O Humberto Gessinger disse uma vez que existem dois tipos de música que valem a pena existir: as músicas que quando tocam no rádio você vai, corre, e muda de canal ou as que você vai, corre, e aumenta o volume. Acho que isso vale para tudo, inclusive para livros.
Existem os livros que te surpreendem e os que te decepcionam. Existem aqueles que você corre para elogiar e os que você corre para xingar. Costumo só falar de bons livros, então, vou falar de um que me decepcionou e esperar que comecem a me atirar pedras.
Pelo título você já deve ter entendido. Eu terminei de ler já faz
um bom tempo (apesar dele continuar ali na sidebar), mas ainda tinha que escrever aqui minhas impressões sobre O apanhador no campo de centeio.
Não é meu tipo de livro, não mesmo, mas só descobri quando terminei de ler. Quando vi o título achei que devia ser incrível. Além disso, sempre estabeleci uma relação entre esse nome e O Caçador de Pipas. Pode não ter nada a ver para você, mas na minha cabeça os dois livros sempre caminharam juntos, nem eu sei explicar o porquê. Talvez os caçadores de pipas corressem em campos de centeio, só na minha imaginação. Então, comecei a ler esperando uma narração digna do livro do Hosseini e encontrei um Holden Caulfied.
O que mais me revoltou ao ler O apanhador no campo de centeio foi que eu fiquei esperando, durante todo o tempo, a história começar. E sabe como eu terminei o livro? Exatamente como o Caulfield costumava fazer, achando aquilo uma droga.
Lá estou eu esperando uma grande morte no final, pra surpreender e fazer o leitor se revoltar, para fazer toda aquela chatice ter valido a pena. Sabe como é, um grande final pode salvar um livro inteiro, se o livro for ruim mas autor tiver a sorte do leitor ter tido paciência pra chegar até ali. Juro que meu coração acelerou enquanto eu me aproximava do fim, juro que eu esperava um atropelamento, um ataque cardíaco, um suicídio, um desabamento ou qualquer coisa assim. Mas o livro simplesmente acabou!
Putz, já leu um livro que nunca começa? Esse é um, e eu não gostei. Provavelmente vão falar que eu não entendi nada, que o livro era muito bem bolado. Pode até ter tido toda uma importância histórica, ter sido um grande livro devido ao contexto da época, mas só me deu a sensação de ter perdido tempo lendo aquilo. Acho que foi isso que o assassino do John Lennon estava sentindo. Depois de ler um livro chato desse eu matava até o Raul Seixas (Sorte dele não estar vivo).






lostduckstar
27 Ago 07 às 0:13
Olha, talvez esperar por algo extraordinário seja o que mais amarga uma história.
Já viu ” Mais estranho que a ficção” ?
Fala levianamente sobre isso, e dá uma liçãozinha fajuta no final.
Mas eu gostei do filme.
:]
Vou ver se leio esse Caçador de Pipas. Toda hora eu vejo esse livro pra vender. Sem falar que a última coisa que comecei a ler eu não terminei ( Os Botões de Napoleão).
:*
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...
27 Ago 07 às 10:32
Ah, eu sei muito bem como é essa sua sensação. “O apanhador” está na minha lista dos próximos a serem lidos, mas é o quinto ou sexto ainda… Depois que eu ler expresso minha opinião. E não que eu goste de ser do contra e negar o que todos gostam, mas acho interessante quando isso acontece. E acho que você está longe de receber pedras… leitura é muito pessoal. Em outra esfera da arte, por exemplo: eu não gosto muito de Glauber Rocha, entendo todo contexto, entendo a estética, a temática e não nego a importância dele na nossa História cultural e política, mas eu não gosto, acho chata e cansativa a maioria dos filmes. Eu já recebi várias pedras por conta disso…
Bjos!
