O Humberto Gessinger disse uma vez que existem dois tipos de música que valem a pena existir: as músicas que quando tocam no rádio você vai, corre, e muda de canal ou as que você vai, corre, e aumenta o volume. Acho que isso vale para tudo, inclusive para livros.
Existem os livros que te surpreendem e os que te decepcionam. Existem aqueles que você corre para elogiar e os que você corre para xingar. Costumo só falar de bons livros, então, vou falar de um que me decepcionou e esperar que comecem a me atirar pedras.
Pelo tÃtulo você já deve ter entendido. Eu terminei de ler já faz
um bom tempo (apesar dele continuar ali na sidebar), mas ainda tinha que escrever aqui minhas impressões sobre O apanhador no campo de centeio.
Não é meu tipo de livro, não mesmo, mas só descobri quando terminei de ler. Quando vi o tÃtulo achei que devia ser incrÃvel. Além disso, sempre estabeleci uma relação entre esse nome e O Caçador de Pipas. Pode não ter nada a ver para você, mas na minha cabeça os dois livros sempre caminharam juntos, nem eu sei explicar o porquê. Talvez os caçadores de pipas corressem em campos de centeio, só na minha imaginação. Então, comecei a ler esperando uma narração digna do livro do Hosseini e encontrei um Holden Caulfied.
Lá estou eu esperando uma grande morte no final, pra surpreender e fazer o leitor se revoltar, para fazer toda aquela chatice ter valido a pena. Sabe como é, um grande final pode salvar um livro inteiro, se o livro for ruim mas autor tiver a sorte do leitor ter tido paciência pra chegar até ali. Juro que meu coração acelerou enquanto eu me aproximava do fim, juro que eu esperava um atropelamento, um ataque cardÃaco, um suicÃdio, um desabamento ou qualquer coisa assim. Mas o livro simplesmente acabou!
Putz, já leu um livro que nunca começa? Esse é um, e eu não gostei. Provavelmente vão falar que eu não entendi nada, que o livro era muito bem bolado. Pode até ter tido toda uma importância histórica, ter sido um grande livro devido ao contexto da época, mas só me deu a sensação de ter perdido tempo lendo aquilo. Acho que foi isso que o assassino do John Lennon estava sentindo. Depois de ler um livro chato desse eu matava até o Raul Seixas (Sorte dele não estar vivo).

























lostduckstar
Olha, talvez esperar por algo extraordinário seja o que mais amarga uma história.
Já viu ” Mais estranho que a ficção” ?
Fala levianamente sobre isso, e dá uma liçãozinha fajuta no final.
Mas eu gostei do filme.
:]
Vou ver se leio esse Caçador de Pipas. Toda hora eu vejo esse livro pra vender. Sem falar que a última coisa que comecei a ler eu não terminei ( Os Botões de Napoleão).
:*
Fefe
janeiro 23rd, 2009
às 8:00
Comparar o Apanhador com o Caçador de Pipas foi uma heresia.
klebercarre@gmail.com
março 21st, 2009
às 22:56
@lostduckstar, Olá, como vai?! Te aconselho a assistir o filme que é lindo, porem o livro deixa a desejar; vai por mim!
...
Ah, eu sei muito bem como é essa sua sensação. “O apanhador” está na minha lista dos próximos a serem lidos, mas é o quinto ou sexto ainda… Depois que eu ler expresso minha opinião. E não que eu goste de ser do contra e negar o que todos gostam, mas acho interessante quando isso acontece. E acho que você está longe de receber pedras… leitura é muito pessoal. Em outra esfera da arte, por exemplo: eu não gosto muito de Glauber Rocha, entendo todo contexto, entendo a estética, a temática e não nego a importância dele na nossa História cultural e polÃtica, mas eu não gosto, acho chata e cansativa a maioria dos filmes. Eu já recebi várias pedras por conta disso…
Bjos!
,
talvez achar decepcionante se dá pelo fato de já começar esperando muita coisa
*Lusinha*
Só poderei dizer alguma coisa, quando eu ler esse livro e depois dessas palavras, eu garanto que irá demorar um pouco… ;)
Bjitos!
