que a Antártida estava visível.</p>
<p>A cena foi capturada às 10:30 <a title="Tempo Universal Coordenado" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tempo_Universal_Coordenado" target="_blank">UTC</a>, cinco horas e seis minutos após o lançamento da Apollo 17. Segundo o Scientific Visualization Studio, a nave estava a uma distância de aproximadamente 29.000 quilômetros do planeta.</p>
<p>A foto, que mostra uma visão da África e da calota polar antártica, foi invertida para a publicação, pois, devido à orientação em que se encontravam os astronautas, o Pólo Sul estava no topo da imagem.</p>
<p>O real fotógrafo nunca pôde ser comprovado e a NASA atribuiu a autoria a toda a equipe tripulante (Eugene A. Cernan, Ronald E. Evans e Harrison H. Schmitt), já que, durante a missão, todos usaram a câmera Hasselblad que equipava a nave.</p>
<p>Como sempre costumo relacionar essa seção com alguma música, dessa vez não poderia deixar de citar Caetano: <em>Por mais distante o errante navegante, quem jamais te esqueceria?&#8230;</em></p>
<p><strong>[edição]</strong><em> </em><a href="http://iemai.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/01/10jan24-2.jpg" class="highslide-image" onclick="return hs.expand(this);"><img class="size-thumbnail wp-image-2039 alignright rightborda" title="Pale Blue Dot (Pálido Ponto Azul), o Planeta Terra" src="http://iemai.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/01/10jan24-2-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>A <a href="http://xxinhu.blogspot.com/" target="_blank">Bruna</a> e a <a href="http://www.mmuffin.com/" target="_blank">Thaís</a> indicaram um vídeo incrível que <em>tinha</em> que se tornar parte deste post.  Não vou falar muito sobre ele, é melhor que você assista&#8230;</p>
<p>Tudo que tenho a dizer é que a “Pale Blue Dot” (Pálido Ponto Azul), foto tirada em 14 de fevereiro de 1990 pela Voyager 1 a uma distância de 6 bilhões de quilômetros do planeta, serviu de inspiração para que o astrofísico e autor Carl Sagan escrevesse, em 1994, um livro que leva o mesmo título que a foto.</p>
<p>O vídeo é um trecho do livro com narração do próprio autor:</p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/EjpSa7umAd8&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/EjpSa7umAd8&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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		<title>Give Peace a Chance</title>
		<link>http://iemai.com.br/blog/2009/10/10/give-peace-a-chance/</link>
		<comments>http://iemai.com.br/blog/2009/10/10/give-peace-a-chance/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 10 Oct 2009 05:15:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>iemai</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fotos para a eternidade]]></category>
		<category><![CDATA[fotos famosas]]></category>
		<category><![CDATA[música]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[vídeos]]></category>

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		<description><![CDATA[Voltando com as fotos para a eternidade&#8230; Em 1969, John Lennon e Yoko Ono iniciaram seu famoso Bed-In for Peace. A Guerra do Vietnã era a pauta da época. Em duas ocasiões, o casal permaneceu uma semana na cama recebendo amigos e imprensa para discutirem sobre a paz mundial. É claro que um fato desses teve uma grande repercussão e muitas fotografias &#8211; algumas inéditas até pouco tempo. Só que &#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Voltando com as <a href="http://iemai.com.br/blog/category/fotos-para-a-eternidade/">fotos para a eternidade</a>&#8230;</p>
<p>Em 1969, John Lennon e Yoko Ono iniciaram seu famoso<em> Bed-In for Peace</em>. A Guerra do Vietnã era a pauta da época. Em duas ocasiões, o casal permaneceu uma semana na cama recebendo amigos e imprensa para discutirem sobre a paz mundial.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-1134 aligncenter centerborda" title="John Lennon e Yoko Ono no Ben-In for Peace" src="http://iemai.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/10/09out10.jpg" alt="John Lennon e Yoko Ono no Ben-In for Peace" width="344" height="500" /></p>
<p>É claro que um fato desses teve uma grande repercussão e muitas fotografias &#8211; algumas inéditas até pouco tempo. Só que essa aí é a que eu mais gosto :)</p>
<p><span id="more-1135"></span>O primeiro <em>Bed-In</em>, no <em>Amsterdan Hilton Hotel</em> em Amsterdã, na Holanda, teve início no dia 25 de Março de 1969, logo após o casamento de Lennon e Yoko. Conta-se que, após receberem convites e ansiosos pela novidade, todos esperavam encontrar um clima de bacanal devido ao período ser também a lua-de-mel do casal. Os dois surpreenderam todos ao receberem seus convidados: estavam deitados despojadamente na cama, cercados de flores e cartazes, dispostos a dialogar sobre a paz.</p>