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,
30 Ago 07 às 0:41
talvez achar decepcionante se dá pelo fato de já começar esperando muita coisa
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*Lusinha*
31 Ago 07 às 8:27
Só poderei dizer alguma coisa, quando eu ler esse livro e depois dessas palavras, eu garanto que irá demorar um pouco… ;)
Bjitos!
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Joel Martins
31 Ago 07 às 11:17
Um adolescente que joga na sua cara tudo o que você foi (ou é) quase 60 anos antes de você estar nessa fase. Um guri que não quer ser velho (embora hoje tenha 70 anos) e que só pensa em como é difícil ser compreendido. É, realmente o livro não é tão bom. O negócio é ler uma história de uma cultura que atualmente é de massa e comparar com a cultura revoltada de uma época perdida. Pensando bem, não vou atirar pedras em você. A única coisa que posso dizer é que você tem sua opinião. E, ou você esqueceu o que é ser jovem, ou não chegou a experimentar essa fase. “Isso me deixa um bocado deprimido, ver pessoas espertas pra burro achando saber o que não sabem”.
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Mari
31 Ago 07 às 13:30
Olá, indiquei seu blog no meu post do BlogDay! ;*
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João Pedro
31 Ago 07 às 13:39
Quando começamos uma leitura, o fazemos por uma trilha. A maioria espera duas coisas: romance bonitinho ou final trágico.
Pouca gente absorve o mais interessante que há no livro: o processo.
O desenrolar da história é o essencial do livro e exige compreensão de mundo, da complexidade do ser humano e da época, afinal, negar a história é limitação.
É difícil pra quem vive numa cultura imediatista e claudicante intelectualmente absorver coisas que exigem reflexão e raciocínio.
É bem mais fácil engolir tudo o que lhe dão “mastigadinho”.
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Jeferson Biela
31 Ago 07 às 14:53
MALDITA… Vai queimar no fogo do inferno!!!
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jeferson biela
31 Ago 07 às 15:14
Pronto… DESABAFEI… me sinto bem melhor agora!!!
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Emi
31 Ago 07 às 15:28
Joel Martins, João Pedro @
Uhnnn, mas será que “aceitar tudo mastigadinho” não seria aceitar como bom um livro que todos consideram assim mesmo se ele não me agradar? :D Será que ele tem que ser mesmo bom só porque todo mundo diz? Mesmo não sendo meu tipo de livro, meu tipo de enredo?
Será que ser jovem compreende sempre as mesmas coisas?
Será que um jovem não pode se revoltar de uma maneira diferente sobre as coisas de sempre?
Se um jovem tem que se cansar de um mundo, então eu estou cansada do mundo dos jovens =/
Acho que o Caulfield também não gostaria daquele livro, se querem saber. Ele diria: “Não entendo, por exemplo, como ele pode gostar de um livro cretino daqueles e ainda gostar daquele tal de Caulfield”.
Prefiro minha Agatha Christie, meu Admirável Mundo Novo e um 1984. ;)
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[ Jarbas ]
4 Set 07 às 10:58
vou correr legoas desse livro.
eu realmente não estou afim de matar ninguém .
hua hua hua!
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Joel
4 Set 07 às 11:55
Agatha Cristie é história - muito boa, dga-se de passagem - de romances, o Huxley e o George Orwell são quase profetas de um mundo futuro. Agora, falar que a história do Caulfield não mostra o drama que qualquer adolescente vai viver? A indecisão da vida, a insegurança com o futuro, a impressão de que tudo tem uma resolução simples, a idéia de nunca envelhecer? Não. Os adolescentes não tem a mesma visão de mundo, mas os dramas são os mesmos, as idéias para resolver os problemas são as mesmas. Você nunca teve medo de envelhecer? Nunca teve aquela paixão idiota que você nem quis admitir que era paixão? Nunca se achou tão esperto que não percebeu o quão idiota era às vezes? Nunca foi uma adolescente querendo ser um adulto? Realmente nossa visão de mundo é diferente, você não precisa achar o livro bom ou ruim, mas não ver em Caulfield um retrato do que você, eu, ou qualquer adolescente somos. Isso é não conhecer a sí mesmo…
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Iemai
6 Set 07 às 13:26
Eu entendi sua parte :)
Na verdade, eu não disse que o Caulfield não é retrato dos jovens, que ele não passou por situações que nós passamos… Só quis dizer que não gostei da leitura, que não gostei do livro em si. O fato de me identificar com as situações, nesse livro, não fez com que eu gostasse dele. Entende? Sei que é estranho, mas…
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Nick
3 Out 07 às 11:23
Kra, as pessoas q naum gostam do “apanhador” saum somente pessoas q naum tm um pingo de interpretação e naum imagina o q é uma analise do ponto de vista literal e etico-social… resumindo pessoas burras! Se vc naum gostou do livro, primeiro descubra qm vc naum é, e depois leia-o! ai sim vc posta um artigo dessa ou de qalqer outra magnitude! … Boa sorte na sua busca!
