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De Stefhany a Susan Boyle

Os fenômenos da internet

Não importa em que roda de conversa você se encaixa, você já ouviu ou logo ouviria falar de ao menos uma delas. Susan Boyle e Stefhany podem ter pouco em comum além da paixão pela música e os milhares de acesso no YouTube, mas também estão classificadas na mesma categoria: fenômenos da internet.

A maioria dos grandes fenômenos na internet nasce como virais. Tendo como base as redes sociais que tomaram a rede mundial de computadores, o viral sustenta-se na capacidade das pessoas disseminarem conteúdos de forma voluntária. Tal como uma epidemia, o viral infecta o indivíduo, que se torna responsável pela posterior transmissão do “vírus”.

Mesmo com a percepção de tendências, a realidade é que não existe uma fórmula ideal para este tipo de propagação. Contaminar milhares de pessoas apenas com um produto, às vezes, pode ser só uma questão de sorte. Apesar dos grandes sucessos premeditados criados por agências de publicidade, muitos dos virais que conduziram as conversas de diversas pessoas no mundo nasceram inesperadamente.

Enquanto Susan Boyle “sonhava um sonho” às custas da ITV (rede de televisão que compete pela liderança da TV aberta no Reino Unido), Stefhany, “linda e absoluta em seu Crossfox”, saiu lá do Piauí e tomou o país sem maiores intervenções iniciais. Fenômenos de 2009, em um curtíssimo espaço de tempo, as duas tornaram-se sucesso, visitaram programas de televisão e foram temas de postagens em centenas de blogs.

QUEM É QUEM

Susan Boyle, mundialmente conhecida após apresentação no Britain's got talent Susan Boyle é a escocesa de 48 anos que emocionou o mundo após ser descoberta pelo programa Britain’s got talent da ITV. Completamente fora dos padrões de beleza, Boyle subiu ao palco do reality show após a apresentação de um pequeno resumo de sua vida. Desempregada, acima do peso, grisalha, vivendo sozinha com seu o gato, ela brincou: “Nunca fui beijada, mas isso não é propaganda”.

A presença de Boyle no palco foi inicialmente vista como uma piada. A “atarracada mulherzinha”, no entanto, em uma história digna de Hollywood, mudou a opinião do público e dos jurados ao cantar o clássico do musical Les Miserables, “I dreamed a dream”. O talento incontestável, a voz poderosa e o impacto causado por sua aparência, rapidamente tornou Boyle a recordista de visualizações no YouTube e a fez virar notícia em praticamente todos os grandes veículos de comunicação do mundo. [Veja o vídeo da apresentação de Susan Boyle]

Stefhany virou sucesso com sua versão de "A Thousand Miles"Stefhany gera controvérsia. Apesar de um grupo de fãs realmente apaixonados, o grande sucesso da piauiense de 17 anos deve-se mais à visão cômica que se tem de suas músicas e de seus videoclipes.

Numa prova de que o trash também pode fazer muito sucesso, o hit “Eu sou Stefhany” – versão da música “A Thousand Miles” de Vanessa Carlton -, saiu do YouTube diretamente para as ruas. Além de garantir a presença da garota em programas como o de Gugu Liberato, a versão foi cantada por famosas como Preta Gil e Cláudia Leitte. [Veja o vídeo de “Eu sou Stefhany”]

É óbvio que a comparação entre Boyle e Stefhany pode parecer ridícula em diversos termos, principalmente numéricos. Enquanto Boyle em poucos dias já havia atingindo mais de 100 milhões de visualizações no YouTube, Stefhany foi vista até o momento aproximadamente “apenas” 1 milhão de vezes.

Apenas? Além das diferenças básicas das características entre seus vídeos, o sucesso de Boyle teve seu início a partir de uma rede de televisão mundialmente famosa. Stefhany, por sua vez, virou assunto do nada. Ela é um dos maiores exemplos de como as redes sociais podem colaborar para uma popularização estrondosa sem realmente necessitar de renomados veículos de comunicação ou de agências de publicidade dando o start.

Podemos também incluir em fenômenos da internet nomes de artistas e bandas como Mallu Magalhães, Cansei de Ser Sexy e Clarice Falcão, ou de “pessoas normais” como Ruth Lemos (uma das pioneiras com “Sanduíche-iche-iche”), Maria Alice (com o fictício “Tapa na Pantera”) e Solange (com a entrevista que repercutiu como “a gaga de Ilhéus”).

A rede mundial apresenta uma possibilidade de disseminação nunca antes vista. É impossível prever quem será o próximo sucesso, mas, da forma que estamos indo, pode ser qualquer um. Até mesmo você.

*Originalmente escrito para o Revertério

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- às 17:45h de 19-06-2009

- 3 comentários

3 comentários em 'De Stefhany a Susan Boyle'

  1. Deivison Ramos

    19 jun 09 às 21:22

    Pra você ver como são as coisas, eu ainda não conhecia o (in)sucesso de “Eu sou Stefhany”, é a rede levando a outra rede. Da mesma forma que achei o seu site uma coisa leva a outra. Entendeu??????rsrsrsr Enfim, eu conheci o seu site, irei indicar para algumas pessoas e assim vai se propagando, claro que é uma comparação em nível numérico bem diferente de Stefhany e Susan Boyle. Pelo menos aqui se mostra qualidade de uma forma bem mais duradoura.

    Abraço!!!!!!!!!!!!!!

  2. Heloisa

    29 jun 09 às 13:17

    Às vezes eu fico me perguntando.. será que a Sthefany tem consciência de quanto sua música é ruim, será que ela a considera realmente boa? Não sei, ela parece tão inocente a ponto de não achar que essa adoração toda tem um quê de ironia. E a Susan Boyle, que desde o começo me pareceu uma coisa arranjada…sei não.. não coloco minha mão no fogo.

  3. deborah

    29 jun 09 às 16:31

    quase tive um treco vendo a stephany cantar. é muito engraçado. e a susan boyle, tadinha, que já tá sofrendo com a fama?