<p>Dois meses depois, ocorreu o segundo <em>Bed-In </em>em Montreal, no Canadá, <em> </em>no <em>Queen Elizabeth Hotel</em>. Era maio de 1969 e dessa vez o protesto culminou na criação da música “Give Peace a Chance”, que, em parceria com os convidados que estavam presentes, foi gravada em coro lá no quarto do hotel mesmo.</p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/dQdyEw6jfGQ&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/dQdyEw6jfGQ&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p style="text-align: justify;">E,  sabe, a foto é bonita, mas é mesmo o momento que ela capturou que a transforma. O mais triste é ouvir o Lennon falar, em <a href="http://www.youtube.com/watch?v=acb15JsCGSk" target="_blank">um dos vídeos</a> do <em>Bed-In</em>: &#8220;Ninguém realmente deu uma chance completa para a paz. Ghandi tentou, Martin Luther King tentou &#8211; mas eles foram baleados.&#8221; E Lennon&#8230; e tantos outros. De quantas camas será que precisamos?</p>
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		</item>
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		<title>O exército de um homem só II</title>
		<link>http://iemai.com.br/blog/2009/01/10/o-exercito-de-um-homem-so-ii/</link>
		<comments>http://iemai.com.br/blog/2009/01/10/o-exercito-de-um-homem-so-ii/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 10 Jan 2009 06:17:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>iemai</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fotos para a eternidade]]></category>
		<category><![CDATA[fotos famosas]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA["somos um exército
(o exército de um homem só)
um bando de vampiros
que odeiam sangue
sem bandeira
sem fronteiras para defender"
engenheiros do hawaii]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="centerborda size-full wp-image-500 aligncenter" title="Mulher judia resiste a soldados israelistas" src="http://iemai.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/01/oded-balilty.jpg" alt="Mulher judia resiste a soldados israelistas" width="500" height="346" /></p>
<p style="text-align: center;">&#8220;somos um exército<br />
(o exército de um homem só)<br />
um bando de vampiros<br />
que odeiam sangue<br />
sem bandeira<br />
sem fronteiras para defender&#8221;<br />
<em>engenheiros do hawaii</em></p>
<p>Depois de meu abandono à esta seção, volto agora com as fotos que eu indico para a eternidade, e a história delas, com essa até bem atual. :)</p>
<p><span id="more-499"></span>Oded Balilty, fotógrafo da Associated Press em Jerusalém, ganhou, em 2007, o Premio Pulitzer &#8211; e vários outros &#8211; com essa fotografia. Mais uma vez, mostrando o gigantesco poder de um e a capacidade de determinação do ser humano, este &#8220;exército de uma mulher só&#8221; enfrentou as forças de segurança de Israel no assentamento de Amona, na Faixa de Gaza.</p>
<p>Era 1° de fevereiro de 2006 e os israelitas tentavam expulsar os colonos ilegais da região próxima à cidade palestina de Ramallah. Em meio ao caos geral da situação, Balilty encontrou uma imagem que representa bem aquele momento e toda esta guerra.</p>
<p>Achei interessante um comentário feito pelo <a href="http://issamu.blog.com/" target="_blank">Sérgio</a>: &#8220;Essa mulher merece um prêmio&#8221;. E não é isso mesmo? Quantas e quantas vezes vemos este tipo de foto e admiramos o fotógrafo por ter conseguido captar o momento. É necessário, no entanto, que a lente encontre heróis e heroínas, mártires e até mesmo loucos para conseguir imagens marcantes como essa. Triste é saber que muitos destes, como diria Vargas, &#8220;deixaram a vida para entrar na história&#8221;.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>O exército de um homem só I</title>
		<link>http://iemai.com.br/blog/2008/10/29/o-exercito-de-um-homem-so-i/</link>
		<comments>http://iemai.com.br/blog/2008/10/29/o-exercito-de-um-homem-so-i/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 29 Oct 2008 17:27:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>iemai</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fotos para a eternidade]]></category>
		<category><![CDATA[fotos famosas]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA["Não interessa o que bom senso diz
não interessa o que diz o rei
(se no jogo não há juiz
não há jogada fora da lei)
não interessa o que diz o ditado
não interessa o que o estado diz
nós falamos outra língua
moramos em outro país"
