Arquivo do mês: outubro 2008

29
out
2008

O exército de um homem só I

Rebelde anônimo enfrenta tanques de guerra na Praça da Paz Celestial (Tiananmen). Beijing, China, 4 de Junho 1989.

“Não interessa o que bom senso diz
não interessa o que diz o rei
(se no jogo não há juiz
não há jogada fora da lei)
não interessa o que diz o ditado
não interessa o que o estado diz
nós falamos outra língua
moramos em outro país”
engenheiros do hawaii

Como falar de fotos famosas sem citar o protesto do jovem anônimo no caminho para a Cidade Proibida?

Fotos para a eternidade
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24
out
2008

1o Manifesto Misturista

Ontem a gente viu o presepício
Nos convidando a fundar a Pratocimudade
Mas, derrepentemente, a gente virou Misturista.

Mistura tudo!
A gente mistura conceito com parte
E mistura a arte – que é o que é engraçado -
A gente faz crônica pra tecer comentário.
(e, no fim do mês, o saldo da energia te engole)

A gente mistura o que a gente nem tem
Mistura fé com dinheiro
pandeiro com alaúde
E a gente mistura ginga pra dizer ser brasileiro

A gente misturou idioma
e agora cobra copyright
(E há a mistura gringa pra dizer que é homem)

Fantástico mundo da Emi
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21
out
2008

Nós a matamos

Acho vergonhosa a participação da mídia no Caso Eloá. Para mim, toda essa história lembra por demais – e não me importo que soe clichê – o filme O quarto poder (Mad City, 1997, Costa Gravas). Tanto na vida real quanto na ficção, o desfecho trágico do seqüestro ocorre, principalmente, por causa da interferência dos jornalistas e dos envolvidos externamente no caso. A presença de repórteres dialogando com o assassino em potencial, a cobertura escandalizada, o interesse popular sendo aguçado –  são todos elementos passíveis de serem relacionados com a história do filme.

O mais interessante, no entanto, é que aqueles que são em parte causadores de tal desfecho procuram culpados como quem procura ouro: deslumbrados e pretensiosos, muitos jornalistas já culpam a ação da PM sem nem ao mesmo enxergarem as imposições que causaram as suas próprias ações (ou talvez estejam enxergando muito bem e notando a importância de tentar cobrir seu próprio erro usando o possível erro dos outros). Afinal de contas, não é muito mais interessante culpar a polícia e abrir leque para mais uma série de discussões do que culpar de uma vez por todas o “apaixonado” seqüestrador que parecia não ter noção real de seus atos? Não é mais interessante criar suspense em torno dessas perguntas que só serão esclarecidas posteriormente, com as declarações de Nayara?

É impossível não perceber que a necessidade de ampliar o fato, de conduzí-lo para a grande matéria, interfere em toda a situação, inclusive no psicológico do seqüestrador. Assim como Sam Baily, Lindemberg pode ter perdido o controle de si mesmo ao perceber o contexto grandioso que tomava tudo em que havia se envolvido. A constante cobertura da mídia era acompanhada dentro do apartamento em Santo André e, pode tanto ter problematizado ainda mais uma situação que já seria grave, quanto ter criado a maior parte da gravidade dela. Além disso, a presença dos jornalistas e a possível repercussão de qualquer decisão, pode ter também influenciado a ação dos policiais. Todos sairão dessa situação com muitas perdas e bastante envolvidos judicialmente, exceto, é claro, esses “profissionais” que, ao meu ver, participaram ativamente, e, diga-se de passagem, muito irresponsavelmente, no caso.

Mundo real
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20
out
2008

Começa tudo de novo

É possível mudar. E, na cabeça da gente, parece que a hora certa é o Ano Novo. Nada melhor que um dia fixo para saber que tudo pode ser diferente. A passagem de ano é como um sopro de coragem: infla a esperança e nos encoraja a fazer e ser o que quisermos.

É que, às vezes, nós passamos todos os 365 dias tentando nos renovar. Cortamos o cabelo, compramos roupas novas, doamos roupas antigas, prometemos que vamos começar a malhar ou que vamos falar mais baixo, que vamos estudar mais ou reclamar menos. Só que ou alguém questiona a mudança ou você fica paranóico, e desiste.

O início de um ano é a carta de liberação, o aval. Você pode, agora, recomeçar, se quiser. Surgem os pedidos, as promessas e as vitórias. Sim, as vitórias, afinal de contas, ainda que a maioria daquilo fique só na teoria de 1º de Janeiro, um itemzinho que a gente consegue conquistar dá o triunfo e o ar para tentar de novo ano que vem.

Por isso, para não ficar só na promessa, prometo cumprir todas as promessas que fizer neste reveillon. E prometo, mais ainda, ter um Ano Novo sempre que eu precisar, só pra mim.

Tudo de Blog. Pauta 1061: Promessa de ano novo cola?