Joel Martins
Um adolescente que joga na sua cara tudo o que você foi (ou é) quase 60 anos antes de você estar nessa fase. Um guri que não quer ser velho (embora hoje tenha 70 anos) e que só pensa em como é difÃcil ser compreendido. É, realmente o livro não é tão bom. O negócio é ler uma história de uma cultura que atualmente é de massa e comparar com a cultura revoltada de uma época perdida. Pensando bem, não vou atirar pedras em você. A única coisa que posso dizer é que você tem sua opinião. E, ou você esqueceu o que é ser jovem, ou não chegou a experimentar essa fase. “Isso me deixa um bocado deprimido, ver pessoas espertas pra burro achando saber o que não sabem”.
Mari
Olá, indiquei seu blog no meu post do BlogDay! ;*
João Pedro
Quando começamos uma leitura, o fazemos por uma trilha. A maioria espera duas coisas: romance bonitinho ou final trágico.
Pouca gente absorve o mais interessante que há no livro: o processo.
O desenrolar da história é o essencial do livro e exige compreensão de mundo, da complexidade do ser humano e da época, afinal, negar a história é limitação.
É difÃcil pra quem vive numa cultura imediatista e claudicante intelectualmente absorver coisas que exigem reflexão e raciocÃnio.
É bem mais fácil engolir tudo o que lhe dão “mastigadinho”.
Jeferson Biela
MALDITA… Vai queimar no fogo do inferno!!!
jeferson biela
Pronto… DESABAFEI… me sinto bem melhor agora!!!
Emi
Joel Martins, João Pedro @
Uhnnn, mas será que “aceitar tudo mastigadinho” não seria aceitar como bom um livro que todos consideram assim mesmo se ele não me agradar? :D Será que ele tem que ser mesmo bom só porque todo mundo diz? Mesmo não sendo meu tipo de livro, meu tipo de enredo?
Será que ser jovem compreende sempre as mesmas coisas?
Será que um jovem não pode se revoltar de uma maneira diferente sobre as coisas de sempre?
Se um jovem tem que se cansar de um mundo, então eu estou cansada do mundo dos jovens =/
Acho que o Caulfield também não gostaria daquele livro, se querem saber. Ele diria: “Não entendo, por exemplo, como ele pode gostar de um livro cretino daqueles e ainda gostar daquele tal de Caulfield”.
Prefiro minha Agatha Christie, meu Admirável Mundo Novo e um 1984. ;)
[ Jarbas ]
vou correr legoas desse livro.
eu realmente não estou afim de matar ninguém .
hua hua hua!
Joel
Agatha Cristie é história – muito boa, dga-se de passagem – de romances, o Huxley e o George Orwell são quase profetas de um mundo futuro. Agora, falar que a história do Caulfield não mostra o drama que qualquer adolescente vai viver? A indecisão da vida, a insegurança com o futuro, a impressão de que tudo tem uma resolução simples, a idéia de nunca envelhecer? Não. Os adolescentes não tem a mesma visão de mundo, mas os dramas são os mesmos, as idéias para resolver os problemas são as mesmas. Você nunca teve medo de envelhecer? Nunca teve aquela paixão idiota que você nem quis admitir que era paixão? Nunca se achou tão esperto que não percebeu o quão idiota era à s vezes? Nunca foi uma adolescente querendo ser um adulto? Realmente nossa visão de mundo é diferente, você não precisa achar o livro bom ou ruim, mas não ver em Caulfield um retrato do que você, eu, ou qualquer adolescente somos. Isso é não conhecer a sà mesmo…
Iemai
Eu entendi sua parte :)
Na verdade, eu não disse que o Caulfield não é retrato dos jovens, que ele não passou por situações que nós passamos… Só quis dizer que não gostei da leitura, que não gostei do livro em si. O fato de me identificar com as situações, nesse livro, não fez com que eu gostasse dele. Entende? Sei que é estranho, mas…
Nick
Kra, as pessoas q naum gostam do “apanhador” saum somente pessoas q naum tm um pingo de interpretação e naum imagina o q é uma analise do ponto de vista literal e etico-social… resumindo pessoas burras! Se vc naum gostou do livro, primeiro descubra qm vc naum é, e depois leia-o! ai sim vc posta um artigo dessa ou de qalqer outra magnitude! … Boa sorte na sua busca!