engenheiros do hawaii]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-395 centerborda aligncenter" title="Rebelde anônimo enfrenta tanques de guerra na Praça da Paz Celestial (Tiananmen). Beijing, China, 4 de Junho 1989." src="http://iemai.com.br/blog/wp-content/uploads/2008/10/08out28.jpg" alt="Rebelde anônimo enfrenta tanques de guerra na Praça da Paz Celestial (Tiananmen). Beijing, China, 4 de Junho 1989." width="450" height="288" /></p>
<p style="text-align: center;">&#8220;Não interessa o que bom senso diz<br />
não interessa o que diz o rei<br />
(se no jogo não há juiz<br />
não há jogada fora da lei)<br />
não interessa o que diz o ditado<br />
não interessa o que o estado diz<br />
nós falamos outra língua<br />
moramos em outro país&#8221;<br />
<em>engenheiros do hawaii</em></p>
<p>Como falar de fotos famosas sem citar o protesto do jovem anônimo no caminho para a Cidade Proibida?</p>
<p><span id="more-390"></span>Em 1989, chineses insatisfeitos fizeram manifestações contra o governo e sua situação econômica. O cenário culminou no episódio que ficou conhecido como &#8220;O massacre da Praça da Paz Celestial&#8221;, onde os rebeldes presentes na principal praça de Beijing foram controlados com o uso da força, assentida pela declaração da Lei Marcial. Ainda que, à época, o New York Times tenha noticiado 800 mortes, fala-se que o número chegou a dois mil mortos e uma contagem ainda maior de feridos.</p>
<p>Provavelmente este sangrento acontecimento teria sido mais um esquecido pelo resto do mundo se não fosse por um anônimo rapaz que ousou ir mais além: sozinho, o &#8220;Rebelde Desconhecido&#8221; interpôs-se à fileira de tanques de guerra, e questionou. O condutor poderia ter passado por cima do homem, afinal, era isso que o exército chinês vinha fazendo desde que o poder lhe fora entregue. E é por isso que, hoje, comenta-se a coragem dos dois anônimos.</p>
<p>Era 4 de Junho de 1989. O chinês parou. Carregava uma sacola em uma de suas mãos, e uma blusa na outra. O tanque tentou desviar para o lado, ele moveu-se na direção. O tanque desviou-se para o outro, ele foi novamente. O tanque parou. Ele subiu no carro de combate, falou algo e desceu. Venceu por segundos, que lhe garantiram a vitória do eterno reconhecimento. Só depois, o imenso exército constituído de um único homem foi arrancado de sua tarefa. Apesar dos muitos boatos, nunca soubemos o nome ou o destino de nenhum dos envolvidos neste caso. As câmeras, no entanto, eternizaram o momento, e, mais tarde, a Time (1998) viria a eleger o &#8220;Homem-tanque&#8221; como uma das pessoas mais influentes do século XX.</p>
<p>A foto que figura este post é de autoria de Charlie Cole. Na época, foi publicada na Newsweek. Ganhadora do World Press Photo de 1989 e do Prêmio Pulitzer de 1990, é uma das principais fotos de uma das cenas mais conhecidas de todos os tempos. No site do <a href="http://www.worldpressphoto.org/index.php?option=com_photogallery&amp;task=view&amp;id=191&amp;Itemid=115" target="_blank">WPP</a>, o pensamento de Cole naquele momento acompanha a imagem: &#8220;<em>If this kid&#8217;s going to give his life in protest I have a responsibility to nail the shot</em>.&#8221;</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Se depender de mim, eu vou até o fim</title>
		<link>http://iemai.com.br/blog/2008/09/12/se-depender-de-mim-eu-vou-ate-o-fim/</link>
		<comments>http://iemai.com.br/blog/2008/09/12/se-depender-de-mim-eu-vou-ate-o-fim/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 12 Sep 2008 03:35:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>iemai</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fotos para a eternidade]]></category>
		<category><![CDATA[esporte]]></category>
		<category><![CDATA[fotos famosas]]></category>
		<category><![CDATA[vídeos]]></category>

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		<description><![CDATA[A &#8220;foto para a eternidade&#8221; de hoje não vale exatamente por ela, mas pela cena em si. Escolhi essa entre outras fotos para simbolizar um momento que mudou a história do esporte há 24 anos atrás. Os jogos Olímpicos de 1984, sediados em Los Angeles, foram palco da primeira maratona feminina das olimpíadas modernas e de uma das cenas mais relembradas da história. Naquele ano, quando a maratona foi encerrada, &#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A &#8220;foto para a eternidade&#8221; de hoje não vale exatamente por ela, mas pela cena em si. Escolhi essa entre outras fotos para simbolizar um momento que mudou a história do esporte há 24 anos atrás.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://iemai.com.br/blog/wp-content/uploads/2008/09/gabrielle-andersen-schiess.jpg" class="highslide-image" onclick="return hs.expand(this);"><img class="centerborda aligncenter" title="Gabrielle Andersen-Schiess conclui extenuada a maratona olímpica feminina de 1984, em Los Angeles" src="http://iemai.com.br/blog/wp-content/uploads/2008/09/gabrielle-andersen-schiess.jpg" alt="Gabrielle Andersen-Schiess conclui extenuada a maratona olímpica feminina de 1984, em Los Angeles" width="430" height="290" /></a></p>
