Digo com sinceridade que as coisas na vida deveriam seguir o fluxo que a natureza nos ensina. Os julgamentos e a nossa forma de ver a vida deveriam sempre ser como um nascimento – o nascimento de novas idéias e novas convicções.
O processo que tanto presenciamos e tanto esquecemos é um milagre da vida que se ensina a todos aqueles que procuram entender. A prática é mais complicada, requer sabedoria e paciência que já não condizem mais com nossa forma de brincar com os dias.
Primeiro, é tudo vibração. É só o seu corpo respondendo a estímulos internos incompreensíveis. Até que vem o movimento. Sentir o balanço das coisas, o compasso, o ir e vir. E, depois, os sons. É preciso ouvir, sem entender. Só sentir as ondas, o modo como as coisas se expressam. O balbucio próprio de tudo. Os sons que compõem todas as cenas.
Até que você sai da escuridão. Começa a enxergar. E é hora de ver… as cores, as formas. Tudo é um complexo jogo de luzes, uma brincadeira entre os olhos e o cérebro de captar e não captar. E já é possível tocar. Entender o que corresponde ao que se vê e o que vai além ou fica aquém.
Só então é possível dar sentido. Só a partir daí deveríamos atribuir uma lógica e relacionar o que nos dizem com tudo o que vimos e sentimos. Nenhum julgamento pode começar antes do parir de um entender.



















Yokohama
Você e seus texto em moça? Um arraso!
É, a vida e seu eterno aprendizado… Lindo texto!?
May
Que lindo o que vc escreveu!!adorei!!!e obg pela visita!!bjos bjos
Luana Pagung
Julgar por si só já é precipitado, então o mínimo a esperar é que seja de algo que se entende.
Gostei do texto, aliás gosto de todos! rs.
Gosto da sua forma de escrever :}
Beijos
gabi
E é tão belo assim! Tão menos artificial!
Isso é quase uma sinestesia se for lido sentindo! Liiindo , Emi!