Dodo
Livro sensacional.
Realmente o final pode decepcionar. Foi muito repentino e dificil de engolir. Ficou faltando algo no meio daquela confusão toda. Eu esperava o melhor para Holden, ja que foi um personagem que me cativou e que eu me identifiquei bastante (não só eu como muitos outros jovens).
Realmente é dificil de entender como alguém não gostou de ler esse livro. Quando comecei a ler o livro não consegui mais parar. Um leitura gostosa que lhe permite refletir sobre diversas coisas.
Flw
Isadora
janeiro 27th, 2009
às 23:06
@Dodo, a maior parte das pessoas não entendeu o final… Mas releia o último e o primeiro capÃtulo com cuidado e você vai perceber q ele foi parar num hospÃcildepois de tudo!
Dasantiga
Deixa o Raul fora disso. O cara foi genial
sylmara
concordo plenamente com vc .dizem q o livro é a biblia dos serial killers.Só ñ entendi o pq,ñ acontece nada e eleñ passa por nada tão loco q justifique todo esse sucesso.Já reparou qtos filmes citam o livro? acho q sou meio burrinha mmo. Burra ou ñ eu me decepcionei tbem.
Leila
Gostaria de lhe dar um conselho…
Não escreva resenhas de livros que não sejam Harry Potter, ou similares. Pelo menos por enquanto. Você tem muito o que aprender sobre literatura.
Quem espera por enredos fantásticos e grandes desfechos deve passar longe da literatura como forma de arte. Literatura não é simplesmente a história, os acontecimentos contados em um livro, e sim a forma de contar essa história. Não necessariamente é preciso haver um final mirabolante para que um livro seja realmente bom. O livro o Castelo, do Kafka, é considerado um dos melhores livros de toda a literatura e não tem final. A narrativa simplesmente acaba, não há desfecho.
Adquira um pouco mais de maturidade artÃstica antes de tecer opiniões, que só se baseiam em gosto pessoal. Até lá, recomendo que leia e critique Harry Potter, Agatha Christie, Sidney Sheldon, Danielle Steel, Código da Vinci, etc. Não acho condenável, são livros envolventes, divertidos, mas que não agregam nada a você como ser humano, não ampliam sua percepção, são puramente diversão.
Aà estão as pedras que você pediu… Não encare como uma crÃtica muito pesada. A maioria das pessoas é como você: lê um livro, vê um filme, um quadro, etc. esperando uma construção padrão: inÃcio, meio e fim. Para mim, as melhores obras de arte são aquelas que te deixam intrigada um tempão, e que, de repente, sem mais nem menos, num click você descobre que tudo o que ela quis dizer faz muito sentido, e estava ali na sua frente, só você que não viu!
De qualquer forma, parabéns pelo blog!
Redd
Sempre vi mta gente falando desse “apanhador…” e ficava curiosa sobre pq tanta gente gostava… é um livro que nunca me atraiu, nunca me fez qrer ler…
Lucy
Olá, sei que o assunto já ½ que passou, mas para interesse geral, deixo este endereço que acabei de achar falando sobre a importancia do livro tão criticado pela autora do blog:
http://www.screamyell.com.br/literatura/apanhador.htm
Eu estudo letras e entendo tambem sobre leituras massantes, mas, como já foi citado acima, a obra não tem valor pela história que conta diretamente e sim por outras coisas diversas, como no caso de Memorias Póstumas de Brás Cubas.
A intenção do autor de passar para o leitor a vida de um adolescente tambem se prisma na parte ½ massante do livro de ficar ali esperando algo acontecer, pois revela até como é massante a vida de um adolescente e o quanto ele espera que alguma coisa aconteça, e vc´s sabem… quase nunca acontece! Se vc considerou chato, é como pode ser a vida de um adolescente no momento em que a vive, para mim a adolescencia foi linda em comparação do que vivo hoje, mas lembro bem como a achava chata… como por exemplo o caminha do livro para vc.