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Dodo
7 Out 07 às 14:05
Livro sensacional.
Realmente o final pode decepcionar. Foi muito repentino e dificil de engolir. Ficou faltando algo no meio daquela confusão toda. Eu esperava o melhor para Holden, ja que foi um personagem que me cativou e que eu me identifiquei bastante (não só eu como muitos outros jovens).
Realmente é dificil de entender como alguém não gostou de ler esse livro. Quando comecei a ler o livro não consegui mais parar. Um leitura gostosa que lhe permite refletir sobre diversas coisas.
Flw
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Dasantiga
2 Nov 07 às 4:12
Deixa o Raul fora disso. O cara foi genial
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sylmara
16 Nov 07 às 15:47
concordo plenamente com vc .dizem q o livro é a biblia dos serial killers.Só ñ entendi o pq,ñ acontece nada e eleñ passa por nada tão loco q justifique todo esse sucesso.Já reparou qtos filmes citam o livro? acho q sou meio burrinha mmo. Burra ou ñ eu me decepcionei tbem.
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Leila
21 Dez 07 às 11:53
Gostaria de lhe dar um conselho…
Não escreva resenhas de livros que não sejam Harry Potter, ou similares. Pelo menos por enquanto. Você tem muito o que aprender sobre literatura.
Quem espera por enredos fantásticos e grandes desfechos deve passar longe da literatura como forma de arte. Literatura não é simplesmente a história, os acontecimentos contados em um livro, e sim a forma de contar essa história. Não necessariamente é preciso haver um final mirabolante para que um livro seja realmente bom. O livro o Castelo, do Kafka, é considerado um dos melhores livros de toda a literatura e não tem final. A narrativa simplesmente acaba, não há desfecho.
Adquira um pouco mais de maturidade artística antes de tecer opiniões, que só se baseiam em gosto pessoal. Até lá, recomendo que leia e critique Harry Potter, Agatha Christie, Sidney Sheldon, Danielle Steel, Código da Vinci, etc. Não acho condenável, são livros envolventes, divertidos, mas que não agregam nada a você como ser humano, não ampliam sua percepção, são puramente diversão.
Aí estão as pedras que você pediu… Não encare como uma crítica muito pesada. A maioria das pessoas é como você: lê um livro, vê um filme, um quadro, etc. esperando uma construção padrão: início, meio e fim. Para mim, as melhores obras de arte são aquelas que te deixam intrigada um tempão, e que, de repente, sem mais nem menos, num click você descobre que tudo o que ela quis dizer faz muito sentido, e estava ali na sua frente, só você que não viu!
De qualquer forma, parabéns pelo blog!
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Redd
23 Jan 08 às 13:24
Sempre vi mta gente falando desse “apanhador…” e ficava curiosa sobre pq tanta gente gostava… é um livro que nunca me atraiu, nunca me fez qrer ler…
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Lucy
2 Fev 08 às 19:47
Olá, sei que o assunto já ½ que passou, mas para interesse geral, deixo este endereço que acabei de achar falando sobre a importancia do livro tão criticado pela autora do blog:
http://www.screamyell.com.br/literatura/apanhador.htm
Eu estudo letras e entendo tambem sobre leituras massantes, mas, como já foi citado acima, a obra não tem valor pela história que conta diretamente e sim por outras coisas diversas, como no caso de Memorias Póstumas de Brás Cubas.
