Ontem a gente viu o presepÃcio
Nos convidando a fundar a Pratocimudade
Mas, derrepentemente, a gente virou Misturista.
Mistura tudo!
A gente mistura conceito com parte
E mistura a arte – que é o que é engraçado -
A gente faz crônica pra tecer comentário.
(e, no fim do mês, o saldo da energia te engole)
A gente mistura o que a gente nem tem
Mistura fé com dinheiro
pandeiro com alaúde
E a gente mistura ginga pra dizer ser brasileiro
A gente misturou idioma
e agora cobra copyright
(E há a mistura gringa pra dizer que é homem)
A gente mistura cor pra pintar o cabelo
E também mistura roupa pra criar tribo
eU gRITO: a minha tribo é tupi-guarani!
Agora a gente mistura inglês – e desde quando não misturou? -
E suspira globalização
Já inventaram até aldeia global
Ah,
Mas nem se anime, porque não cabe todo mundo.
A gente diz que quer melhorar tudo
mas a gente somos agente da passiva
A gente olha o erro e fica calado
(senão o ofendido te xinga de mal-amado!
e desde quando não se é hoje em dia?)
A gente usa fotografia como se usasse chinelo
pouca qualidade, muito excreto
Discreto, discreto, surge um herói aqui e ali
midiático.
Talibã católico já se vê hoje em dia
Não há nada que choque
Nem há nada que rime
Poesia é mais necessidade de vazar
sentimento
tormento
ou medo
Fim-do-mês não tem garantia
Salário de carteira é um baixo assinado
(e inversamente proporcional ao meu itinerário)
Pretendo deMonstrar a mistura
de todos os sonetos e técnicas
“não há mais poesia
mas há artes poéticas”
Artista de novela da seis não é herói pontual
A gente só escreve novela
(pra ver se me passa no jornal nacional)
A gente mistura escola – literária ou não -
Mistura escória e mistura perfeição
Música é o que bem há no mundo
Há muita criação, pouca difusão
Há muita parabólica pra pouco pão
Mas eis o que quero dizer:
- Foi-se o reinados dos modernistas
Contemporâneo é nome feio
Agora sou misturista.
Faço minhas rimas quando tenho vontade
e chovem subliminares nas nossas criações
(Há quem perDa tempo tentando descobrir)
- Não nascem mais manuéis Bandeiras!
- Nem mesmo carlos drummonds…
- Não nascem mais Machados de assis!
Dizem os pessimistas
A cada canto escondido
Há um envergonhado poeta
Que só quando mistura dinheiro
Têm reconhecida a arte que excreta.
Estão todos os bons sem serem notados
- sob o manto da individualidade -
Eles misturam economia e sincretismo
Eles misturam aprendizado com vestibular
Eles fazem antropofagia com carne de soja.
Poeta do capitalismo só fala de amor
Apocalipse poético foi o que alguém profetizou
Há muito já quebraram-se ligações com o passado
Há de chegar o dia que quebrem-se as do presente
Ao contar páginas de livros
não há nem sistema binário
Hoje poesia é movida
pelo seu saldo bancário
Prostitutos todos os poetas atuais
Quebremos o quebranto das letras:
Quero a arte por paixão!
a arte new face
a arte que critique, resgate
passado, futuro e até o dadá
Façamos a arte do gosto
Não arte do que vão nos pagar.

























Dani
Adorei seu blog, sua originalidade!!
O seu template tá lindo!
Conheci seu blog pelo Tudo de Blog da Capricho,
amei!
Continue assim
beijos,
Daniela Vieira
Fernando
AH!
eu me sinto menos sozinho quando te leio =x
poxa…eu teria 20 mil coisas pra dizer sobre o manifesto, mas..puf…é isso aÃ.
eu preciso te perguntar coisas, mas vou bolar primeiro
beijo ;*
Carol
Eu fiquei refletindo em casa estrofe!
Que delÃcia!
Não tem uma que eu possa destacar, são todas ótimas!!
Dá vontade de colocar na camiseta e sair por aÃ!
Parabéns!
Beijos
Mi do Carmo
filha do céu… vc escreveu isso?
se foi, temos um algo que podemos dizer,pejorativamemnte, como um gênio por perto?
será será?
Giordana
Já tinha visto isso a muito tempo e adorei (só não deu pra comentar)! Achei ótima a idéia, apóio totalmente.