Para a autora deste blog, tome como exemplo as leituras dos policiais de Alan Poe (meu Deus, muito bom!), porém, para que vc possa apreciar a leitura vc tem de ter um preparo antes, pois ele já foi tão copiado que parecerá que ele copiou, mas na verdade ele foi o pioneiro no estilo! O cara escrevia em 1800 e bolinhas sobre temas que vc vê sendo copiados até hj, e isso é o D+!
Há muitos motivos para se considerar uma obra importante, e realmente o menos quisto é o tradicional, se não for proposital, entende?
Não me entenda mal, mas dá umapassada no site para tirar dúvidas sobre contexto histórico, ok?
bjks
Iemai
Uhn, eu sei o valor histórico do livro, mas o fato de eu não gostar dele não tem nada a ver com o que ele representa para a sociedade ou para o que quer que seja. Os maiores épicos e as maiores unanimidades podem não agradar alguém. Não menosprezo o livro e nem sua importância, mas, aqui dentro do meu cérebro, ele não despertou as reações que causam o agrado. Só isso. Talvez seja culpa do meu cérebro e não do autor, sei lá. Todo mundo tem o direito de gostar ou não de alguma coisa, ué.
Quanto ao comentário da Leila, não creio que eu esteja sempre esperando construções padrões e, se espero, acredite, costumo me maravilhar muitas vezes quando “quebro a cara”. Não foi o caso nesse livro.
Também queria esclarecer que este é um blog pessoal e todos os comentários que eu escrevo aqui também o são. Não pretendo ditar verdades e muito menos ser imparcial. Apenas queria falar sobre o livro que li e sobre as _minhas_ impressões sobre este, e assim o fiz.
carlos tadeu alves
Oi. tenho 49 anos, comparando com os seus 19-20 anos dá muito bem para eu entender a sua crÃtica. Aguarde mais um pouco e releia o livro, parece muito tempo mas não é: aguarda somente mais 10 anos e releia. vc vai ver como será bom.
isto é, se nesse perÃodo as outras leituras que vc fizer realmente te educarem. fiz isso com a maioria dos livros que li na juventude, a visão é totalmente outra. guarde a sua crÃtica também e compare.
tenho um caso semelhante ao seu em relação ao Proust, li todos os volumes, mas não gostei (em busca do tempo perdido).
carlos tadeu alves
completando.
li em junho/2008, de um folego só e adorei.
Mariamaria
Me indicaram e eu li. Até gostei do livro, fiquei curiosa, um pouco deprimida com algumas coisas também. Imaginei que fosse acontecer algo extraordinário no final, aliás a gente acaba acostumando com alguns livros e pensa que é tudo igual. Enfim, pra resumir tudo, eu me pergunto até agora: Porque esse livro é tão polêmico? Porque as pessoas mudam de comportamento e vê a vida de forma diferente qdo termina de ler? E outras coisas que pesquisando a gente descobre….Enfim, gostei do livro, e não achei nada de impressionante, do outro mundo.
Ahsverus
Em minha infância, eu e minha irmã sempre aguardávamos a volta de nossa Mãe do supermercado, porque ela sempre dizia que iria nos trazer algum “doce” , eu esperava por aquelas balinhas de côco ou aquelas de banana e minha irmã espera por Suflair e Chokito (ou outro chocolate caro). Se minha Mãe trouxesse chocolates eu ficaria feliz (afinal estava aguardando apenas balinhas) enquanto que se ela trouxesse as balinhas ficaria satisfeito (pois era o eu queria) mas minha irmã ficava decepcionadÃssima, pois queria chocolates. Moral da história: Evite grandes expectativas, é melhor surpreender-se do que decepcionar-se. Parabéns pelas resenhas. São sempre nota 10 ;)
Lininha
Realmente, o livro é uma grande BOSTA. Nao gostei nenhum pouco, Holden está sempre chateado e de mal com a vida… nos ensina a viver a vida e nao nos tornarmos um imbecil como o Caulfield.
