Voltar de viagem é engraçado. Não importa se você fica fora só por dias ou uma semana, as coisas sempre parecem estar fora do lugar. Sempre há uma pintura nova em alguma casa no caminho, sempre há alguém com novo corte de cabelo, sempre há um punhado de novidades bobas acumuladas e a casa da gente sempre tem um cheiro de casa, que não parecia ter antes.
E, claro, você sempre se sente novo de novo.
Não importa se você estava no paraíso ou em um fim de mundo qualquer, sempre vai ter algum motivo para querer voltar para casa… E quando voltar vai querer ter ficado um pouco mais.
De qualquer jeito, nenhuma casa cheira tão bem quanto a nossa. Nenhuma cama é tão gostosa quanto aquela em que a gente dorme todo dia. Nenhuma água é mais gostosa do que aquela que sai da torneira da nossa cidade. E nenhuma companhia faz tão bem quanto aquelas que nem sempre a gente pode carregar conosco.
Não importa para onde você foi e nem para onde você vai, é provável que nenhuma ficção tenha dito algo tão sábio e tão verdadeiro quanto a obra do Baum: Não há lugar como nosso lar.

O conceito de final de ano todo mundo conhece: é o fim do calendário, um monte de desesperados procurando uma festa legal, várias garrafas de champanhe, fogos de artifício, promessas, esperanças, listas de desejos e um queniano ganhando a São Silvestre.
























