Arquivo do mês: dezembro 2009

31
dez
2009

Retrospectiva?

O conceito de final de ano todo mundo conhece: é o fim do calendário, um monte de desesperados procurando uma festa legal, várias garrafas de champanhe, fogos de artifício, promessas, esperanças, listas de desejos e um queniano ganhando a São Silvestre.

É sempre a mesma coisa, e sempre traz empolgação. A idéia do novo começo tira o peso do que já passou.

Além de ser o momento para falar das coisas que virão, fim de ano é também a hora de lembrar o que já passou. Foi pensando nisso que resolvi fazer uma coletânea com alguns pedaços de 2009. Juntei um monte de coisas nada a ver (fotos, favoritos, top posts, referências, amigos, seriados…) e aqui estão nove recortes que, de alguma forma, talvez sejam memoráveis para o meu ano que vem.

Desejo a todos vocês uma ótima virada de ano!

Cotidianês, Pela internet
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28
dez
2009

A curta história da menina que não sabia nadar

Logo pequena compreendeu as verdades que todos procuravam entender. Sem sentir a necessidade de explicar nada a ninguém, aborreceu-se sozinha com as respostas decepcionantes e deslumbrou-se sorrindo das que lhe fizeram exultar.

Na rebeldia da sua prematura adolescência condenou todo o mundo e negou as verdades que já havia encontrado. Fez julgamentos, contratou juízes e conquistou alguns dissabores para a vida inteira.

Mais tarde, fazendo as pazes com o destino, a vida lhe deu de volta as compreensões que já possuíra. Apreciava as coisas que lhe eram apreciáveis – e não fazia questão de agradar o que parecia descartável.

A forma como vivia a vida – com o desleixo próprio de quem sabe que o futuro lhe guarda coisas grandiosas – irritava algumas pessoas.

Quando alguma nova interrogação lhe aparecia, era comum entrar em quarentena, declarar suas próprias férias e adiar todos os compromissos que os outros viam como absurdamente inadiáveis. Nesse meio-tempo, mergulhava em reflexão profunda até encontrar a nova peça que percebera faltar em seu eterno quebra-cabeça.

Tendenciosa como um mergulho, ela costumava ir fundo em todas as suas crenças. E aí não havia onda que a pudesse carregar. Mas era burramente ética e comicamente correta. Só sobrevivia entre os espertos porque não tinha pressa.

Ela era pretensiosa e odiável. E não sabia nadar.

Fantástico mundo da Emi
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26
dez
2009

Domingo de manhã

Futebol - Vitória da Conquista - Bairro Petrópolis / Guarani

Joga a bola no baba
Não baba na bola
Que baba com o drible
Quem fica de fora.

Vitória da Conquista
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24
dez
2009

Um (longo) conto de Natal

25 de dezembro pode ter todos os significados do mundo, mas para as crianças tudo isso se resume à madrugada mágica onde Papai Noel deixa os presentes da forma mais sorrateira possível. Para Elise, os presentes sempre apareciam no sapato ao lado da cama. É óbvio que ela nunca soube explicar como o bom velhinho entrava em sua casa, mas quem queria saber?

Apesar de lembrar-se apenas de um carro, uma batida e uma explosão, naquele Natal não foi diferente. A pequena Elise acordou perdida no tempo e, no momento exato em que se lembrou que dia era, pulou da cama para achar seu presente. O embrulho colorido estava em cima do sapato que usara na noite anterior. Sem dar-se ao trabalho de abrir, saiu rasgando o papel e encontrou logo a caixinha pequena.

O velhinho acertara novamente. Era o relógio que queria! Teve apenas tempo o suficiente para colocar o relógio no pulso. Saiu gritando pela casa para mostrar o presente aos pais.

Na nossa história não importa muito aquilo que aconteceu entre o tempo de abrir o presente e o de finalmente parar para admirá-lo. Tudo que você precisa saber é que, quando Elise finalmente se aquietou e parou sozinha no seu quarto para olhar as horas, deu-se conta de que o relógio andava ao contrário. E ela sabia o que isso significava.

Fantástico mundo da Emi
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