<p><span id="more-167"></span>Os jogos Olímpicos de 1984, sediados em Los Angeles, foram palco da primeira maratona feminina das olimpíadas modernas e de uma das cenas mais relembradas da história. Naquele ano, quando a maratona foi encerrada, o centro das atenções não estava voltado para a medalhista, Joan Benoit, e sim para a suíça que chegara na 37ª colocação, Gabrielle Andersen-Scheiss.</p>
<p>Andersen-Schiess emocionou o mundo ao entrar no estádio, em um estado alto de debilitação, 25 minutos após a vencedora. Ela estava cansada, cambaleando, a passos lentos e, ainda assim, motivada em cruzar a linha de chegada. A atleta demorou 5m44s para cruzar os últimos cem metros e foi mais ovacionada do que a própria Benoit.</p>
<p>Conta-se que o calor naquele dia era um dos principais obstáculos da prova de 42 km em que participavam as 37 mulheres. Como até então o auxílio médico durante uma prova resultava em desclassificação, Gabrielle, já exausta, negou água no último posto do percurso da maratona e continuou até o fim.</p>
<p>Hoje, além de ser lembrada por milhões de pessoas, ela configura-se como um símbolo de resistência e seu exemplo fez com que a Associação Internacional de Federações de Atletismo (IAAF) permitisse o auxílio médico aos atletas.</p>
<p>Eu só nasci quatro anos depois dessa olimpíada, mas a maioria dos que a acompanharam lembram da cena. Descobri essa história perguntando aos meus pais sobre alguma imagem que havia marcado o mundo. Os dois, sem saber a resposta do outro, citaram “a atleta que chegou cambaleando” e eu fui procurá-la.</p>
<p>Como não só com fotos a gente guarda as lembranças, sugiro ver o vídeo também, viu:</p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/7ryRqrmdAb8&amp;hl=en&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/7ryRqrmdAb8&amp;hl=en&amp;fs=1" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>A foto é do acervo Olímpico.</p>
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		<title>Temos esperança, não temos canhões</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Jul 2008 06:05:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>iemai</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fotos para a eternidade]]></category>
		<category><![CDATA[fotos famosas]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[Ok, eu sei que esse blog é meu e que costuma ter muito de mim, mas tem tanta coisa legal solta pelo mundo, por que não sair catando isso também, né? Pensando, inicialmente, nas coisas que todo mundo viu, mas que vale a pena relembrar, eu resolvi reunir, aos poucos, fotos que vão ficar “para a eternidade”. Aquelas imagens bem clichês – ou não – que marcaram o mundo e &#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ok, eu sei que esse blog é meu e que costuma ter muito de mim, mas tem tanta coisa legal solta pelo mundo, por que não sair catando isso também, né?</p>
<p>Pensando, inicialmente, nas coisas que todo mundo viu, mas que vale a pena relembrar, eu resolvi reunir, aos poucos, fotos que vão ficar “para a eternidade”. Aquelas imagens bem clichês – ou não – que marcaram o mundo e que, apesar de tão batidas, ainda conseguem nos emocionar, principalmente quando a gente descobre alguma que não conhecia ainda.<br />
Eu sei que um monte de gente já teve essa idéia, mas e daí?</p>
<p>Minha foto de hoje é, também, uma das minhas preferidas.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="centerborda" title="Jan Rose Kasmir desafia o exército com uma flor" src="http://iemai.com.br/blog/wp-content/uploads/2008/07/jan-rose-kasmir.jpg" alt="Jan Rose Kasmir desafia o exército com uma flor" /></p>
<p><span id="more-108"></span>Em um protesto contra a guerra do Vietnã, que ocorria em frente ao Pentágono no dia 21 de Outubro de 1967, Marc Riboud conseguiu captar um momento que viria a ser eternizado na mente de milhares de pessoas.</p>
<p>Na representação mais pura do “Flower Power”, Jan Rose Kasmir, que tinha 17 anos na ocasião, confrontou os soldados da Guarda Nacional Americana com uma flor. Conta-se que essa fotografia foi um dos fatores responsáveis pela mudança da opinião pública dos americanos, que até então eram a favor da guerra.</p>
<p>Sinceramente, quando eu olho para essa foto sempre me vem à mente a frase: &#8220;<strong>É por isso que eu amo fotografia</strong>&#8220;.</p>
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