A intenção do autor de passar para o leitor a vida de um adolescente tambem se prisma na parte ½ massante do livro de ficar ali esperando algo acontecer, pois revela até como é massante a vida de um adolescente e o quanto ele espera que alguma coisa aconteça, e vc´s sabem… quase nunca acontece! Se vc considerou chato, é como pode ser a vida de um adolescente no momento em que a vive, para mim a adolescencia foi linda em comparação do que vivo hoje, mas lembro bem como a achava chata… como por exemplo o caminha do livro para vc.
Para a autora deste blog, tome como exemplo as leituras dos policiais de Alan Poe (meu Deus, muito bom!), porém, para que vc possa apreciar a leitura vc tem de ter um preparo antes, pois ele já foi tão copiado que parecerá que ele copiou, mas na verdade ele foi o pioneiro no estilo! O cara escrevia em 1800 e bolinhas sobre temas que vc vê sendo copiados até hj, e isso é o D+!
Há muitos motivos para se considerar uma obra importante, e realmente o menos quisto é o tradicional, se não for proposital, entende?
Não me entenda mal, mas dá umapassada no site para tirar dúvidas sobre contexto histórico, ok?
bjks
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Iemai
12 Fev 08 às 20:14
Uhn, eu sei o valor histórico do livro, mas o fato de eu não gostar dele não tem nada a ver com o que ele representa para a sociedade ou para o que quer que seja. Os maiores épicos e as maiores unanimidades podem não agradar alguém. Não menosprezo o livro e nem sua importância, mas, aqui dentro do meu cérebro, ele não despertou as reações que causam o agrado. Só isso. Talvez seja culpa do meu cérebro e não do autor, sei lá. Todo mundo tem o direito de gostar ou não de alguma coisa, ué.
Quanto ao comentário da Leila, não creio que eu esteja sempre esperando construções padrões e, se espero, acredite, costumo me maravilhar muitas vezes quando “quebro a cara”. Não foi o caso nesse livro.
Também queria esclarecer que este é um blog pessoal e todos os comentários que eu escrevo aqui também o são. Não pretendo ditar verdades e muito menos ser imparcial. Apenas queria falar sobre o livro que li e sobre as _minhas_ impressões sobre este, e assim o fiz.
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carlos tadeu alves
24 Jun 08 às 20:08
Oi. tenho 49 anos, comparando com os seus 19-20 anos dá muito bem para eu entender a sua crítica. Aguarde mais um pouco e releia o livro, parece muito tempo mas não é: aguarda somente mais 10 anos e releia. vc vai ver como será bom.
isto é, se nesse período as outras leituras que vc fizer realmente te educarem. fiz isso com a maioria dos livros que li na juventude, a visão é totalmente outra. guarde a sua crítica também e compare.
tenho um caso semelhante ao seu em relação ao Proust, li todos os volumes, mas não gostei (em busca do tempo perdido).
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carlos tadeu alves
24 Jun 08 às 20:09
completando.
li em junho/2008, de um folego só e adorei.
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Mariamaria
28 Ago 08 às 9:11
Me indicaram e eu li. Até gostei do livro, fiquei curiosa, um pouco deprimida com algumas coisas também. Imaginei que fosse acontecer algo extraordinário no final, aliás a gente acaba acostumando com alguns livros e pensa que é tudo igual. Enfim, pra resumir tudo, eu me pergunto até agora: Porque esse livro é tão polêmico? Porque as pessoas mudam de comportamento e vê a vida de forma diferente qdo termina de ler? E outras coisas que pesquisando a gente descobre….Enfim, gostei do livro, e não achei nada de impressionante, do outro mundo.
