Eu tenho um primo mineiro que é daltônico e, quando menor, eu achava o máximo tirar sarro da cara dele porque ele errava as cores. Eu sempre ficava perguntando e apontando, mas ele até que merecia… sempre se achou demais (sabe que eu te adoro, né? lol).
Além disso, essa peste me fazia repetir o alfabeto para toda Minas Gerais quando eu viajava pra lá: todo mundo adorava rir do meu “fê, guê, jí, lê, mê, nê, rê, sí”.
Em meio às brincadeiras de Power Rangers, super-heróis e adedonha no papel (“Stop” pra muitos) sempre rolava umas corezinhas distorcidas e uma repetição alfabética.
Um dia eu descobri um teste de Ishihara, aqueles que sempre aparecem nos livros de Biologia, e que detectam o daltonismo. Agora o que a gente achava que era burrice do coitado não era mais burrice, tinha nome e explicação científica.
Óbvio que perdeu a graça, mas ele nunca deixou de ser daltônico e eu nunca deixei de falar o alfabeto em “baianês”. Só que uma coisa eu sempre tive: curiosidade de saber como deve ser enxergar o mundo como ele enxerga.
Com a tecnologia já dá pra sacar essas coisas mais rápido e dá pra matar a curiosidade também! Então vão aí umas dicas de sites legais com testes e simuladores de daltonismo. =D

