Rafaela
bem, se voce achou `desde sempre` que o apanhador e o cassador de pipas andavam lado a lado, bem, voce só ouviu falar do apanhador ontem né? pois ele foi lancado em 51 e nunca poderia andar lado a lado com o cassador.
e bem, se vc esperava encontrar hassan em holden se ferrou nao? pois o apanhador nao [e uma historinha tragica com palavrinas em farsi. [e a expressao de toda uma geracao que antes de salinger publicar esse livro nao tinha voz.
o apanhador e perfeito, pois nao e nada de extraordinario.
e so um jovem voltando pra casa, o interessante e a personalidade dele, como ele ve o mundo e as pessoas ao redor. a amargura e a inocencias dos 16 anos.
bem, se voce nao entende, mal pra voce, pois esse é sem duvida o livro que melhor retratou a adolescencia de todos os tempos.
um classifco, merecidamente aclamado e adorado.
marcela
O livro é excelente…aos poucos, com as experiência vai-se percebendo seu valor…sou educadora em áreas de risco, onde a população infanto-juvenil é assassinada todo dia e um pouco como na poesia de Robert Burns que nomeia o livro, eu também “fico na beirada de um precipÃcio
maluco. Sabe o que eu tenho de fazer? Tenho de agarrar todo mundo que vai cair
no abismo. Quer dizer, se um deles começar a correr sem olhar para onde está
indo eu tenho que aparecer de algum canto e agarrar o garoto. Só isso que eu ia fazer o dia todo. Ia ser só o apanhador no campo de centeio e tudo.(trecho de O Apanhador no Campo de Centeio – J. D. Salinger)
Gabriela
“O Apanhador no Campo de Centeio” está entre os meus favoritos e já o li umas 5 vezes. Toda vez que o leio percebo e sinto coisas novas. Fiz análises, estudei tudo sobre ele na faculdade e sei o valor que ele tem. Existem clássicos que eu já li e detestei, mas não desmereço o valor que elas têm e o que deve ser sugado de cada uma dessas leituras. Burrice é negar o valor destas obras e negá-las para sempre de suas vidas. Quando li pela primeira vez Machado de Assis, eu tinha uma mente pouco madura pra isso, e odiei o que li pelo simples fato de não entender o valor cultural daquilo. Com o tempo a nossa percepção muda. Mas o mais importante de tudo, é admitir que certas obras merecem SIM todo o valor e respeito de nós.
Leonardo Madureira
O livro é muito ruim e tudo.
romulo
Não li o livro ainda, estava pensando, e acho que vou ler até mesmo depois desse seu depoimento e descontentamento com o livro…. Mas olha, adorei seus comentários e a maneira como escreve….
te mais
vitu
baum… acabei de ler o livro e achei um saco
entendo a importância do livro no seu contexto histórico mas, ACHEI que o livro tem pouca profundidade… mas vai de cada um
creio já ter lido autores com muito mais sensibilidade…
aquele abraço
leticia
Opiniao é pessoal, entao nao vou te atirar pedras.
Só repito o que falaram, e muitissimo bem falado por sinal, ai em cima: falta maturidade em voce pra poder criticar esse tipo de obra, talvez voce devesse ficar no Harry Potter e no Sidney Sheldon, que sao tipos de literatura mais banais, que tem como intuito a pura diversao.
H. L. Rocha
Olá pessoal, eu curso letras na UFRN. Sem querer ser groseiro, mas acho ridÃculo essa história de ‘MATEM O APANHADOR…” Li a crÃtica e tenho que concordar com a LetÃcia. È preciso sensibilidade para ler “Salinger”. É um livro belÃssimo, apesar de muitos malucos o usarem como justificativas para assasinatos.
Enfim, fica a dica, só peço, porém que não esperem reviravoltas ou final lindo cheio de lição de moral. O livro fala da vida crua e nua, e só vai interessar aqueles que vêem beleza nos momentos mais cotidianos e simples da vida, como uma conversa com uma irmã, um dialogo com um desconhecido no ônibus…
Bom, é isso, fica a dica.
Lorena
Olha, comevei a ler o livro sem saber nada sobre ele, sem ter nenhuma indicação e sem saber qual era o enredo da história. Não tinha, portanto, nenhuma espectativa sequer à respeito desse livro, mas assim como o autor desse blog falou, fiquei esperando durante todo o livro que o seu objetivo fosse exposto e colocado. E nada. E lógico, pra quem tem um mÃnimo de cérebro, viu que Caulfield estava em um hospÃcio, mas isso é o de menos. É um livro diferente, mas com certeza não o indico para outras pessoas.
