Arquivo do mês: novembro 2008

30
nov
2008

Ao infinito, e além

Sei que um dia vou caminhar na minha futura Curitiba, passear no jardim botânico no final de semana e levar o gato para passear de tardinha. Sei que ainda vou subir no avião e ir para na Suíça, entrar na minha casa de porta verde e ser feliz para sempre. Sei que, numas férias qualquer lá da terra do chocolate, passearei na Holanda – e na França, claro. Sei muito mais. Sei Br-101, moinhos de vento, Taj Mahal, Coliseu, Pathernon, águas cristalinas, chapadões, montanhas, planícies, barragens, volta ao mundo e sei cabelos ao vento.

Buzz Lightyear, Toy Story: - Ao infinito, e além!

Isso eu sei. Portanto, não é sonho. Não importa quando ou como, vai ser real. Meu sonho é ir para o futuro, esse futuro, e para todos os outros bons futuros que me couberem, todos os bons detalhes que puderem se encaixar nas vírgulas aí em cima. Não quero impor limites aos meus sorrisos e nem grades aos meus desejos. Nada disso é meta, para ninguém: é tudo futuro, é possibilidade. E de tão grande que é tudo isso e de tantas que são as nossas chances, o único sonho que realmente nos cabe é ir ao infinito, e além!

Tudo de Blog. Pauta 1060: Eu sonho ir para..

Fantástico mundo da Emi
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27
nov
2008

Novembro é vermelho

Flamboyants na Praça Gerson Sales, Alto Maron, em Vitória da Conquista - Bahia

Flamboyant é o nome dessa belezura que invade os novembros conquistenses. São várias as praças que ficam floridas e com o chão cobertos de pétalas (essa da foto fica na Pça. Gerson Sales, no Alton Maron). O vermelho desbota e vai tomando vários tons belíssimos, lembrando-nos – como concluímos numa conversa qualquer na faculdade -, um desses outonos de filme americano, com flores ao invés de folhas.

Não sei de onde elas apareceram, mas poderia jurar que antes do ano passado elas não estavam em lugar nenhum! Foi depois de, numa manhã qualquer, chegar à faculdade e descobrir o “morango gigante” (apelido que dei pras coitadas antes de ser informada do seu nome real) todo florido em frente ao módulo Luizão na UESB, que todas as outras resolveram despertar para a vida. Enfim, ou foram os alienígenas ou é aquela história de ver e não enxergar. Fico com a primeira opção.

Fotos, Vitória da Conquista
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26
nov
2008

Incentive e incentive-se

Iemai: 'Uma câmera na cabeça e uma idéia na mão'Fotografia atualmente me faz bem e mal. Minha câmera anda péssima, naqueles estados moribundos: balanço de branco com defeito, fotos desfocadas, fotos “brilhantes” demais, etc. Várias coisas que todo mundo diz que não está vendo, mas que eu vejo. Tem umas que nem o Photoshop resolve mais, ou que eu não tenho mais paciência pra resolver. E essa vontade chata, chata mesmo, de ter uma câmera semi-profissional também incomoda.

Isso me faz pensar nas tantas coisas que queremos e não podemos e, principalmente, que não podemo$. Queria que todo mundo tivesse as mesmas oportunidades. Penso em como eu, que tenho minha linda Enola, já me sinto chateada por não poder agora ter algo melhor, e me sinto péssima por quem não tem nem o que eu tenho. Cansa saber que existem pessoas com talento desperdiçado, por falta de gente pra apoiar, por falta de condições econômicas, por falta de um elogio ou do que quer que seja. Saber que a gente ou tanta gente por aí pode crescer, mas fica impossibilitado por questões tão… inaceitáveis, é terrível.

Talvez seja um pouco difícil de entender, mas é que são várias as coisas que desanimam. Em qualquer área, acredito. E, por mais que seja clichê, se todo mundo fizesse um pouco, tudo seria melhor. É claro que ninguém tem dinheiro para sair distribuindo as câmeras dos sonhos para os aspirantes a fotógrafos, as tintas caras para os que querem ser pintores, etc, mas a gente pode colaborar fazendo coisas que parecem tão ínfimas! Um elogio, um incentivo, uma dica – essas coisas fazem tanta diferença.

Mundo real, Tutoriais e dicas
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13
nov
2008

Procura-se minha Esperança

Começou como um conto de fadas. A brisa leve entrava pela janela, movia o cata-vento em cima da escrivaninha e acabou trazendo consigo um barulho de asas. A princípio achei que era minha imaginação, mas repetiu-se e repetiu-se… Foi assim. Ela entrou pela janela numa noite em que eu não estava muito bem. Lá estava eu, com minha fé machucada, enquanto ela pulava agitadamente pelos espaços do meu quarto. Talvez quisesse chamar minha atenção. A minha descrença e a solidão já eram tamanhas que resolvi dar um pouco do que pedia.

Sorri por alguns segundos, dizem que a esperança traz consigo soluções. Acreditei por alguns minutos até perceber o quanto ela era pequena, frágil e, de tão inquieta, deduzi que não estava bem. Lamentei comigo mesma. Era isso… Tudo estava tão errado que até a esperança que me havia sido enviada estava machucada.

Podia ter tido qualquer reação. Podia ignorá-la, espantá-la, tentar incorporá-la completamente. E tudo que consegui fazer foi ficar olhando, olhando, até começarmos a conversar. Não que ela fosse de muitas palavras, pra ser sincera, não disse nada. Mas entendi que seu silêncio era diferente de muitos outros silêncios aos quais me habituei. Ela me ouviu atentamente até que entendi o que devia ser feito. Eu tinha que ajudá-la, tinha que fazer com que ao menos aquela esperança conseguisse sobreviver. Tarefa grande demais pra mim, talvez.

Fantástico mundo da Emi
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