
Acampei nesse Ano Novo em Itacaré. Sim, esse meu lado aventureiro vocês não conheciam, hein? Pois então. Eis que num belo dia eu, que tinha tomado banho de manhã logo depois de acordar, chego à noite no acampamento e vou novamente sofrer com a enrola dos outros na fila do banho. É, aquela em que todos os dias nós encontrávamos a Loira do Banheiro – uma capixaba que provavelmente nos perseguia, porque toda vez que íamos tomar banho ela estava lá. Depois chegamos à conclusão de que ela provavelmente achava que nós é que éramos as perseguidoras, porque sempre chegávamos depois. Mas tá, vai ver ela era tipo a Murta-que-Geme do banheiro do camping, né?
Enfim, enquanto a Loira do Banheiro ocupava um dos boxes, e outros seres anônimos tomavam conta dos outros, eu e Mari arrumávamos as coisas na prateleira pra poder tomar o tão almejado banho. Daí que eu vi um negócio que me parecia familiar:
- Sua calcinha é igual a minha, Mari!
- Essa calcinha não é minha não!
- Ah, é igual a minha… Nisso que dá comprar em loja de departamento.
Noto um conhecido tom de azul-Orkut na blusa que estava próxima à calcinha.
Levanto a peça, percebendo que ela foi pisada e nocauteada na lama. Que dó, que dó, que dó:
- Ué, esse pijama é igual o meu também.
…
(Um minuto de raciocínio porque dei luzes.)
…
- PERAÍ, ISSO É MEU!
E lá estava eu com meu pijama e minha calcinha pisoteados reafirmando a velha certeza: tem coisa que só acontece comigo.






























