Eu estava escrevendo um texto sobre silêncio para colocar aqui, mas quando acabei já não concordava com as minhas próprias opiniões. Talvez eu nunca tivesse parado para analisar sobre a outra ótica; talvez o ato de escrever me proporcionou essa chance de repensar a questão; talvez o medo de expor algo ilógico me fez procurar outras opiniões e questionar a minha. Sabe, acho que as pessoas precisam escrever mais para que possam pensar mais, buscar mais e questionar suas concepções.
Não dá pra criar as idéias e deixar que elas vivam imutáveis. Quando Heráclito disse que não podemos entrar duas vezes no mesmo rio, ele sabia da necessidade que nós temos de que o rio mude e também da necessidade de que nós mudemos para que não morramos afogados.
A maior parte dos homens tem medo de ser ridicularizada e, por isso, procura questionar-se antes de se expor. A escrita é um dos meios em que isso mais se destaca, porque a palavra escrita torna-se eterna. O problema todo é que meu cérebro cria um ferrenho debate interno todas as vezes em que escrevo, e quem sai tonta sou eu.
Sinto muito, Sr. Cérebro, mas tem que existir um limite, uma trégua, caso contrário, eu nunca finalizaria texto algum – inclusive esse (e quando foi que eu achei que algum texto estava definitivamente finalizado?)