Nicolas Rosato
IncrÃvel foi que, após ler sua resenha, não pude evitar a comparação dela com aquelas divagações infindáveis que o Holden costumava começar e nunca terminar.
klebercarre@gmail.com
O livro apanhador de pipas não é tão legal, porem o filme é muito bom. É um dos melhores que assisti; é simples, porem com uma estoria muito emocionante. Quem assisti-lo não vai arrepender-se!
klebercarre@gmail.com
ME DESCULPA O ERRO, NÃO É O APANHADOR DE PIPAS E SIM O:(CAÇADOR DE PIPAS), MEU DEUS QUE VERGONHA!!!!!
Maria
Nossa, que alegria te ler! Deram esse livro (O apanhador no campo de centeio) para o meu filho adolescente; como estava de bobeira, aproveitei para ler; achei simplesmente uma droga, exatamente como você. Também me revoltei de ter perdido meu tempo lendo até o fim um livro que não começou e que não disse a que veio até o final. Já quanto ao “Caçador de pipas”, tinha achado o livro meio apelativo em alguns momentos, mas adorei o filme. Enxuto, digno. Chorei pra caramba assistindo ontem, por puro acaso, na televisão. Fiquei tocada pelos aspectos da honra, que aparecem tão bem trabalhados ali. Abraços a você que não sei quem é,
Maria
Asa
Muito boa resenha. “Depois de ler um livro chato desse eu matava até o Raul Seixas (Sorte dele não estar vivo).” Disse tudo.
Belfo
Li o livro a pouco tempo, achei bom, mas respeito totalmente sua opinião. Só não me decpcionei por ter usado o “Caçador de pipas” como patamar de livro bom.
fonjic
devo primeiro agradecer porque estava na dúvida se lia o não este livro e resolvi ler depois de ler a polmica nos comentários acima.
Devo dizer primeiro que essa coisa de se identificar com personagem ou sensibilidade é pura balela. Um livro é bom mesmo se você odeia o narrador. Sensibilidade é coisa de livro de autoajuda ou vampiro emo.
Bem, quanto ao apanhador, li o livro bem rápido e devo dizer que é excelente. A linguagem é fluida e bem humorada.
Você precisa prestar atenção nas dicas que o próprio salinger insere na narrativa de como ler o livro. Bem no inÃcio o preofessor do holden diz que a vida é um jogo, e em outros trechos o holden admite ser um mentiroso compulsivo.
É disso que se trata, o narrador admite ali a deixa de que está mentindo o tempo todo, inclusive para nós leitores. é o que a crÃtica aclama neste livro de “narrador não confiável”.
E não só o holden por diversas vezes entra em contradição naquilo que nos narra, mas deixa de perceber sua prórpia incoerencia ( que étarefa nossa, de leitor, perceber, não do narrador).
Assim, por exemplo, quando uma amiga mais velha do irmão o convida para beber algo ele se foge com a desculpa de encontrar alguém, achando-a chata. Algumas páginas adiante le convida uma amiga de sua irmã para beber um chocolate quente e ela se vai com a mesma desculpa, que ele acha divertido, sem perceber a exata semelhança entra as duas situações, só que com papéis invertidos.
O leitor que está atento vai logo notar essas situações que o holden não nota. E aà está a genialidade do livro. Ele é ótimo, mas vc precisa le-lo sabendo que não pode confiar no narrador, que se admite mentiroso compulsivo. Se você ler achando que tudo ali é “verdadeiro”, aà ferrou, porque vc perde toda a ironia do livro. E o próprio holden deixa claro que gosta de um livro que de boas risadas, o que parece ser a intenção da pópria história dele.
Iemai
Anos depois volto a repetir:
Não gostar do livro não significa que eu não o entendi.
Simplesmente não gosto de gente como o personagem, não gosto de gente que conversa daquele jeito, não gosto deste tipo de narrativa etc.
Mas quem sabe qualquer dia eu leio de novo e acho legal? É tudo uma questão de momento e gosto.
De qualquer maneira, que o Salinger descanse em paz.
Joana K.