Cotidianês
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19
out
2008

Pela janela do ônibus

Vitória da Conquista - Ônibus indo para o Conquista Sul

Quem pega um Vila Serrana para ir para o Shopping constantemente acaba enjoado de tanta volta sem lógica que o ônibus dá, mas, de quebra, pode topar com uns belos espetáculos de luzes e cores pelo caminho :)

Fotos, Vitória da Conquista
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16
out
2008

Galeria de fotos

Por acaso, há alguns dias coloquei a galeria de fotos aqui e nem avisei. Quem quiser dar uma olhada em algumas das fotos que já coloquei por lá é só entrar… Só tem self-portrait por enquanto, mas em breve colocarei mais outras :D

Sou do princípio ao fim A hora da estrela a la Brigitte Bardot

Fotos
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15
out
2008

Pobreza – Blog Action Day 2008

Pobreza, meus amigos, é o contrário de liberdade. Isso principalmente porque aposto que Cecília diria sobre este mal: “Há milhões que explicam e ninguém que entenda“.

Acho que o maior problema da pobreza é, exatamente, que ela não é de todo um mal. É mal para quem vive seus infortúnios, sua realidade, e é bem para quem se nutre dela, quem suga a felicidade dos pobres para alcançar e manter sua própria riqueza.

A pobreza é como a fome que eu citei no post anterior. Assola nossas consciências, nossas noites e nos faz acreditar que é melhor ignorarmos, esquecermos, fazermos de conta que não existe. É uma das coisas que, quando consegue lembrar-nos de sua existência, faz com que nos perguntemos como pode ainda existir. A grande diferença é que, na resposta, a pobreza parece, em nossa concepção capitalista de mundo, ter que existir. A fome não.

Mundo real
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10
out
2008

Uma dose de realidade

Como é que com tanto desenvolvimento tecnológico e com tanta percepção de mundo a gente ainda pode conviver em paz com a idéia de que tem gente sem nada para comer? Que mundo é esse que leva o homem à Lua e não leva comida na casa ao lado?

Ser feliz às vezes faz a gente se sentir culpado.

Mundo real
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05
out
2008

Eleições

Até mais, e obrigado pelos peixes- Ele vem de uma democracia muito antiga, sabe…
- Você está querendo dizer que ele vem de um mundo de lagartos?
- Não – respondeu Ford que, àquelas alturas, já estava um pouco mais racional e coerente do que antes, tendo finalmente sido forçado a tomar uma xícara de café -, nada tão trivial. Nada assim tipo isso tão compreensível. No mundo dele, as pessoas são pessoas. Os líderes é que são lagartos. As pessoas odeiam os lagartos e os lagartos governam as pessoas.
- Ué – comentou Arthur -, achei que você tinha dito que era uma democracia.
- Eu disse – afirmou Ford. – E é.
- Então – quis saber Arthur, torcendo para não soar ridiculamente estúpido -, por que as pessoas não se livram dos lagartos?
- Isso sinceramente nunca passou pela cabeça delas – disse Ford. – Como elas têm direito de voto, acabam supondo que o governo que elegeram é mais ou menos parecido com o governo que querem.
- Quer dizer que eles realmente votam nos lagartos?
- Ah, sim – disse Ford, dando de ombros -, é claro.
- Mas – perguntou Arthur, sem medo de ser feliz – por quê?
- Porque, se deixam de votar em um lagarto – explicou Ford -, o lagarto errado pode assumir o poder. Você tem gim?

Por Douglas Addams, em “Até mais, e obrigado pelos peixes“.

Mundo real
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05
out
2008

Convoco à revolução

Iemai EmilãineAtenção, todas as leitoras da Capricho! Atenção, todas as blogueiras! Atenção, todo mundo! É hora de sentar a pua, rodar a baiana e engolir a pimenta. Viva a caloria, viva o estômago cheio, viva a felicidade e o gostinho do sorvete. Viva a boca! Abaixo o olho!

Nesta estação, e também em todas as próximas, a tendência é comer. Coma o que quiser, esqueça a balança, esqueça a academia e aproveite a vida. Escolha, nem que seja somente por essa vez, o verão para desencanar totalmente. Esqueça as mocréias infelizes que poderão te olhar torto, esqueça os carinhas fúteis que não vão agregar nada a sua vida: aproveite esse momento histórico para se jogar no biquíni e no refrigerante. Refresque suas idéias, encha sua barriga e sua cabeça do que realmente interessa: o prazer de ser livre.

Seca ou gorda, entupida de celulite ou estria, tudo junto e muito mais? Seja o que for e o que quiser ser. Vamos ver o que dura mais! O sorriso de quem acabou de comer o chocolate preferido ou de quem se vangloria por ter se matado sem comer. Viva la revolucion!

Tudo de Blog. Pauta 1055: Como, sim, e daí?

Ontem foi meu aniversário e, é, só tenho a agradecer pelo dia lindo :D Show de Nando Reis, bolo, brigadeirão, macarrão, churrasco, recadinhos, risadas² e tanto mais… ‘Brigada S2

Cotidianês
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