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Ahsverus
5 Out 08 às 7:23
Em minha infância, eu e minha irmã sempre aguardávamos a volta de nossa Mãe do supermercado, porque ela sempre dizia que iria nos trazer algum “doce” , eu esperava por aquelas balinhas de côco ou aquelas de banana e minha irmã espera por Suflair e Chokito (ou outro chocolate caro). Se minha Mãe trouxesse chocolates eu ficaria feliz (afinal estava aguardando apenas balinhas) enquanto que se ela trouxesse as balinhas ficaria satisfeito (pois era o eu queria) mas minha irmã ficava decepcionadíssima, pois queria chocolates. Moral da história: Evite grandes expectativas, é melhor surpreender-se do que decepcionar-se. Parabéns pelas resenhas. São sempre nota 10 ;)
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Lininha
6 Out 08 às 23:44
Realmente, o livro é uma grande BOSTA. Nao gostei nenhum pouco, Holden está sempre chateado e de mal com a vida… nos ensina a viver a vida e nao nos tornarmos um imbecil como o Caulfield.
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Rafaela
14 Out 08 às 12:54
bem, se voce achou `desde sempre` que o apanhador e o cassador de pipas andavam lado a lado, bem, voce só ouviu falar do apanhador ontem né? pois ele foi lancado em 51 e nunca poderia andar lado a lado com o cassador.
e bem, se vc esperava encontrar hassan em holden se ferrou nao? pois o apanhador nao [e uma historinha tragica com palavrinas em farsi. [e a expressao de toda uma geracao que antes de salinger publicar esse livro nao tinha voz.
o apanhador e perfeito, pois nao e nada de extraordinario.
e so um jovem voltando pra casa, o interessante e a personalidade dele, como ele ve o mundo e as pessoas ao redor. a amargura e a inocencias dos 16 anos.
bem, se voce nao entende, mal pra voce, pois esse é sem duvida o livro que melhor retratou a adolescencia de todos os tempos.
um classifco, merecidamente aclamado e adorado.
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marcela
19 Out 08 às 23:44
O livro é excelente…aos poucos, com as experiência vai-se percebendo seu valor…sou educadora em áreas de risco, onde a população infanto-juvenil é assassinada todo dia e um pouco como na poesia de Robert Burns que nomeia o livro, eu também “fico na beirada de um precipício
maluco. Sabe o que eu tenho de fazer? Tenho de agarrar todo mundo que vai cair
no abismo. Quer dizer, se um deles começar a correr sem olhar para onde está
indo eu tenho que aparecer de algum canto e agarrar o garoto. Só isso que eu ia fazer o dia todo. Ia ser só o apanhador no campo de centeio e tudo.(trecho de O Apanhador no Campo de Centeio - J. D. Salinger)
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Gabriela
30 Out 08 às 6:55
“O Apanhador no Campo de Centeio” está entre os meus favoritos e já o li umas 5 vezes. Toda vez que o leio percebo e sinto coisas novas. Fiz análises, estudei tudo sobre ele na faculdade e sei o valor que ele tem. Existem clássicos que eu já li e detestei, mas não desmereço o valor que elas têm e o que deve ser sugado de cada uma dessas leituras. Burrice é negar o valor destas obras e negá-las para sempre de suas vidas. Quando li pela primeira vez Machado de Assis, eu tinha uma mente pouco madura pra isso, e odiei o que li pelo simples fato de não entender o valor cultural daquilo. Com o tempo a nossa percepção muda. Mas o mais importante de tudo, é admitir que certas obras merecem SIM todo o valor e respeito de nós.
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Leonardo Madureira
15 Nov 08 às 18:17
O livro é muito ruim e tudo.
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romulo
6 Jan 09 às 0:06
Não li o livro ainda, estava pensando, e acho que vou ler até mesmo depois desse seu depoimento e descontentamento com o livro…. Mas olha, adorei seus comentários e a maneira como escreve….
te mais
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