Realmente você não entendeu nada do livro. Esse livro trata apenas de problemas de esfera psicológica do personagem principal. Se você estava esperando algum acontecimento além de acontecimentos triviais definitivamente perdeu seu tempo. A graça desse tipo de livro é simplesmente você acompanhar os sentimentos de um rapaz confuso e tentar entende-lo. Porque nem o próprio Holden consegue se entender e saber o que quer. E é preciso ter muita sensibilidade para apreciar esse tipo de livro porque diferente da maioria das histórias ele não tem nada de superficial, pelo contrário, é muito profundo. A história trata da perca da inocência, de um rapaz que não consegue ver nada de bom nele, nem nos outros, de um rapaz que está na beira do precipÃcio, caindo. (como ele deixa claro varias vezes no livro de que esta caindo) E quando a irmã dele pergunta o que ele quer ser, ele diz: Eu queria ser um apanhador no campo de centeio. Tudo que ele quer é apanhar e ser apanhado. Ele quer salvar todas as crianças inocentes que estiverem beirando o mesmo precipÃcio que ele está. Esse precipÃcio é mental, porem tão perigoso quanto um real. Talvez você não tenha sensibilidade para entender isso, mesmo assim, fique tranqüila isso se desenvolve, basta você tentar ler as histórias além do obvio. Pessoalmente, eu gostei muito da história, fiquei triste o tempo todo, porque me identifiquei muito com o Holden. E estou completamente apaixonada por esse personagem incrÃvel!
Bruno
Lê um resumo, ai quem sabe vc entende a historia e para de recalamar.
patricia
Meu Deus!!! comparar Salinger com Khaled Hosseini é algo que nunca tinha imaginado. é como, sei lá, comprar Zezé di Camargo e Luciano com Beatles (na minha singela opinião), ou algo parecido, sei lá… não tem nem cabimento. A graça no livro está bem nessa, abordar as confusões, as contradições os dilemas – e de uma forma deliciosa – de um adolescente. quem nunca teve pelo menos uma das frustraçoes de Holdem? e, outra, uma obra nunca pode ser vista fora do seu contexto. você tem ideia do que esse livro representava para os jovens da década de 50?
E mais, não estamos na década de 50, mas nem por isso a obra fica ultrapassada e este mérito – de manter atuais as reflexões, discussões – é dom de pouquissimos escritores e, Salinger é um deles..
Para quem está com o livro na ‘fila’, leia-o.
Mas, enfim, que um dia você possa ter ânimo para lê-lo novamente e que faça isso sem medir tais parâmetros de comparação, pois, para mim, o Caçador de Pipas simplesmente reforça o ‘american way of life’; de que o sucesso só é obtido na América e viva a coca-cola, e viva o neoliberalismo, e viva os elatados – não somente as comidas, mas também a literatura e tudo mais.
Bom, é isso, abraço
patricia
julho 23rd, 2010
às 17:53
(comparar e não comprar)
enlatados e não elatados
T.Aguiar
Leiam. Livro excepcional, narrativa inteligente, que te leva de volta a adolescência. Universal
Zé da Égua
Esse livro é uma verdadeira porcaria. Algum idiota vende o negócio como uma maravilha, “formador de gerações”, etc e os idiotas vão atrás. A história da teoria da conspiração não passa de especulação que só ajuda a vender o livro. Ao ler essa monotonia escrito em linguagem nada especial, só da vontade mesmo de matar é o autor. se é que ele ainda está vivo.
Rafael Chrestani
Excelente. O livro é uma revolução na linguagem, e acredito que aqueles que o criticam negativamente é por que não aguentam esse tipo de revolução. Nunca li nada parecido e dá até vontade de escrever um igual.
Alexandre
Pôxa amigos, tem pessoas aqui que comentam os comentários e escrevem ERRADO, JESUS!!! ( HOSPICIL?? o quê é isso ??), como podem se dar ao luxo de comentar um livro e seu conteúdo, vocês mal sabem ESCREVERRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRR!!.
que dirá, interpretar e concatenar ideias.
já me cansei de tentar ler alguns comentários.
paz a todos
Ellen
Eu gostei dos dois livros
Mas um deles eu nunca mais quero ler na vida
e o outro eu já li várias vezes.
O que eu nunca mais quero ler é “O caçador de pipas” porque mesmo gostando do jeito como foi narrado e ter sido “presa” pela trama, eu odiei a história. É uma coisa estranha mesmo.
