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A pior seca dos últimos 47 anos, é assim que o G1 chama a situação enfrentada pela Bahia atualmente. Hoje, não só o semi-árido baiano, mas também regiões como a Zona da Mata, estão sofrendo com a falta de água.
Em Vitória da Conquista, o racionamento começará na terça-feira. A medida foi tomada devido ao baixo nível de água nas barragens que abastecem a cidade. Apesar da chuva ter voltado a cair nos últimos dias, a previsão de precipitações que possam normalizar o abastecimento existe apenas para novembro.
Não temos uma política pública adequada para esses momentos e estamos à mercê de um sistema muito frágil. Sabemos das tendências das alterações climáticas e pouco é feito para a prevenção de situações como essas. Em momentos assim, começamos a refletir sobre a importância da água e como a utilizamos displicentemente.
A imagem aí embaixo (ilustração de Jack Cook, do Woods Hole Oceanographic Institution) mostra quanta água há no planeta em comparação com o tamanho do mesmo. A esfera azul maior inclui os oceanos, as geleiras, os rios, as lagoas, a água presente na atmosfera e também nos seres vivos. O pontinho azul ao lado mostra a parcela de água doce no mundo.

Mais de 70% da superfície terrestre é coberta por água. Visualizando essa imagem, percebemos o quanto esse número é grande pra caramba e, ainda assim, muito pequeno.
O período atual na história do planeta vem sendo chamado de antropoceno, a época da humanidade. Nele, as ações dos homens alteram diretamente a Terra. Mudamos a atmosfera do planeta, mudamos o curso das águas… O vídeo abaixo é interessantíssimo e fala sobre isso. (A narração é em inglês e não encontrei uma versão legendada, mas, mesmo que você não domine a língua, assista porque as imagens mostram muito.)
Como nos diz Bruno Martini, “Reconhecendo isso, é preciso também admitir como são evidentes os sinais de que não mudamos o planeta apenas para o nosso bem. De fato, o tornamos mais hostil à presença de boa parte das formas de vida, inclusive a nossa. A humanidade – se conseguir se manter viva – precisará rever seu comportamento de força geológica e buscar formas de ocupar ambientes de modo menos agressivo e mais harmonioso, nem que seja apenas por pensar em benefício próprio. Extinções de antigas civilizações humanas por desastres ambientais não são novidade. O Homo sapiens sapiens, como esse nome indica, é uma espécie ‘inteligente’, que entende hoje as relações de causa e efeito: não temos, portanto, a desculpa da ignorância para repetir os mesmos erros.”
Utilizamos o planeta e seus bens como se fôssemos seus donos, e não hóspedes. E é preciso que falte água, que sobre chuva, que nosso bem-estar esteja ameaçado para nos lembrarmos de que, além da nossa casa, a Terra é a nossa mãe – e deve ser tratada e respeitada como tal.