O que eu li várias vezes foi “O Apanhador no campo de centeio” que tem uma história simples. O que deixa mais impressionante o fato de ele ser tão bom.
Me indentifiquei com o personagem também.
Fagner Bites
No próprio inÃcio do livro ele diz q está no hospital, sendo assim já era de se imaginar q ele não morreria.
Bárbara L.
Vc queria novela das oito, isso que vc queria ;)
Cecilia
que imbecil. Só de esperar a mesma coisa que o caçador de pipas mostra o quanto você é ignorante. E ainda cursa jornalismo! Que merda. Faça um favor pra humanidade e não publique mais seus pensamentos.
Erick
Nossa… Cara, quando você usa o HUMBERTO GESSINGER como padrão pra discernir o que é bom do que é ruim, é sinal que tá na hora de repensar seus conceitos…
Pati
eu concordo com você, apesar do que todo mundo ai em cima ta dizendo.
É simplesmente ridiculo!
história, cade? não tem, ele só fica narrando as aventuras revoltadinhas da merda de vida dele, como ele gosta de falar, não é nada muito interessante ou intrigante, sério.
Juro que se o Holden fosse alguem mais cativante eu poderia até gostar da história, mas na verdade ele é repugnante! Não dá o menor valor a tudo que os pais deram a ele, como as boas e caras escolas e até mesmo todo o dinheiro que ele esbanja durante todo o livro com inutilidades. É arrogante, preconceituoso e é impressionante o tamanho da lista de coisas que consegue deixar ele deprimido!!
esses caras ai que veneram esse tal livro, na minha sincera opinião ou são tambem revoltados com a própria vida e se identificam com o cretininho do Holden ou então simplesmente acham a história demais porque ela foge dos padrões clássicos de leitura onde ninguem xinga ninguem e nao há palavrões e a história se desenrola sem que o personagem crie raiva por cada criatura que aparece na sua frente.
Tipicamente adolescente, nada mais que isso
vanne
dezembro 3rd, 2011
às 10:39
MEU DEUS DO CEU!Juro que dei umas boas risadas e senti um pouco de vergonha alheia com o seu comentário.A minha pergunta é : Você realmente leu o livro?Ou você leu um livro com uma bacia na cabeça?Só pode.
Você conseguiu se contradizer umas 5 vezes nesse seu comentário,primeiro chamando o HOLDEN de preconceituoso!Cara,será que vc não ta se confundindo com outro livro?Preconceituoso com gente ALIENADA é isso que você quis dizer?
“Não dá o menor valor a tudo que os pais deram a ele, como as boas e caras escolas e até mesmo todo o dinheiro que ele esbanja durante todo o livro com inutilidades”
Sim,realmente,os pais dele deram muitos bens materias,mais será que os pais dele deram VALORES?Ele critica o mundo vazio chamado ELITE,ele não teve os pais presentes e ainda colocaram ele em um colégio só de HOMENS onde ter era ser,e você ainda quer que o cara agradeça o que ele tem? Ele pode ter dinheiro,mais ele não é feliz!Os pais dele não deram felicidade para ele!E é isso que ele procura tanto durante o livro,mas mesmo assim,ele é uma pessoa boa,só que desequilibrada,por que ele nao se sente a vontade nessa sociedade capitalista,ele procura algo diferente em um lugar onde tudo é igual!
Se quer criticar o livro,tudo bem,mais garanto que até o Holden tem uma mentalidade mais desenvolvida que a sua que esteriotipa as pessoas que gostam do livro só pq vc não gostou,se quer criticar tenha primeiro PERSONALIDADE e BONS ARGUMENTOS!
PH
Querida, com todo respeito, mas pra quem entra no espÃrito do livro, consegue captar a aura, a sensação que o autor transmite ao descrever o Holden atravessando a rua, no final do livro, e ter a sensação que não vai chegar do outro lado, que está sumindo aos poucos durante a travessia, é de uma angústia tão grande, tão infindável, que é pior do que qualquer morte, desabamento ou alguma das outras coisas que você disse. Sem ser sensacionalista, consegue dar o impacto que muita catástrofe fictÃcia não consegue.